a dignidade da diferença
28 de Maio de 2008

Lamb (1996)

 

 

A propósito de Portishead, tomem lá os Lamb

 

Tanto se tem falado do regresso dos Portishead (aqui só para nós, ainda não me rendi ao álbum), que a vontade de convocar os Lamb foi mais que muita. Dose dupla de carneiro para acabar de vez com a dieta.

 E, por favor,  voltem a escutar o trip-hop (será que isso existe?)  em todo o seu máximo esplendor. Voz de quem está para morrer, fuga desenfreada ao ritmo binário (mais acentuada no segundo disco), pozinhos de jazz e lamentos de Gorecki num tête-à-tête com o som absoluto do silêncio que, antevendo o mais leve rumor de tudo terminar em apaziguamento, entra em rota de colisão frontal com o colorido mágico da maquinaria electrónica numa rotação constante em que entram todos os detalhes sonoros entretanto absorvidos.

 «Dummy» e «Maxinquaye» à parte, não tem concorrência dentro do género.

 

 

gorecki

 

zero

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:13 link do post
07 de Abril de 2008

Dummy - Portishead (1994)

 

Tudo o que se disse sobre este disco não fugiu muito disto:

Minimalismo radical dos Young Marble Giants transposto para os anos 90, assimilando (quase) toda a música de feição electrónica criada desde então. Pop negríssima impossivelmente perfeita. Cruzamento de dados da folk, com os ficheiros de Neneh Cherry e dos Soul II Soul. Descida dos Blue Nile à terra, interrompendo os seus habituais álbuns bissextos. Hip-hop em desaceleração para almas brancas e sensíveis. Trip-hop em absoluto estado estado de graça.  Dizer mais o quê?

Só foi preciso o «clic» dado pelos Massive Attack (autores do mítico Blue Lines), a visão sombria de Bristol e uma voz desamparada pronta a despedir-se do mundo para nos dar o clássico absoluto da década (com «Motion» da Cinematic Orchestra).

 

 

 

07 de Abril de 2008

Felt mountain - Goldfrapp (2000)

Música nocturna e profundamente cinemática, onde Nino Rota e o Morricone mais clássico se tornam contemporâneos de Badalamenti e, sob a inspiração dos clássicos alemães da viragem do séc. XIX para o séc. XX, inventam e escrevem a banda sonora ideal para o que falta fazer de «Twin Peaks».

David Lynch entrega o guião nas mãos de Will Gregory que lhe acrescenta um ambiente electrónico e contemporâneo, mantendo o essencial dos orgãos vitais.

E, no meio de tamanho crepúsculo, para que tudo fosse perfeito, só faltava Alison Goldfrapp ressuscitar, literalmente, dos restos mortais de Julie London e de Billie Holiday  e trazer consigo uma imensa voz assombrada e desenhada em ecrã panorâmico.

Música viciante e sem fuga possível.

 

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