a dignidade da diferença
30 de Outubro de 2010

 

Claude Lorrain, Porto de Mar com Embarque da Raínha de Sabá, 1648

 

«Das associações de Turner, a mais profunda parece ter sido com Claude. Legou o seu quadro Dido Construindo Cartago à National Gallery, fundada havia pouco tempo, na condição de o colocarem ao lado do Embarque da Rainha do Sabá de Lorrain – como hoje se pode ver. Já se falou na maneira como a profundidade do estilo de Lorrain o emocionara, e também na sua suspeita de que nunca seria capaz de fazer nada de equiparável. Mas, aquele primeiro encontro com essa pintura deve ter estimulado algo em si, cuja predisposição já existia, algo que buscava, que lhe abriu os olhos para o que mais ia retratar.»

 

Michael Bockemühl, tradução de Paula Reis.

 

J. M. W. Turner, Dido Construindo Cartago, 1815

 

publicado por adignidadedadiferenca às 13:21 link do post
01 de Julho de 2010

 

Jean Auguste Dominique Ingres, O Banho Turco, 1862

 

«Não restam dúvidas que Tamara de Lempicka deve ter passado algum tempo a estudar O Banho Turco antes de pintar os seus grupos de nus. Aquela obra é, na verdade, um verdadeiro fogo-de-artifício, uma orgia de uma audácia raramente igualada, uma exaustiva antologia da nudez: mulheres que se submetem, que se perfumam, que mostram os seios, que se entregam às mais extravagantes carícias, que se entrelaçam umas nas outras… Não são apenas as heroínas de Tamara, mas também as de Ingres que se sentam, aguardando o prazer ou na contemplação de ardores já experimentados.»

  

Gilles Néret, Tamara de Lempicka, 2004, Taschen, Traduzido por Alexandre Correia

 

Tamara de Lempicka, Mulheres Banhando-se, c. 1929

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:45 link do post
08 de Abril de 2010

 

Pietà (c.1550), Miguel Ângelo

 

Pietà (1570), El Greco

 

 

A pintura de El Greco contém referências a mais de um trabalho de Miguel Ângelo, sendo o mais óbvio uma escultura de grupo de cerca de 1550, sobre o mesmo tema. O artista baseou-se também, provavelmente, numa gravura segundo a escultura, juntando o Calvário e os pregos no primeiro plano.

Ao contrário de Miguel Ângelo, El Greco colocou no vértice da composição triangular a figura da Virgem em vez de José de Arimateia, no qual Miguel Ângelo se retratara a si próprio. Para além disso, o Grego de Cândia deu ao seu quadro um dramatismo que apela às emoções do observador de um modo totalmente Barroco, ao passo que a escultura florentina, mais reservada, aponta preferencialmente para um estado de espírito mais meditativo.

 

Michael Scholz-Hänsel, El Greco, Taschen, 2005 (Tradução de Madalena Paiva Boléo)

publicado por adignidadedadiferenca às 23:40 link do post
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