a dignidade da diferença
07 de Agosto de 2010

 

«É sabido que só há uma maneira mais eficaz do que abrir um livro para evitar uma conversa numa sala de espera, que é abrir um livro de matemática. A simples menção da palavra «matemática» infunde calafrios, terror, e pode reconduzir o adulto mais seguro aos tremores de uma divisão com fracções e a outros pesadelos numéricos da infância. E apesar de o pensamento matemático ter deixado nas chamadas Humanidades as suas impressões digitais por todo o lado, dos pitagóricos ao Círculo de Viena, da aposta teológica de Pascal à ética segundo a ordem geométrica de Espinosa, dos primeiros princípios de Descartes ao teorema de Gödel, e apesar de a matemática ter provado ser ao longo da história uma ciência inacreditavelmente mutável e proteiforme, tudo parece ter sido em vão, e a imensa maioria continua a confundi-la com esse fragmento bastante enfadonho que se ensinava (ensina?) nos estabelecimentos do ensino secundário».

 

Martínez, Guillermo, Borges e a Matemática, 1.ª Ed., 2006, Âmbar, Trad. De Miguel Serras Pereira

 

publicado por adignidadedadiferenca às 15:58 link do post
05 de Agosto de 2010

 

 

Eis o início de uma nova e pequena rubrica dedicada aos discos de verão. Pequenas delícias sonoras destinadas a baixar a temperatura habitual da estação para se suportar melhor o verão. Acompanhadas, de preferência, por uma bebida com umas pedras de gelo, ninguém dispensa estes pedaços gulosos de óptima música refrescante.

A primeira recordação que trago para aqui é o mini-álbum de estreia das Antena «Camino Del Sol», publicado originalmente em Setembro de 1982, magnífico cocktail de 18 minutos de samba, electricidade, easy listening e pop multi-cultural leve como o ar. Um belíssimo exemplo de música frívola mas essencial, apropriada para todos os verões.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:46 link do post
03 de Agosto de 2010

 

 

Para lá do brilhantismo técnico, do sopro melodramático, da invenção formal e do requinte visual, Toy Story 3 tem uma magnífica história para (nos) contar. Um filme que é, antes de mais, uma profunda reflexão sobre a condição humana – disfarçada de brinquedo – e o eterno problema da mortalidade. Filme para crianças? Não, de todo. Antes um esplêndido e denso filme para adultos ou mais um belíssimo exemplo de como se pode reinventar o cinema de forma simultaneamente simples e complexa.

Ou, como bem refere o crítico do semanário Expresso, Vasco Baptista Marques, no seu inspirado texto sobre o filme de Lee Unkrich, «Dilema mais hamletiano o cinema americano não conheceu ao longo da última década. “Toy Story”, série para crianças? Está bem, abelha.»

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:37 link do post
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