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  <title>a dignidade da diferença</title>
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  <description>a dignidade da diferença - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2015 20:37:15 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 01 Jun 2015 20:30:00 GMT</pubDate>
  <title>Camané, ou a arte da contenção...</title>
  <author>adignidadedadiferenca</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;camané.jpg&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ruijdg/fotos/?uid=52zeryDkcio16Z7aEBtE&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img title=&quot;camané.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B79148067/18483451_sYQbG.jpeg&quot; alt=&quot;camané.jpg&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;480&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para Camané, como o próprio afirmou há dias à &lt;em&gt;Blitz&lt;/em&gt;, o fado (ou a canção) é uma coisa séria. Daqui se retira que o seu espaço musical não é, positivamente, povoado de cantiguinhas. Conduzindo a máxima depuração sonora à máxima expressividade, o rigor interpretativo de Camané assimilou progressivamente a composição teatral de José Mário Branco - um dos maiores estetas da música portuguesa contemporânea – entrelaçando textos e melodias, numa escrita simultaneamente fina e austera, ampliando a riqueza e o significado das palavras de alguns dos maiores poetas e escritores de língua portuguesa. Não obstante a dificuldade em destacar temas num disco que prima pela sua unidade e pelo princípio de que «&lt;em&gt;todo o cuidado é pouco&lt;/em&gt;», sobressai, ainda assim, o quase-murmúrio de &lt;em&gt;Triste Sorte&lt;/em&gt;, o notável e delicioso &lt;em&gt;swing&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Ai Miriam&lt;/em&gt;, a gravidade de &lt;em&gt;Chega-se a Este Ponto&lt;/em&gt;, a sedução de &lt;em&gt;Quatro Facas&lt;/em&gt; ou a tocante solidão de &lt;em&gt;Aqui Está-se Sossegado&lt;/em&gt;. A voz de Camané, como muito bem ilustra o documentário que acompanha o disco, vem «&lt;em&gt;de dentro&lt;/em&gt;» e renova-se a cada instante, serena, vibrante. Não abdicando da acuidade melódica da viola de Carlos Manuel Proença, do fraseado e do inacreditável som da guitarra portuguesa de José Manuel Neto, ou da presença tão discreta quanto essencial de Carlos Bica - sublime trio de instrumentistas que o acompanha meticulosamente -, Camané atingiu, no seu mais recente álbum de originais, &lt;em&gt;Infinito Presente&lt;/em&gt;, o cume da sua arte da contenção, configurando-se como brilhante contraponto aos excessivos malabarismos vocais que por aí habitam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/-UtAQ7s41ho&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
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  <category>camané</category>
  <category>josé manuel neto</category>
  <category>música</category>
  <category>carlos manuel proença</category>
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  <pubDate>Sat, 13 Jul 2013 18:34:12 GMT</pubDate>
  <title>A estreia de Gisela João</title>
  <author>adignidadedadiferenca</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://www.flickr.com/photos/50488799@N06/9276102501&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://farm4.staticflickr.com/3666/9276102501_b5925046e5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;490&quot; height=&quot;451&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há qualquer coisa de novo no fado tradicional de Gisela João. Não é bem o timbre da sua voz pois este identifica-se bastante com o da voz de Amália, embora já impressionem a forma inesperada como Gisela João se serve da força bruta das cordas vocais e o modo como jorram as emoções à flor da pele. A escolha do reportório também não surpreende, visto que Gisela opta por um conjunto bastante fiel ao fado clássico. Porém, a sua fidelidade à tradição fica-se por aí dado que já é francamente invulgar a eficácia com que a cantora se apropria dos fados escolhidos; atira-se aos seus órgãos vitais, reduz a matéria musical ao essencial e apenas permite que os seus ouvintes escutem a batida do coração, o sopro desmedido da alma à beira do abismo e a gramática singular das malhas quase &lt;em&gt;folk/rock&lt;/em&gt; das guitarras. Uma estreia promissora, magnífica e apta a ficar gravada na nossa memória. Um sinal, em suma, do bom momento que o fado atravessa, como testemunha ainda o mais recente trabalho de Pedro Moutinho, &lt;em&gt;O Amor Não Pode Esperar&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;//www.youtube.com/embed/udjq8--V7Oo&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>pedro moutinho</category>
