a dignidade da diferença
15 de Agosto de 2008

 

Faun Fables

 

Rectas e semi-rectas de folk contemporânea, arestas limadas por teatro pagão, música tribal, dramática e transparente. Tangentes à música do leste da europa aquecida pela etnia cigana e trespassada pela loucura visionária de uns quantos aventureiros das décadas de sessenta e setenta. Pelo menos, Tom Waits, Zappa e Beefheart (será, ou já estarei a ouvir vozes?). O regresso dos Hugo Largo e dos Jefferson Airplane devidamente triturados pela música erudita e de cabaret. Adições, subtrações. multiplicações e divisões feitas, o que resta?

 

Música inclassificável, diferente de tudo o que se ouve hoje em dia - e nem cheguei a falar da mise-en-scène espectral de Nico, nem do gelo trazido de «I want to see the bright lights tonight» - e, para a história, duas obras-primas e, para já, uma canção inadjectivável: Taki Pejzaz

 

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:26 link do post
15 de Agosto de 2008

 

Based on a true story - Fat Freddys Drop (2005)

 

 

 

A globalização sob o ponto de vista musical no que ela tem de mais positivo. A proximidade territorial entre os vários continentes. No caso em apreço, por força da visão que uma banda de jazz de Wellington tem do reggae, assistimos à irmandade entre a Jamaica e a Nova Zelãndia. No fundo, breves descrições de um conceito musical que merece ficar registado por isto: Bob Marley, Burning Spear, Ras Michael e outros nomes clássicos do reggae brilham de novo, revistos pela luz do século XXI, graças a um septeto que aborda uma música historicamente simples de uma forma magistral através da leitura contemporânea de uma língua morta, servindo-se de um supremo arrojo formal e orquestral que acompanha, com rigor e de forma ensaiada ou em estilo de «jam session», o canto livre de uma voz premiada com uma estupenda espessura dramática, temperada aqui e ali por pedaços de música electrónica.

Um disco fabuloso, moderno e possuído por uma dinâmica instrumental que, de tão desenvolta e carregada de fantasia, sacia os nossos sentidos com um prazer sublime feito de diversidade, virtuosismo e colectivismo.

Um verdadeiro banquete e aquilo a que já podemos chamar um clássico recente.

 

 

Roady

Wandering eye

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