a dignidade da diferença
20 de Junho de 2010

 

Jacksonville, do magnífico "(Come on feel the) Illinoise (2005), de Sufjan Stevens. Trata-se de uma recordação sem qualquer motivo ou razão aparente. Serve apenas para dar um pouco de musicalidade a este blog e porque a música, afinal, é a principal razão da sua existência.

E, já agora, pode ser que inicie alguém na escuta da óptima carreira do músico norte-americano. Gravações merecedoras de louvor não faltam por aí: Illinoise (2005), Songs for Christmas (2006) e, pelo menos, The BQE (2009). 

 

Sufjan Stevens: "Jacksonville"

publicado por adignidadedadiferenca às 13:31 link do post
10 de Janeiro de 2010

 

To Be Still, Alela Diane

 

The Farewell Concerts, Alfred Brendel

 

Noble Beast/Useless Creatures, Andrew Bird

 

Grains, Boozoo Bajou

 

Sacrificium, Cecilia Bartoli

 

Bel Canto, Elina Garanca

 

DR Boondigga And The Big BW, Fat Freddys Drop

 

Blood From a Stone, Hanne Hukkelberg

 

The Seven Last Words of Christ on the Cross, Haydn/Frans Bruggen

 

Lindstrom & Prins Thomas II, Lindstrom & Prins Thomas

 

Things Have Got to Change, Marty Ehrlich Rites Quartet

 

Teatro d'Amore, Monteverdi/Christina Pluhar

 

The First Days of Spring, Noah And The Whale

 

Checkmate Savage, The Phantom Band

 

Mostly Coltrane, Steve Kuhn Trio

 

The BQE, Sufjan Stevens

 

Symphony n.º 5/Francesca da Rimini, Tchaikovsky/Gustavo Dudamel

 

Live At The Folklore Center, NYC ~ March 6, 1967, Tim Buckley

 

Glitter And Doom Live, Tom Waits

 

Here's The Tender Coming, The Unthanks

 

08 de Dezembro de 2008

 

O FAZEDOR DE UTOPIAS: UMA BIOGRAFIA DE AMÍLCAR CABRAL

 

Uma muito interessante biografia escrita por António Tomás (jornalista e antropólogo nascido em Luanda, em 1973) sobre o líder fundador do PAIGC, Amílcar Cabral. Ao contrário das habituais biografias bajulatórias ou que procuram apenas o éxito fácil através do relato de acontecimentos supostamente escandalosos do visado, esta é uma pesquisa séria e preocupada, principalmente, em trazer novamente a importância histórica e política dessa fascinante figura de África para o contexto actual, remediando alguma injustiça de que tem sido alvo por ter sido praticamente esquecido pelas gerações futuras.

É um retrato certeiro, eficaz e incisivo, próprio de uma linguagem que naturalmente denuncia a formação jornalística do seu autor, que procura fazer compreender aos seus leitores a importância da utopia do histórico líder africano – aquele que mais respeito mereceu do mundo ocidental pela sua formação intelectual e generosidade de pensamento -, reflectindo sobre o rumo que a sua vida tomou desde as suas raízes até ao seu assassinato, pairando, sobretudo, a ideia de unidade e independência que sempre atravessou o pensamento de Amílcar Cabral e que este procurou incutir a todos aqueles que com ele se cruzaram, mas que, ao mesmo tempo, lhe trouxe imensos problemas criados pelos opositores e inimigos que foi angariando ao longo da sua curta existência.

O livro foi publicado no ano passado, mas só agora tive a (feliz) oportunidade de o ler e aconselho-o vivamente a quem se interessa por história e política e, nomeadamente, pela história de África e da independência dos seus países.

 

 

«Amílcar Cabral nasceu guineense e cabo-verdiano, numa generosidade pan-africanista que, paradoxalmente, haveria de ser a sua desgraça.

Tenho para mim que foi uma das figuras mais interessantes do século XX, uma espécie melhorada (muito melhorada mesmo) de Che Guevara africano. O facto de o seu nome e de a sua obra dizerem hoje tão pouco às novas gerações de intelectuais africanos, e de ser praticamente desconhecido fora do continente, afigura-se-me uma enorme injustiça.

Este livro tenta devolver ao grande público essa figura maior de África. Fá-lo numa linguagem jornalística, apoiada numa investigação rigorosa. O facto de o seu autor, António Tomás, ser angolano, não me parece irrelevante. Trata-se de dar a ver um pensador e combatente africano numa perspectiva africana. Algo que teria certamente agradado a Amílcar Cabral

 

José Eduardo Agualusa, escritor angolano

 

CONTOS DE NATAL

 

Mudando de assunto e aproveitando a época natalícia, aqui vos deixo com mais umas recomendações musicais perfeitas para a época. Primeira recomendação, o belíssimo «Songs for Christmas» da autoria de Sufjan Stevens, soberbo autor de canções recheadas e enriquecidas por panorâmicos bordados orquestrais, que, neste conjunto de presentes musicais oferecidos à família – entre temas clássicos e muitos originais -, gravados entre 2001 e 2006 (com pausa em 2004), contraria a tendência habitual para a banalidade costumeira destes discos de espírito natalício.

 

 

Em segundo lugar, o óptimo «One More Drifter in the Snow» de Aimee Mann, em que a artista norte-americana se dedica a interpretar, com a sua banda habitual, uma série de clássicos de natal e termina o disco com uma canção da sua autoria que - já seria de esperar num texto seu - contraria tudo aquilo que se espera de uma canção natalícia, a espantosa «Calling On Mary».

Ambos apareceram nas lojas em 2006 e, desde então, têm sido a minha companhia musical para os últimos dias de cada ano.

 

 

Sufjan Stevens "Sister winter"

 

Aimee Mann "Calling on Mary"

 

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