a dignidade da diferença
10 de Fevereiro de 2008

Variações Goldberg (de J.S.Bach) - Glenn Gould (1955/1982)

 

 

 

Para muitos, Gould, a quem já chamaram a Maria Callas do piano, tem a interpretação definitiva das variações goldberg de Bach. Ao fim deste tempo todo, ainda não me consegui decidir se prefiro a gravação de 1955 ou a de 1982. Ambas mostram a sua extraordinária exuberância técnica ao serviço de uma leitura individual desta peça que nos consegue transmitir, qual ilusionista, uma correspondência matemática entre os vários andamentos. Se na primeira prevalece o prodígio interpretativo e a técnica quase impossível, na última respira-se melhor e existe uma diversidade maior através dos imensos e excêntricos recursos estilísticos utilizados que vão da lentidão excessiva à rapidez alucinante. Leituras geniais, sem dúvida, de um extraordinário pianista que também tinha uma posição lendária ao piano: debruçava-se e curvava-se de tal modo sobre o instrumento, que, a dada altura, pareciam tão unidos que se tornavam um só corpo.

publicado por adignidadedadiferenca às 15:34 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Firin' in fouta - Baaba Maal (1994)

 

 

 

Um momento único e irrepetível de inacreditável telepatia entre a riqueza e o ritmo da música africana (e, neste caso, no que ela tem de mais sofisticada) e a produção da música de dança que, naquela época, habitava os clubes nocturnos. Um disco raro, testemunho de um momento estético que não voltou a acontecer.

publicado por adignidadedadiferenca às 15:10 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Kind of Blue - Miles Davis (1959)

 

 

A mais perfeita gestão do tempo e do silêncio de que há memória num disco de jazz. A unidade impressionante de uma banda, mantida no diálogo permanente entre os instrumentos, com a contribuição do som em surdina do trompete de Miles (prolongando o que já tinha explorado em 'round about midnight), da clareza das notas do saxofone de Coltrane, da doçura insinuante do piano e da secção rítmica. Um acto de criação formidável faz acreditar que a música pode ser tudo isto: melancolia, lirismo, impressionismo, magia e sonho.

publicado por adignidadedadiferenca às 14:42 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Egon Schiele (A morte e a rapariga 1915) e Oskar Kokoschka (A noiva do vento 1914)

É óbvio o paralelismo estético - temático e formal - entre duas das obras mais importantes do expressionismo em Viena. Basta analisar a composição dos quadros, para se reparar, naturalmente, na semelhança que há na configuração do par de enamorados. Depois, cada um segue o seu caminho, tanto na cor como na expressão que utilizam. 

publicado por adignidadedadiferenca às 02:32 link do post
10 de Fevereiro de 2008

Jean Seberg (actriz)

 

 

 

Recordada para sempre por ter entrado em:

«Lilith» de Robert Rossen e «O acossado» de Jean-Luc Godard

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:50 link do post
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