a dignidade da diferença
27 de Novembro de 2011

 

 

Após a edição portuguesa dos notáveis Fome e Pan, de cuja relevância literária já aqui falámos, a obra de Knut Hamsun - Victoria, no caso presente - teve direito a mais uma publicação nacional cuja responsabilidade esteve mais uma vez a cargo da editora Cavalo de Ferro. As preocupações narrativas do genial escritor norueguês estão, neste livro, bem distantes do universo angustiante, alucinado, solitário e de obsessiva vagabundagem atravessado pelo protagonista de Fome, mas, em contrapartida, apesar de nem sempre serem convergentes as coordenadas estéticas, aproximam-se onsideravelmente do denso retrato psicológico das personagens de Victoria e das suas trágicas paixões. Knut Hamsun, numa linguagem que nos desarma pela simplicidade assumida configurando imagens de grande beleza narrativa, aprofunda, numa história banal e de contornos facilmente reconhecíveis, a tragédia e a obsessão do amor impossível que consome Johannes e Victoria, transformando milagrosamente um aparentemente banal conto de fadas numa divagação assombrosa por retratos subjectivos de grande rigor e intensidade psicológica numa relação fremente com a natureza que os envolve. Uma obra admirável que fará em absoluto parte do balanço final de 2011.

publicado por adignidadedadiferenca às 00:58 link do post
20 de Novembro de 2010

 

«Pan», é, desde a sua publicação, um dos livros mais apreciados e amados de Knut Hamsun. Uma obra-prima da literatura, onde «a natureza fala na língua subtil e sonhadora de um breve e idílico Verão nórdico». Através dos papéis encontrados depois da sua morte, o tenente Glahn relata-nos a sua trágica paixão pela jovem Edwarda, num crescendo de exaltação que invade e se confunde com a paisagem envolvente, tornando-se difícil distinguir entre natureza e psique.

Da contracapa da edição portuguesa

 

 

A Cavalo de Ferro volta a publicar uma obra do escritor norueguês Knut Hamsun, depois do sublime e visionário «Fome», angustiante narrativa sobre a solitária e alucinada vagabundagem de um jovem escritor que não recua perante momentos de puro e violento delírio, de miséria e fome extrema, o qual, no interior das alucinações que o vão devorando, procura uma identidade própria que, paradoxalmente, o identifica com nada, ou, quanto muito, com o absurdo da vida. Um óptima notícia para quem tem um gosto «requintado»…

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:36 link do post
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