a dignidade da diferença
31 de Dezembro de 2015

 

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Francisco Bethencourt, «Racismos, Das Cruzadas ao Século XX»

 

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Italo Calvino, «Porquê Ler os Clássicos?»

 

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John Darwin, «Ascensão e Queda dos Impérios Globais 1400-2000»

 

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Atul Gawande, «Ser Mortal»

 

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Ivan Gontcharov, «Oblomov»

 

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Javier Marías, «Assim Começa o Mal»

 

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Olivier Rolin, «O Meteorologista»

 

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Carl Schmitt, «O Conceito do Político»

 

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François Truffaut, «Os Filmes da Minha Vida»

 

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Voltaire, «Tratado Sobre a Tolerância»

 

publicado por adignidadedadiferenca às 10:10 link do post
20 de Outubro de 2015

 

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«Mas talvez para explicar a adesão que um autor suscita em cada um de nós, mais do que de grandes classificações categoriais se deva partir de razões mais precisamente ligadas à arte de escrever. Entre estas vou pôr em primeiro lugar a economia da expressão: Borges é um mestre na arte do escrever breve. Consegue condensar em textos sempre de pouquíssimas páginas uma riqueza extraordinária de sugestões poéticas e de pensamento: factos narrados ou sugeridos, aberturas vertiginosas sobre o infinito, e ideias, ideias, ideias. Como esta densidade se realiza sem a mínima congestão, no periodizar mais sóbrio e cristalino e arejado; como o contar sinteticamente e de relance leva a uma linguagem toda concreta e de precisão, cuja inventiva se manifesta na variedade dos ritmos, dos movimentos sintáticos, dos adjectivos sempre inesperados e surpreendentes, é este o milagre estilístico, sem igual na língua espanhola, de que só Borges tem o segredo.»

Italo Calvino, in Perché leggere i classici

27 de Dezembro de 2014

Salvaguardando evidentemente tudo o que foi publicado e não tive oportunidade de ler, ver ou escutar, o que vou escrever tanto vale para livros, como para filmes e discos, e ninguém me convencerá do contrário. O ano que está quase a terminar terá sido pouco entusiasmante; entre reedições e novas edições, raras foram as obras que, escapando à tendência copista e à mediocridade generalizada, merecem ser recordadas pela sua originalidade. Em suma, uma escolha minimalista…

 

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 Saul Bellow, Agarra o Dia

 

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Hermann Broch, A Morte de Virgílio

 

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Paulo Varela Gomes, Ouro e Cinza

 

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Art Spiegelman, Maus

 

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Xenofonte, A Retirada dos Dez Mil 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:03 link do post
08 de Dezembro de 2014

LIVROS

 

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Agarra o Dia, Saul Bellow

 

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Poemas Escolhidos das Irmãs Brontë, Charlotte, Emily e Anne Brontë

 

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Toda a Mafalda, Quino

 

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As Avenidas Periféricas, Patrick Modiano

 

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A Retirada dos Dez Mil, Xenofonte (traduzido por Aquilino Ribeiro)

 

FILMES

 

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The Grand Budapest Hotel, Wes Anderson

 

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Fanny e Alexandre, Ingmar Bergman

 

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Os Maias - Cenas da Vida Romântica, João Botelho

 

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A Imigrante, James Gray

 

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Ida, Pawel Pawlikowski

 

DISCOS

 

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St Petersburg, Cecilia Bartoli

 

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Sun Zoom Spark: 1970 to 1972 (4 CD), Captain Beefheart

 

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The Bootleg Series Vol. 11 The Basement Tapes Complete (6 CD), Bod Dylan and The Band

 

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Charlie Haden - Jim Hall

 