  <category>amália rodrigues</category>
  <category>fado</category>
  <category>música</category>
  <category>o amor não pode esperar</category>
  <category>tradição</category>
  <category>gisela joão</category>
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  <pubDate>Thu, 10 Feb 2011 22:48:07 GMT</pubDate>
  <title>A perfeição existe</title>
  <author>adignidadedadiferenca</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;padding: 0px 0px; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://www.flickr.com/photos/50488799@N06/5434840670&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://farm4.static.flickr.com/4093/5434840670_c54e2b8d0c.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;350&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se &lt;em&gt;Busto&lt;/em&gt; resgatou o fado da sua condição local e lhe deu uma projecção universal, é, porém, no sublime &lt;em&gt;Com Que Voz&lt;/em&gt;, gravado em 1970, que Amália atinge o pico das suas capacidades artísticas. Associado aos dois álbuns está o génio intelectual de Alain Oulman, determinante para que o fado de Amália Rodrigues atingisse esta nova dimensão. &lt;em&gt;Com Que Voz&lt;/em&gt; - continuação da colaboração entre Amália e Oulman, iniciada com o magnífico &lt;em&gt;Busto&lt;/em&gt; (1962) - é, na realidade, o álbum mais conseguido da fadista, o ponto em que o trabalho de ambos atingiu a plena maturidade musical. Já não é só a dor que comanda a voz, mas, sobretudo, a visão poética do canto, o requinte cultural, a extraordinária amplitude vocal, melódica e harmónica; parece existir, em suma, uma anunciada perfeição estética e formal, como se a voz de Amália estivesse sempre à espera destes textos e destas melodias para atingir a sua máxima expressividade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/RBo6TuUoz7Q&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; scrolling=&quot;auto&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>amália rodrigues</category>
  <category>fado</category>
  <category>com que voz</category>
  <category>alain oulman</category>
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  <pubDate>Sat, 17 May 2008 00:03:58 GMT</pubDate>
  <title>Camané</title>
  <author>adignidadedadiferenca</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large&quot;&gt;Sempre de mim (2008)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/slK6VEEjq2cA9koSPcig&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;250&quot; alt=&quot;&quot; hspace=&quot;120&quot; width=&quot;250&quot; vspace=&quot;10&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/slK6VEEjq2cA9koSPcig/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;Ao contrário de outras vozes, Camané dispensa, voluntariamente, o exibicionismo vocal, e ensina-nos, em contrapartida e em dezasseis novos capítulos sonoros a preto e branco, como a austeridade e a depuração do seu canto está ali «apenas» para dar sentido aos textos e às melodias, vem directamente da alma e expõe-se, por isso, às verdadeiras e sentidas amarguras que a vida lhe (nos?) traz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;Chega e sobra, neste caso, para tornar o fado profundamente moderno, sem meter uma unha na tradição. Começa a ser, até, quase maníaco o desapego que Camané sente pela inovação, condescendendo, enfim, aqui e ali, como suporte instrumental, ao uso do contrabaixo como variante única das habituais e tradicionais viola e guitarra portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;Passo a passo, disco a disco, com o apoio essencial de José Mário Branco, o fadista vai semeando um caminho cada vez mais ímpar e apaixonadamente solitário  na música portuguesa, gesto apenas ao alcance dos autores maiores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;Naturalmente, até hoje, o mais sério candidato a disco do ano português.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/vo_Gkx8Vwo8&amp;amp;hl=en&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; play=&quot;true&quot; loop=&quot;true&quot; menu=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small&quot;&gt;Sei de um rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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