a dignidade da diferença
03 de Janeiro de 2010

 

Dois mil e nove foi um ano de boa colheita para a música nacional. Por uma vez foi possível fazer uma lista com doze discos de qualidade - como se fosse um por cada mês de calendário - e ainda ficaram uns quantos de fora. Voltará a repetir-se?

 

Uma Autora 202 Canções, Amélia Muge

 

B Fachada, B Fachada

 

Cacique'97, Cacique'97

 

Kronos, Cristina Branco

 

Joana Carneiro/Orquestra Gulbenkian/Tchaikovsky, Joana Carneiro

 

Muda Que Muda, João Coração

 

Três Cantos Ao Vivo, José Mário Branco/Sérgio Godinho/Fausto

 

Assim Falava Jazzatustra, Júlio Resende

 

Meio Disco, Os Quais

 

Tasca Beat - O Sonho Português, OqueStrada

 

Luminismo, Ricardo Rocha

 

Nem Lhe Tocava, Samuel Úria

 

06 de Dezembro de 2009

 

A ausência tem sido longa e o tempo é cada vez mais curto, mas aproveito este espaço para vos recomendar algumas das minhas últimas escutas musicais.

Em primeiro lugar, As 7 Últimas Palavras de Cristo na Cruz, onde o génio de Haydn é filtrado por um classicismo rigoroso e pela absoluta emoção interpretativa da Orchestra Of The Eighteenth Century dirigida pelo lendário Frans Brüggen.

 

Uma leitura igualmente notável de Jordi Savall

 

Tom Waits regressa, em Glitter And Doom, com a sua trupe de saltimbancos sonoros e oferece-nos mais uma gravação ao vivo irrepetível acompanhada por uma versão extraordinária de Dirt In The Ground.

 

Dirt In The Ground

 

The Unthanks (das irmãs Rachel e Becky) estabelecem um novo paradigma para a música folk contemporânea no novíssimo Here’s The Tender Coming, que só surpreende quem nunca escutou o anterior e magnífico The Bairns.

 

The Testimony of Patience Kershaw

 

Para o final ficam as obras nacionais. O pianista Júlio Resende destaca-se com um belo, enérgico e, por vezes, silenciosamente contemplativo disco de jazz. Um músico a merecer atenção nos próximos trabalhos.

 

Boom!

 

Foi, finalmente, editada em CD e DVD duplos, a recente reunião ao vivo dos três sobreviventes – para usar uma expressão feliz do crítico João Lisboa – da música popular portuguesa: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto. Três Cantos Ao Vivo serve, sobretudo, para compensar aqueles que não puderam estar presentes nos referidos concertos.

Foi um belíssimo espectáculo assinado por três músicos talentosos que evitaram superiormente os perigosos saudosismos que, muitas vezes, ficam associados a este tipo de «celebração». Apenas um reparo para a não inclusão, pelo menos no DVD, da totalidade das canções interpretadas.

Fiquem bem.

 

Trailer do espectáculo

 

 

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