a dignidade da diferença
15 de Julho de 2008

 

 

Eis a revelação de mais um site recheado de curiosidades sobre animação da autoria do artista Alessandro Baronciani.

 

Deixo aqui o link: http://www.blublu.org/

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:29 link do post
15 de Julho de 2008

 

 

O único motivo para publicar este «post» é ter lido um texto magnífico aqui, que merecia uma canção à altura para o acompanhar. O mais adequado ao que acabo de fazer será chamar-lhe serviço público.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 00:04 link do post
14 de Julho de 2008

 

 

Uma canção soberba do álbum «Soak»

 

publicado por adignidadedadiferenca às 21:14 link do post
14 de Julho de 2008

 

The Apartments

 

publicado por adignidadedadiferenca às 21:02 link do post
14 de Julho de 2008

 

Nos blogs onde sinto mais afinidades musicais a coisa parece estar a passar um pouco despercebida, de modo que, ao que parece, cabe-me a mim avançar. Pois bem, Aimee Mann regressou com um novo e excelente disco. Se à primeira vista arriscamos dizer que tudo parece do género «mais do mesmo», pouco a pouco vamos reparando e descobrindo, na singularidade e subtileza dos arranjos, coisas novas e inesperadas que tornam a música, uma vez mais, um pouco diferente da que Aimee Mann já tinha criado.

Nota-se, aqui e ali, uma base musical mais acústica a servir de suporte às canções, uma secção de cordas e de metais mais presente do que é habitual e, no resto, reaparece tudo aquilo que já conhecemos da autora, mas apetece sempre voltar a ouvir: melodias memoráveis e intemporais - inexplicavelmente arredadas do gosto da maior parte dos potenciais ouvintes -, roubadas, essencialmente, à matriz Beatles/XTC/Costello com mais uns pozinhos da inevitável Suzanne Vega (letras angustiantes/melodias contagiantes), personagens destinadas a sofrer as agruras da vida e, por fim, a confirmação da incapacidade congénita que Aimee Mann possui (motivo para lhe prestarmos a nossa eterna gratidão) para compor canções felizes que, a acreditar no que ela diz, não servem para nada. Num ano onde as mulheres têm mostrado muito do seu talento, mais um disco de cabeceira.

No conjunto da sua discografia, será apenas superado pela obra-prima «Lost in space», pela BSO de «Magnolia» (banda sonora que tem o motivo extra de, ainda por cima, reduzir a música dos Supertramp à sua miserável e real expressão, por comparação directa com as magníficas e clássicas canções de Aimee) e por «Bachelor n.º 2»

 

Freeway

31 today

Phoenix

 

publicado por adignidadedadiferenca às 00:08 link do post
13 de Julho de 2008

Aproveito para divulgar por aqui um site simplesmente excepcional, que nos vai servir de guia através do vastíssimo território cultural e artístico de imensos museus mundiais, e nos irá fazer chegar, por essa via, ao mundo da pintura, da escultura, sem esquecer a pinoteca e os slides, assim como as músicas e outras coisas mais...

Numa única palavra: assombroso.

 

Eis o link do site: http://www.sabercultural.com

publicado por adignidadedadiferenca às 01:27 link do post
12 de Julho de 2008

Depois da experiência genial com os Velvet Underground (acompanhado por John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker e, no disco da banana, por Nico) Lou Reed publicou, a solo, um quantidade bastante assinalável de canções. Umas boas, outras muito boas, miseráveis ou assim-assim. Embora o gosto esteja sujeito a variações temporárias, mantenho a opinião sobre aquelas que considero as obras-primas (absolutas) que fazem parte da sua discografia: Berlin (1973), New York (1989), Songs for Drella (1990, que, embora conte com a participação do «irmão desavindo» John Cale, sempre achei que merece ser considerado como um álbum de Lou Reed), Magic and Loss (1992) e The Raven (2003).

Vem isto a propósito do regresso do músico norte-americano ao nosso país para interpretar «Berlin» ao vivo, precisamente uma das suas obras máximas. Música triste, cínica, intensa e dramática, mas inesquecível e que vale uma vida. A ver, obrigatoriamente.

 

 

Caroline says I & II

The kids

The bed

Lady day

 

publicado por adignidadedadiferenca às 17:26 link do post
12 de Julho de 2008

Só fui ao Optimus Alive! 08, em Oeiras, no primeiro dia (10 de julho) e apenas para ver estas três bandas: Vampire Weekend, The National e Gogol Bordello. Ao concerto dos Vampire cheguei atrasado, mas o que ouvi agradou-me bastante (menos a tenda onde tocaram). Os The Nacional foram muito, muito bons, mas admito que já ia preparado para gostar. Músicos verdadeiramente inspirados deram uns espectáculo sempre em crescendo que só não foi perfeito porque o palco principal do festival não será propriamente o ideal para captar a atmosfera das suas canções (principalmente as de «Boxer»). Para o final, o melhor. Um concerto verdadeiramente alucinante dado por uma banda completamente tresloucada que ofereceu ao público 70 minutos de música assombrosa e multicultural, num ritmo impossivelmente acelerado, endiabrado e contagiante. Todos os que ficaram até ao fim já não tinham mais nada para dar, se uns já estavam ébrios com o álcool os outros ficaram ébrios com a música. Uma festa para o corpo e para os sentidos. Como ainda não há registo dos concertos em Oeiras, fica aqui uma pequena amostra do que estas bandas são capazes.

