a dignidade da diferença
18 de Dezembro de 2015

O lendário quinteto de Miles Davis, constituído pelo próprio, e ainda por Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Willians em digressão europeia pela Europa durante o ano de 1967, na qual sobressaiu a acuidade melódica dos seus instrumentistas, sendo igualmente de louvar o seu entusiasmo e a sua paixão pelo ritmo, numa rigorosa e quase telepática comunicação musical, assaz reveladora da sua enorme capacidade de improvisação e composição de um consistente e vibrante edifício orquestral, desbravando novos terrenos para o jazz.

 

miles davis quintet.jpg

 

«Naturally, it is at the tall end of the arc that one would except to find the music that captured Miles, Wayne, Herbie, Ron and Tony at the top of their game, challenging and supporting each other, taking changes in the performances that most other groups would not dream of doing publicity. The performances on this collection reveal precisely that. During a multiple-week European tour at the close of their last full year together, the group was sporting a fully integrated sound that felt refreshingly modern: spontaneous and unusual yet with the familiar passion for melody and rhythmic excitement that had always been primary elements in all that Miles David touched. That it took place in 1967, a pivotal year on so many levels, had more than a little to do with it»

Michael Cuscuna/Richard Seidel, 2011

 

Gingerbread Boy (Jimmy Health)

15 de Junho de 2008

Speak no evil (1964) - Wayne Shorter

 

Se Wayne Shorter sofreu a influência directa de dois dos mais originais e históricos saxofonistas tenores do jazz, mais precisamente John Coltrane e Sonny Rollins, «Speak no evil» é já, contudo, uma obra de maturidade bem vincada, onde conta com a preciosa produção de Alfred Lion para definir um som próprio. Logo na fase inicial da sua longa carreira, Shorter cria, num disco magnífico, uma música pujante e de uma beleza rara, com a marca superior da individualidade. A secção rítmica é a habitual naquela casa: Com Wayne Shorter tocam Freddie Hubbard, Herbie Hancock, Ron Carter e Elvin Jones. Pouco há a acrescentar sobre este disco, pois como se diz no título, é um clássico da Blue Note. Poucas vezes o saxofonista voltaria a atingir um nível tão exigente e original como aqui, tanto nos Weather Report como na sua produção a solo.

 

Fee-Fi-Fo-Fum

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:22 link do post
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