a dignidade da diferença
19 de Outubro de 2010

 

 

Maurizio Pollini, genial pianista (e maestro) italiano começou a ganhar fama por ter ganho o Concurso Chopin de Varsóvia em 1959; e desde essa data tem actuado em inúmeros recitais e concertos por esse mundo fora, designadamente na Europa e nos Estados Unidos, tocando as mais diversificadas obras de um leque imenso de compositores. Desde a obra de Bach, Beethoven (as sonatas) ou Chopin, entre outros, até à dos emblemáticos vanguardistas Boulez, Nono ou Schoenberg, Pollini deixou o seu cunho pessoal na história do instrumento durante o século XX e os anos que já leva o actual – também como maestro, pois dirigiu várias vezes do piano -, não só por força do seu brilhantismo técnico, mas sobretudo pela sua rigorosa capacidade analítica estruturando o som como se ele saísse directamente da cabeça do compositor. Nascido em 1942, Pollini tem a bonita idade de 68 anos. Uma bela altura para o recordar através de uma das suas mais prodigiosas gravações: os Nocturnos de Chopin.

 

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:34 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Variações Goldberg (de J.S.Bach) - Glenn Gould (1955/1982)

 

 

 

Para muitos, Gould, a quem já chamaram a Maria Callas do piano, tem a interpretação definitiva das variações goldberg de Bach. Ao fim deste tempo todo, ainda não me consegui decidir se prefiro a gravação de 1955 ou a de 1982. Ambas mostram a sua extraordinária exuberância técnica ao serviço de uma leitura individual desta peça que nos consegue transmitir, qual ilusionista, uma correspondência matemática entre os vários andamentos. Se na primeira prevalece o prodígio interpretativo e a técnica quase impossível, na última respira-se melhor e existe uma diversidade maior através dos imensos e excêntricos recursos estilísticos utilizados que vão da lentidão excessiva à rapidez alucinante. Leituras geniais, sem dúvida, de um extraordinário pianista que também tinha uma posição lendária ao piano: debruçava-se e curvava-se de tal modo sobre o instrumento, que, a dada altura, pareciam tão unidos que se tornavam um só corpo.

publicado por adignidadedadiferenca às 15:34 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Kind of Blue - Miles Davis (1959)

 

 

A mais perfeita gestão do tempo e do silêncio de que há memória num disco de jazz. A unidade impressionante de uma banda, mantida no diálogo permanente entre os instrumentos, com a contribuição do som em surdina do trompete de Miles (prolongando o que já tinha explorado em 'round about midnight), da clareza das notas do saxofone de Coltrane, da doçura insinuante do piano e da secção rítmica. Um acto de criação formidável faz acreditar que a música pode ser tudo isto: melancolia, lirismo, impressionismo, magia e sonho.

publicado por adignidadedadiferenca às 14:42 link do post
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