a dignidade da diferença
23 de Fevereiro de 2014

 

 

«Esta transformação na tecnologia da nossa vida de todos os dias foi acompanhada por uma transformação similar na tecnologia da guerra. Graças à industrialização, também a guerra se tornou mais desigual. Os países ricos têm actualmente armas de tal sofisticação e poder que podem semear a morte e a destruição nos países pobres em escala industrial, sofrendo eles próprios baixas e estragos negligenciáveis. (…) De momento, esses países estão livres da ameaça de guerras nas quais eles próprios possam ser sujeitos a grandes sofrimentos. No que lhes diz respeito, a guerra é apenas para exportação. E, apesar dos enormes arsenais de armas de destruição em massa que esses países mantêm prontas a atacar, os seus cidadãos dormem calmamente, sabendo que, por agora, a incineração e o desmembramento são destinos reservados aos habitantes de países que cometeram o pecado de ser pobres e fracos. É melhor convencermo-nos de que esta situação pode ser temporária. A presunção dos políticos de mentalidade imperial dos Estados Unidos faz lembrar os seus equivalentes britânicos de há 150 anos, antes de as realidades de um equilíbrio de poderes em transformação terem quebrado as ilusões que alimentavam sobre si próprios. Para os que estudaram a história do século XIX, não seria uma surpresa que a força e a autoconfiança crescentes da China, da Índia e da Rússia pusessem fim ao “novo século americano” em menos de cem anos. Se isso acontecer, o mundo regressará aos blocos rivais do final do século XIX. (…) As rivalidades de poder futuras não terão a ver com princípios políticos. Serão movidas pelas forças que sempre governaram esse tipo de rivalidades: competição por recursos naturais e por influência comercial, e, acima de tudo, medo – o mesmo medo primitivo dos “outros” que governou as relações humanas desde que os nossos antepassados se levantaram e olharam para a vasta savana.»

Cyril Aydon, The Story of Man – An Introduction to 150,000 Years of Human History

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