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Amélia Com Versos de Amália, Amélia Muge 

publicado por adignidadedadiferenca às 17:01 link do post
30 de Novembro de 2014

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 «Onde Pára o Estado? Políticas Públicas em Tempo de Crise», organizado e coordenado por Renato Miguel do Carmo e João Rodrigues, já foi publicado em 2009. Desde então, as principais questões que sobressaem no livro mantêm a sua pertinência e actualidade. Como garantir a sustentabilidade e a estabilidade financeira do Estado, defender a justiça social e promover o crescimento económico? Sucede que a maioria das respostas dos políticos e dos agentes económicos descai frequentemente para a demagogia ou para as conclusões apressadas. Não obstante, não se deixem enganar: independentemente do modelo político-económico idealizado, evitar o desperdício dos recursos disponíveis e alcançar o ponto de equilíbrio entre investimento privado e intervenção pública, incentivando o crescimento económico sem impedir a justiça e equidade social, continua a ser uma das tarefas mais difíceis de fazer e concretizar. Ora vejamos: «Se há algo que a actual geração aprendeu, foi que crescimento económico não significa necessariamente maior justiça social. A própria criação de empregos, embora vital, por si só não garante a diminuição do fosso socioeconómico. O que separa um Estado neoliberal de um Estado neo-social é que para este último, mesmo em períodos de crescimento económico nulo, ou até especialmente nestes, é prioritário atender ao problema da desigualdade através de políticas reformistas, tendentes à maior eficiência e maior equidade nas áreas do sistema de impostos, da segurança social, da saúde e da educação. (...) No fundo, o que está aqui em jogo é que resposta dará a nossa geração à questão de se a prioridade da acção do Estado deve ser concedida ao imperativo da estabilidade macroeconómica se ao imperativo político da cidadania social. Tal questão não admite meias respostas. A escassez de recursos impede que se possa ter o melhor dos dois mundos. Ou se opta por um modelo de organização da vida colectiva inspirado no mercado e, por conseguinte, se aceitam as desigualdades como uma consequência «natural» e inevitável de um bem maior (crescimento da economia), ou, pelo contrário, se escolhe um modelo orientado pelo ideal político de justiça e equidade social, mesmo que o crescimento agregado da economia seja imperceptível nos próximos anos. (...) Penso que a escolha da nossa geração recairá sobre esta segunda opção, a opção por um Estado neo-social.»

28 de Dezembro de 2013

Face à dimensão quase estratosférica de obras que foram publicadas durante o ano e à impossibilidade física de aceder a um número mínimo exigível que permita ficar com uma ideia aceitável das publicações relevantes no domínio da criação literária, apresentar uma lista dos melhores livros do ano é, cada vez mais, uma tarefa francamente ingrata. Subsiste por isso o critério utilizado no último ano: escolher de memória os livros que mais me agradaram, sem preocupações de género ou de hierarquia. Uma lista de doze livros (nacionais e estrangeiros) - quantidade só possível de atingir com o contributo dos dois volumes da História da Minha Vida, de Giacomo Casanova -, equivalente a um por cada mês de calendário, discretamente organizada por simples ordem alfabética. Falta o destaque mais ou menos óbvio de Servidões, do Herberto Hélder - pelo menos, a avaliar pela dimensão transcendente da sua obra passada -, mas não consegui apanhar o livro. Também não entra na lista, mas podia entrar, o livro com a recolha dos escritos de Claudio Magris, publicados em jornais nos últimos dez anos, intitulado Alfabetos. Porém, só agora tive a oportunidade de lhe pegar...

 

 Giacomo Casanova, História da Minha Vida (2 volumes)

 

 Pedro Correia, Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico

 

 Carlos Fuentes, Contos Sobrenaturais

 

Ben Goldacre, Farmacêuticas da Treta

 

Knut Hamsun, Mistérios

 

Henry James, O Aperto do Parafuso

 

Jacques Rancière, Béla Tarr O Tempo do Depois

 

Gustavo Sampaio, Os Privilegiados

 

Lee Smolin, O Romper das Cordas

 

Hjalmar Söderberg, O Jogo Sério

 

Dalton Trevisan, A Trombeta do Anjo Vingador

29 de Dezembro de 2012

 

Tendo em conta a dimensão estratosférica de obras que foram publicadas durante o ano e a impossibilidade física de aceder a um número mínimo exigível que permitisse ficar com uma perceção razoável daquilo que foi acontecendo de relevante no domínio da criação literária, apresentar uma lista dos melhores livros do ano será uma tarefa perfeitamente estúpida, ingrata e inútil. Na melhor das hipóteses, sem cair no ridículo, apenas poderei destacar daquilo que li os poucos livros que me agradaram (doze no total, uma média de um livro por cada mês do ano, incluindo novas edições, reedições ou primeiras edições de livros antigos). É o que farei.

