a dignidade da diferença
18 de Agosto de 2015

 

david ackles 2.jpg

 

«A long with Randy Newman, Van Dyke Parks, Harry Nilsson and some others, David Ackles helped widen the definition of contemporary singer-songwriters in the late 1960s. This was a group of performers open to incorporation of many non-rock pop and theatrical influences into their work, and not based in folk-rock, like so many of the other early singer-songwriters were. Nor were they conventional rock or pop singers. Somehow, nonetheless, they recorded albums that were marketed to the rock audience. Of all the names mentioned above, David Ackles is certainly the most obscure, even if his quartet of albums won him a cult audience that included Elton John and Elvis Costello. David Ackles, his self-titled 1968 Elektra debut, was an unusual effort even by the label’s own high standards for introducing original talents. Ackles’ dark, brooding songs and low croon-rumble of a voice delivered cerebral lyrics painting the everyday adventures of misfits and their struggles to find meaning and spirituality. What could have been overblown in other hands was given a stately dignity by the stoicism, vacillating between determination and resignation, of Ackles’ vocals and observations. Far more than any of his subsequent albums, the record’s arrangements were tailored for rock ears, with ethereal psychedelic-tinged guitar and organ that weren’t too unlike those heard on other Elektra LPs of the time, such as Tim Buckley’s early releases.»

Richie Unterberger

 

 

04 de Julho de 2013

 

 

A juventude de Marling ou a veterania de Parks. A instrumentação quase elementar da primeira ou o requinte orquestral e a maestria dos arranjos do segundo. A folk intensa e concisa de Laura Marling ou as sinfonias de bolso de Van Dyke Parks. Se a ideia parece consistir no confronto entre estes dois estilos de música aparentemente tão antagónicos, esse raciocínio está, porém, bem longe da verdade. Entre o percurso musical com origens na tradição folk, o crescimento precoce, a concisão, a clareza, a economia de meios, as emoções que jorram da matéria ficcional, o brio e a expressividade vocal de Laura Marling ou a sabedoria e a visão panorâmica, cinematográfica, majestosamente orquestral - na qual todas as peças se encaixam brilhantemente numa estrutura musical ilusoriamente fragmentada - do magnífico e injustamente pouco celebrado Van Dyke Parks, não é necessário optar: o melhor é escolher os dois. Escutem então (sem pausas) as suas mais recentes e meritórias gravações; o depuradíssimo e intenso Once I Was An Eagle de Laura Marling e o versátil e colorido Songs Cycle de Van Dyke Parks.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 22:59 link do post
Maio 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
É falso que o fenómeno tenha ocorrido no preciso m...
Acho que você é quem deveria pensar pela sua cabeç...
Experimente ler "Fátima, Milagre ou Construção?, u...
Não consigo vislumbrar uma ligação directa entre a...
Parece-me que existe uma grande crise de valores e...
Não me parece que a crise de valores ou os valores...
Muito bem! Embora nos dias de hoje e na sociedade ...
Certo; tudo bem que existissem questões políticas ...
Já tive o livro, de facto. Contudo, foi mais ou me...
CaroEstou a procura do livro fatima nunca mais mas...
Não deixa de ser um belo aforismo...
O que é a vida, senão um turbilhão de pensamentos ...
blogs SAPO