a dignidade da diferença
02 de Janeiro de 2011

 

A quantidade de música escutada durante o ano que findou é absolutamente irrelevante se confrontada com a produção musical do mesmo no panorama internacional. Não podemos, por essa razão, elaborar uma lista dos melhores. Fica então uma pequena amostra dos discos de que mais gostámos. Ficaram de fora, mas podiam perfeitamente ter entrado, Sigh No More, dos Mumford & Sons, I Speak Because I Can, de Laura Marling (talvez o melhor disco folk), Queen Of Denmark, de John Grant, The Wonder Show Of The World, de Bonnie ‘Prince’ Billy, Eleanora Fagan To Billie With Love, de Dee Dee Bridgewater, Broken Record, de Lloyd Cole, e Scratch My Back, de Peter Gabriel. Os Vampire Weekend e The National excederam-se em relação aos álbuns anteriores, Marcos Valle ressuscitou literalmente, foi dos Empirical a melhor homenagem do ano (a Eric Dolphy), e os Efterklang terminaram 2010 em beleza. Fica a lista.

 

    

 

  Laurie Anderson, Homeland

 

 

 

  Dropkick Murphys, Live On Lansdowne Boston MA

 

 

  Efterklang, Magic Chairs

 

 

 Empirical, Out 'n' In

 

  

  Field Music

 

 

 

  Michael Formanek, The Rub And Spare Change

 

 

 

  The Gaslight Anthem, American Slang

 

 

 

  Matthew Herbert, One One

 

 

 

 Keith Jarrett/Charlie Haden, Jasmine

 

 

 

Leoncavallo/Veronesi/Domingo, La Nuit De Mai

 

 

The National, High Violet

 

 

  Arvo Pärt/Esa-Pekka Salonen, Sinfonia n.º 4

 

 

 

Richard Strauss/Haitink, Eine Alpensinfonie

 

 

 

  Stravinsky/Boulez, Pierre Boulez Conducts Stravinsky

 

 

 

  Stravinsky/Revuelta/Dudamel, Rite

 

 

 

  Marcos Valle, Estática

 

 

 

Vampire Weekend, Contra

 

 

The Walkmen, Lisbon

  

 

The Wave Pictures, If You Leave It Alone

  

 

Vários, Pulp Fusion

09 de Outubro de 2010

 

 

Eric Dolphy foi um dos maiores e mais originais músicos de jazz surgidos nos anos 60 do século XX. Autor de uma música nova, imaginativa, profunda e intensamente livre, Dolphy marcou a cena jazz em gravações históricas com Charles Mingus e John Coltrane, entre outros, ficando na nossa memória sobretudo o genial e inclassificável Out of Lunch, disco de ruptura e paradigma de um lirismo radical, imprevisível e exuberante.

O quarteto Empirical decidiu homenagear Dolphy com a gravação de Out ‘n‘ In, magnífico na forma como os músicos interiorizaram a visão furiosamente livre e autêntica das composições de Dolphy, fugindo sabiamente à habitual tendência para o mimetismo estético, colocando todo o savoir-faire instrumental ao serviço das ideias e da substância musical - o que só acontece, regra geral, com os grande músicos. Directamente para a lista dos melhores do ano.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 13:36 link do post
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