a dignidade da diferença
05 de Setembro de 2014

 

 

«Maurizio Pollini plays all 18 of these nocturnes (as well as the posthumously published Nocturne op. post. 72 no. 1) in the present record, a decision inspired not only by his wish to offer as complete as possible an account of one particular type of work from the Polish composer’s pen but also, and above all, to demonstrate Chopin’s development within these character pieces and to draw attention to the differences that exist between them: “All of them are of course lyrical in tone, but there are also vast differences between them. This is itself makes a cyclical recording sufficiently interesting – simply because enough contrasts can be heard in them.” Pollini has, of course, been drawn to Chopin’s music ever since winning the prestigious Chopin Piano Competition in Warsaw in 1960: “Once I’d won the Warsaw Chopin Competition, Chopin’s music became a part of my life.” It goes without saying that Pollini is interested not only in bringing out the sense of dramatic development within these pieces but also in the element of bel canto, which in his eyes plays a major role here. But in stressing the importance of this element, he also views it in a broader context.»

Carsten Dürer

 

31 de Agosto de 2011

 

 

America über alles! Sorrisos, risinhos. Momentos de silêncio, e depois… o maestro Botstein compromete-se, espontaneamente, a apoiar o «relançamento» de Enescu no mundo. Solicita uma proposta detalhada para a reestruturação e informatização do arquivo, para o relançamento das gravações, para a edição e difusão internacional da obra e para o início de uma biografia monumental sobre o compositor. Uma batuta imaginária eleva, em crescendo, o apelo do maestro. «Se conseguirmos levar toda a obra enesciana para as salas de concerto, então a história da música deste século reservará a Enescu um lugar ao lado de Bartók e Szymanovski. O século está, como sabem, sob a obsessão Schönberg-Stravinski. Bartók marginalizado, por ser húngaro, Enescu, por ser romeno, os americanos, por serem americanos. Esta visão vai mudar. Enescu não vai mais ser visto como um exótico, mas sim como o mestre das sínteses, um criador de originais ideias musicais. A Polónia comunista adoptou Chopin, a República Checa adoptou Smetana, e não Dvorak, os húngaros tiveram problemas com Bartók, até que Kodály interveio em seu favor. Enescu precisa de uma reentrada gloriosa no mundo! É um momento oportuno apressemo-nos.»

Norman Manea, «O Regresso do Hooligan», tradução de Carolina Martins Ferreira

 

 

19 de Outubro de 2010

 

 

Maurizio Pollini, genial pianista (e maestro) italiano começou a ganhar fama por ter ganho o Concurso Chopin de Varsóvia em 1959; e desde essa data tem actuado em inúmeros recitais e concertos por esse mundo fora, designadamente na Europa e nos Estados Unidos, tocando as mais diversificadas obras de um leque imenso de compositores. Desde a obra de Bach, Beethoven (as sonatas) ou Chopin, entre outros, até à dos emblemáticos vanguardistas Boulez, Nono ou Schoenberg, Pollini deixou o seu cunho pessoal na história do instrumento durante o século XX e os anos que já leva o actual – também como maestro, pois dirigiu várias vezes do piano -, não só por força do seu brilhantismo técnico, mas sobretudo pela sua rigorosa capacidade analítica estruturando o som como se ele saísse directamente da cabeça do compositor. Nascido em 1942, Pollini tem a bonita idade de 68 anos. Uma bela altura para o recordar através de uma das suas mais prodigiosas gravações: os Nocturnos de Chopin.

 

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:34 link do post
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