a dignidade da diferença
03 de Novembro de 2015

 

emily dickinson.jpg

 

Após ler os magníficos e inquietos 100 poemas de Emily Dickinson -na edição bilingue a cargo da Relógio d’Água -, e embora sabendo que a intenção do seu autor não seria com toda a certeza essa, a discrição que Emerson faz, em 1860, da poesia de Dickinson – como se pode verificar neste excerto da Tábua Cronológica, organizada por Ana Luísa Amaral - parece-me sinceramente um tremendo elogio: «Após haver lido quatro poemas de Dickinson (dois publicados e dois enviados por Helen Hunt Jackson), Emerson escreve na revista Dial, a principal publicação dos Transcendentalistas: “Uma tal Miss Dickenson [sic] escreve versos como se estivesse ameaçada por febres.»

30 de Janeiro de 2011

«Revestindo a palavra de sentidos próprios e esvaziando-a de outros, alheios, Emily Dickinson aplicou à sua poesia um processo misto de desvelamento e ocultação do qual não esteve ausente nem o seu sexo nem a sua condição de mulher da classe média, descendente dos primeiros Puritanos, simultaneamente privilegiada pela classe e marginalizada pelo sexo. Na limitação física, Dickinson alargaria o seu olhar poético a excessos de experimentação: tal como a margem seria o centro da sua escrita, a própria ausência seria, paradoxalmente, centro do excesso.»

Posfácio de Ana Luísa Amaral

  

 

There is no Frigate like a book / To take us Lands away / Nor any Coursers like a Page / Of prancing Poetry - / This Traverse may the poorest take / Without oppress of Toll - / How frugal is the Chariot / That bears the Human soul.

Não há Fragata como um livro / Para levar-nos Terra afora / Nem há Corcel como uma Página / De volteante Poesia - / Tal travessia pode o mais pobre / Sem submissão a portagem - / Quão frugal é a Caleche / Que leva à alma Humana.

Tradução de Ana Luísa Amaral

publicado por adignidadedadiferenca às 00:58 link do post
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