 

Vampire Weekend

 

The National

 

Gogol Bordello

publicado por adignidadedadiferenca às 16:19 link do post
09 de Julho de 2008

 

Horsedrawn wishes, dos Rollerskatte Skinny (1997)

 

 

Canções incendiárias, cheias de fantasia e a lembrar uma estética de desenho animado, com a electricidade dos Velvet, Sonic youth e My Bloody Valentine e o lado sonhador dos Byrds, Brian Wilson e bandas sonoras de chocolate. Quem as criou passou como um cometa pelo ano de 1997, provavelmente já todos se esqueceram deles, mas a sua música permanece tal e qual como era: cheia de arestas limadas, afiadas e electrocutadas, derramando a lava incandescente de um vulcão e transgredindo regras, leis e conceitos adquiridos. Falo dos Rollerskate Skinny, a música que descrevo pertence ao espantoso «Horsedrawn Wishes», álbum vertiginoso, sobrenatural e irrepetível.

 

 

 

09 de Julho de 2008

 

A life full of farewells - The Apartments (1995)

 

 

Não me lembro que tenha constado de alguma lista dos melhores do ano, da década ou do século XX. E também me parece que nunca virá a constar de uma lista dessas. O género de música não ajuda muito, obviamente, e o sítio de onde ela vem, menos ainda. Quando queremos falar de música popular contemporânea de raiz australiana vem-nos à memória quem? Nick Cave à cabeça e, para os mais instruídos, os Go-Betweens e, talvez, os Triffids. Todos eles excelentes e quase escandalosamente ignorados. Mas a Austrália, musicalmente falando, não é só isso. Peter Walsh, que responde pelo colectivo The Apartments, publicou, em 1995, um daqueles discos que, para quem o ouviu, não sai facilmente da memória. Chama-se «A life full of farewells», é da família de gente tão ilustre como a atrás referida, mais os American Music Club, Leonard Cohen, John Cale, Richard Thompson e outros da mesma estirpe. Música docemente amargurada para ser escutada e divulgada clandestinamente, concebida de forma artesanal e (falsamente) rudimentar, mas que, ainda hoje, escutada uma e outra vez, continua a magoar onde menos se espera, tal e qual como na altura em que foi publicada.

Se quase todo o álbum é memorável, uma canção há que, muito provavelmente, vai abanar, por momentos, a nossa vida. Trata-se da notável «She sings to forget you». Voz e piano mais do que suficientes para nos dar a visão perfeita de uma alma serena mas dorida, bela mas vencida e profundamente solitária, que nos comove sem remédio enquanto a melodia dura.

Não será mais do que uma nota de rodapé na história da música popular – talvez nem isso -, mas entra directamente para a minha colecção privada de canções que nunca mais vou largar.

 

 

08 de Julho de 2008

 

 

Cuidado com o currículo! Como diria o Sérgio Godinho, só neste país...

 

 

«Torna-se público que por despacho do signatário de 17 de Abril de 2008, procede-se à contratação de um indivíduo na categoria de coveiro – grupo de pessoal auxiliar, no regime de contrato de trabalho por tempo indeterminado.»

 

«A classificação final da entrevista profissional de selecção será o resultado da seguinte fórmula: EPS = a) + b) + c) + d) + e), em que:

a)- Capacidade de expressão e fluência verbal;

b)- Sentido crítico e inovador;

c)- Motivação e interesse;

d)- Discussão curricular;

e)- Visão global da Câmara Municipal da Praia da Vitória, sentido de organização e capacidade para resolução de problemas.»

 

publicado por adignidadedadiferenca às 02:29 link do post
07 de Julho de 2008

 

Se, para mim, o tropicalismo foi a mais importante revolução musical nascida no Brasil e a que, ainda hoje, mais influência exerce sobre a musica popular contemporânea do resto do planeta, é inegável que naquele país sul-americano, outra (e anterior) revolução musical existiu. Foi (quem ousa contestar?) a primeira vez que a música brasileira atingiu a modernidade - um novo som (ou batida) tirado do violão de braço dado com o jazz e uma voz minimalista que relata as cenas do quotidiano (de que é exemplo paradigmático o «fotografei você com a minha Roleflex» de «Girl from Ipanema» -, graças, sobretudo, ao contributo e ao génio musical de João Gilberto e de Tom Jobim, às letras de Vinicius de Moraes e, em menor escala, ao talento de Nara Leão, de Marcos Valle e de Carlos Lyra, com o testemunho essencial de Astrud Gilberto, de Stan Getz e, um pouco mais tarde, de Frank Sinatra. Agora que a bossa nova fez 50 anos, deixo aqui a minha sincera homenagem ao movimento com excertos da gravação (que, segundo reza a história, passou por momentos de verdadeira tensão) do meu álbum preferido daquele período ímpar: Getz/Gilberto de 1963, com a participação, além do saxofone de Stan Getz e do violão e voz de João Gilberto - os dois que deram o nome ao disco -, da voz de Astrud Gilberto e do piano de Tom Jobim. No século XX, não se fizeram muitos discos assim.

 

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