a dignidade da diferença
12 de Julho de 2008

Depois da experiência genial com os Velvet Underground (acompanhado por John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker e, no disco da banana, por Nico) Lou Reed publicou, a solo, um quantidade bastante assinalável de canções. Umas boas, outras muito boas, miseráveis ou assim-assim. Embora o gosto esteja sujeito a variações temporárias, mantenho a opinião sobre aquelas que considero as obras-primas (absolutas) que fazem parte da sua discografia: Berlin (1973), New York (1989), Songs for Drella (1990, que, embora conte com a participação do «irmão desavindo» John Cale, sempre achei que merece ser considerado como um álbum de Lou Reed), Magic and Loss (1992) e The Raven (2003).

Vem isto a propósito do regresso do músico norte-americano ao nosso país para interpretar «Berlin» ao vivo, precisamente uma das suas obras máximas. Música triste, cínica, intensa e dramática, mas inesquecível e que vale uma vida. A ver, obrigatoriamente.

 

 

Caroline says I & II

The kids

The bed

Lady day

 

publicado por adignidadedadiferenca às 17:26 link do post
17 de Junho de 2008

September songs (1997) - supervisão musical de Hal Willner

 

 

 

 

Um dos grandes álbuns que saíram no ano de 1997 foi uma homenagem ao compositor alemão Kurt Weill, onde, sob a supervisão musical de Hal Willner, participaram grandes nomes da música pop de feição alternativa, músicos de vanguarda, intérpretes de jazz e também de música erudita. Todos eles emprestaram às canções de Kurt Weill um pouco – ou até bastante – da sua personalidade, favorecendo cada corpo, já de si precioso, com novas e vitais células que o ajudaram a respirar melhor e lhe deram, na grande maioria dos casos, longos anos de vida. É dessa mão-cheia de canções iluminadas por esses talentos que nos enriqueceram auditivamente com os seus diferentes pontos de vista, uns mais teatrais (como PJ Harvey ou Nick Cave), outros mais dramáticos (Lou Reed e a prodigiosa Betty Carter) sem esquecer os absolutamente inclassificáveis (Mary Margaret O’Hara), que vou recordar, pouco a pouco (para ir saboreando melhor), nos próximos «posts».

Começo com Lou Reed e PJ Harvey.

 

 

 

 

 

 

 

21 de Janeiro de 2008

Porcupine - Echo and The Bunnymen

E em 1983 se criou esta música que resulta do encontro entre a dor angustiante da Joy Division, de mãos dadas com a secura de Lou Reed e com o poder mágico das palavras de Cohen, e ainda do convite feito a certeiras e mortíferas descargas de electricidade, entrelaçadas numa bizarra e esquizofrénica arquitectura sonora, que, em confronto directo com a belíssima e trágica voz de Ian McCulloch, tudo o que digere transforma num avassalador e pungente drama humano. Vivendo este momento irrepetível, os Echo dão-nos, assim, a verdadeira dimensão da tragédia, o que os Doors (de quem são os filhos adoptivos) bem tentaram, mas, por manifesta falta de talento, nunca passaram da anedota. Um disco prodigioso.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:52 link do post
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