a dignidade da diferença
23 de Junho de 2014

 

 

«The late 60’s in Brazil produced an explosion of creativity that is still reverberating throughout the world… and Os Mutantes (The Mutants) were the most outrageous band of that period. Their creative cannibalism produced psychedelic gems unlike anything else, and they sound as relevant today as anything happening anywhere. They were exactly what their name implies – a mutant genetic recombination of elements of John Cage, The Beatles, and bossa nova. A creature that was too strange and beautiful to live for very long, but too strong to ever fade away. It lives again. Be prepared.»

David Byrne

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:24 link do post
30 de Março de 2014

 

 

O regresso da singer-songwriter Annie Clark (St. Vincent) – após a feliz colaboração com David Byrne – confirma aquilo que já suspeitávamos há bastante tempo: actualmente, ninguém melhor do que ela consegue, sem perder a unidade no espaço próprio de uma canção, conjugar superiormente a acessibilidade do imediatismo pop com arrojados devaneios experimentalistas, aptos a empurrar um pouco mais para lá as previamente definidas fronteiras tradicionais da música popular contemporânea. Simultaneamente luminoso, romântico e suavemente esquizofrénico, a excelência de St. Vincent resulta do amadurecimento natural de uma artista de excepção, cuja personalidade e domínio autoral lhe permite devorar as suas múltiplas e, por vezes, inesperadas influências – do metal à erudição clássica, pisando o funk, o glam ou a world music -, organizando, dispondo e construindo a matéria musical sob uma elástica e vibrante arquitectura sonora, filtrada por uma cultura digital, capaz de, nos momentos de maior inspiração, decifrar e resolver enigmas ou vencer labirintos formais aparentemente sem solução à vista, enriquecendo e ampliando um universo narrativo convencional, preenchido com memórias, conversas e histórias comuns. Directamente para a lista dos melhores do ano.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 19:49 link do post
14 de Outubro de 2012

 

 

Veckatimest (de 2009) era (e ainda é) um admirável conjunto de canções pop detalhadas e complexas, ricamente bordadas e orquestradas, as quais nunca perdem o rumo e são superior e inesperadamente embrulhadas em magníficos corais herdados do património mais qualificado dos Beach Boys. Shields, o seu mais recente trabalho, não traz nada de muito novo mas prossegue de forma inventiva e adotando uma perspetiva mais contemplativa, o caminho estruturalmente psicadélico e desconstrutivo de uma pop inteligente, elaborada e sofisticada, mas cujas canções nunca chegam a perder de vista aquela matéria emocional capaz de nos tocar o coração. Da mesma família dos notáveis Dirty Projectors (ainda não escutei o último álbum), Field Music, St. Vincent (co-autora, com David Byrne, do novíssimo e meritório Love This Giant), My Brightest Diamond ou Efterklang. Um dos melhores e mais exigentes discos do ano.

 

Yet Again

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