a dignidade da diferença
14 de Dezembro de 2008

Chegou a altura de divulgar a minha pequena lista de prendas que gostaria de oferecer (ou de receber) no Natal. Entre a música, a literatura e o cinema que foram aparecendo durante o ano em curso, deixo-vos com as minhas sugestões. Umas irei repetir quando sair a lista das melhores publicações do ano, outras, sendo boas, irão, muito provavelmente, apenas para as menções honrosas. Mas, por se adequarem – não só por razões estéticas – a esta época natalícia, entram nas minhas preferências actuais. Quanto ao balanço retrospectivo do ano, dele falaremos lá mais para diante.

Não vale a pena gastar muitas palavras para explicar as minhas escolhas uma vez que elas têm muito de subjectivo (como é natural). mas, mesmo assim, quero deixar duas ou três ideias sobre alguns dos discos, livros e filmes que aconselho.

Não sendo grande apreciador da obra de Manoel de Oliveira (e estou a ser generoso) desde que teve o reconhecimento internacional (excepção feita aos óptimos Vale Abraão e Porto da Minha Infância), opto, em relação ao cineasta português, pela escolha menos óbvia: Em vez da caixa comemorativa dos 100 anos que inclui 21 filmes da fase final da sua carreira, parece-me muito mais interessante oferecer o excelente catálogo editado pela Cinemateca Portuguesa Manoel de Oliveira Cem Anos. Preenchem o livro um texto de Víctor Erice e outro de Agustina Bessa-Luís, uma extensa entrevista ao realizador portuense e, por fim, as magníficas críticas de João Bénard da Costa aos filmes de Oliveira a partir de Non Ou A Vã Glória De Mandar (1990).

No resto, apresento as minhas opções com a preocupação de separar música, cinema e literatura com uma única excepção: a obra-prima de Dino Buzzati O Deserto Dos Tártaros, que teve adaptação cinematográfica à altura da autoria de um dos mais importantes cineastas italianos da segunda metade do século XX, Valerio Zurlini. Por essa razão, deverão ser dados em conjunto.

Prendas especiais serão a caixa de 32 cd com a obra completa (autorizada pelo compositor) de Olivier Messiaen, o extraordinário romance O Jogo Do Mundo de Julio Cortázar (esqueçam o prefácio dispensável de José Luís Peixoto, cujo título o choninhas luso, num momento de rara lucidez, escolheu de forma certeira) e, falando de cinema, a edição em DVD do sublime Elena e os Homens de Jean Renoir.

Fiquem, então, com as sugestões.

 

MÚSICA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CINEMA

 

 

 

 

 

 

LIVROS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lonely Drifter Karen

 

Stereolab

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:53 link do post
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Obrigado, Ana. O filme é muito bom (o livro também). Pode ser que qualquer dia escreve um texto sobre ele.
escreva e não «escreve».
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