a dignidade da diferença
24 de Agosto de 2009

 

 

 

Como complemento do post anterior, aproveito para aconselhar a fotobiografia de José Afonso, principlamente pelo óptimo texto de Irene Flunser Pimentel que, por força de um notável rigor biográfico, conta-nos praticamente tudo o que interessa saber sobre o magnífico músico (entre muitas outras coisas) português.

Se de algum pecado se pode acusar a autora é precisamente esse excesso de informação que, por vezes, provoca no leitor algum cansaço, compensado, contudo, pelo imenso prazer que nos provoca o contacto com os inesquecíveis momentos vividos por José Afonso desde os seus tempos de estudante até ao reconhecimento tardio que veio com a sua morte em 1987 - como tantas vezes acontece neste país -,  sem esquecer, inevitavelmente, os momentos em que o músico/poeta/cantor fez história com os seminais Cantigas do Maio, Eu Vou Ser Como a Toupeira, Venham Mais Cinco ou Como Se Fora Seu Filho, ou a sua participação activa como cidadão que, nas palavras certeiras de José Mário Branco, não será tão importante como «o Zeca músico, poeta, criador artístico, pois este representa um valor universal que raramente a cultura de um país pode ter».

Um imensa vida de andarilho de um autor que será, provavelmente - com Amália Rodrigues -, a figura mais consensual da música portuguesa.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 00:47 link do post
Consultem e divulguem o PROJECTO "80 ANOS DE ZECA" em http://80anosdezeca.blogspot.com
saudações
Paulo Esperança
Paulo Esperança a 24 de Agosto de 2009 às 09:40
Obrigado. Vai ser de consulta obrigatória.
SOBRE O CANTAUTOR JOSÉ AFONSO

Escrevo neste post como acrescento ao que disse no meu comentário anterior.
Lamento, mas vou fugir ao que se tornou consensual, em relação à discografia de José Afonso. Reconheço a inovação das “Cantigas de Maio” ou às singularidades rítmicas do “Venham Mais Cinco”, mas continuo a pensar que o melhor álbum de José Afonso é o “Traz Outro Amigo Também”. Para além disso, confesso que me entristece que algumas das pérolas que o cantautor compôs para os outros álbuns, estejam escondidas no baú do esquecimento, como por exemplo, “O Menino D´Oiro”, “Balada do Outono”, “Menino do Bairro Negro”, “Natal dos Simples”, “Tecto na Montanha”, “Chamaram-me Cigano”, “Vejam Bem”, “Lá no Xepangara” e “Utopia”. Quanto à literatura sobre o cantautor gostaria de recordar “Zeca Afonso As Voltas de Um Andarilho” de Viriato Telles para os Cadernos de Reportagem, sob direcção de Fernando Dacosta, “José Afonso, Textos e Canções” com coordenação de José Viale Moutinho e “José Afonso o Rosto da Utopia” de José A. Salvador da Terramar. Para terminar gostaria de sugerir que pegasse em algumas primeiras composições dos primeiros álbuns e as vestissem com roupagens novas. A riqueza seria imensa.


Jorge Brasil Mesquita
jorge brasil mesquita a 25 de Agosto de 2009 às 19:19
Assino por baixo. Quanto à discografia do Zeca cada um terá as suas preferências. Disco mau é que não encontramos lá. E obrigado pelo contributo à divulgação do Zeca Afonso.
Subscrevo inteiramente. E aproveito para dar conta que o supracitado livro "As Voltas de um Andarilho" está presentemente a ser reeditado, em versão que promete ser bastante aumentada, pela editora Assírio & Alvim, segundo se pode ler no sítio do autor (http://andarilho.viriatoteles.net) e no blog da AJA (http://vejambem.blogspot.com/2009/10/reedicao-de-as-voltas-de-um-andarilho.html)
João Sequeira a 19 de Outubro de 2009 às 20:03
Obrigado pelo comentário e divulgação. Lá irei.
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