 

A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee/Esther Duflo

 

O Legado de Humboldt, Saul Bellow

 

Obra Poética Vol.1, Jorge Luis Borges

 

Os Irmãos Karamázov, Fiódor Dostoievski

 

Poeira da Alma, Nicholas Humphrey

 

Os Manuscritos de Aspern, Henry James

 

Sobre a Balsa da Medusa, Anselm Jappe

 

Pensar, Depressa e Devagar, Daniel Kahneman

 

Mel, Ian McEwan

 

A Noite dos Proletários, Jacques Rancière

 

Do Natural, W. G. Sebald

 

Steve Sem-Sandberg, O Imperador das Mentiras

 

18 de Dezembro de 2011

 

Julian Barnes, O Sentido do Fim

 

Saul Bellow, Jerusalém Ida e Volta

 

Elias Canetti, Auto-de-Fé

 

Dulce Maria Cardoso, O Retorno

 

Frédéric Chaubin, CCCP Cosmic Communist Constructions Photographed
 

Witold Gombrowicz, Ferdydurke

 

Vassili Grossman, Vida e Destino

 

A.C.Grayling, O Livro dos Livros

  

Guy de Maupassant, Contos Escolhidos

 

 Cesare Pavese, A Praia

16 de Outubro de 2011

 

 

Um elenco de livros cuja leitura seja absolutamente necessária e sem os quais não haja saúde nem cultura, não existe. Em vez disso, há para cada homem um notável número de livros nos quais precisamente ele, o indivíduo, pode encontrar satisfação e prazer. Descobrir gradualmente estes livros, entabular uma relação duradoura com os mesmos, possivelmente apropriarmo-nos deles pouco a pouco, até os tornarmos uma posse extrínseca e intrínseca estável, constitui uma tarefa específica e pessoal para cada indivíduo, que ele não pode descurar sem restringir substancialmente o âmbito da sua própria cultura e das suas próprias alegrias e, com isso, o valor da sua própria existência. (…) Para determinar o valor que um livro pode ter para mim, o facto de o mesmo ser famoso ou de estar na moda não tem praticamente nenhum relevo. Os livros não existem para que todos os leiam e encontrem neles um tema de conversas mundanas durante um certo tempo e depois os esquecem, como se faz com a última notícia desportiva ou de crónica policial: os livros querem ser gozados e amados com calma e seriedade. Só então nos revelarão as suas íntimas belezas e virtudes.

 

 

A maior parte dos homens não sabe ler e a maioria não sabe bem porque é que lê. Os primeiros vêem na leitura um caminho, bastante cansativo mas incontornável, para a «instrução» e, por muito que leiam, tornam-se, no máximo, «instruídos». Os outros têm dela um conceito de distracção ligeira com a qual passar o tempo; não importa, substancialmente, aquilo que se lê, basta que não seja aborrecido. (…) Não serve de nada conhecer a história da literatura se de cada livro que lermos não obtivermos alegria, conforto, força ou paz de espírito. Ler despreocupada e distraidamente é como passar numa bela paisagem de olhos vendados. Nem devemos ler para nos esquecermos de nós próprios e da nossa vida quotidiana mas sim, ao invés, para que nos seja possível retomar entre mãos, com maior consciência, firmeza e maturidade, a nossa existência. (Tradução de Virgílio Tenreiro Viseu)

31 de Dezembro de 2010

 

Para quem frequenta este blogue, com alguma assiduidade, o conceito ínsito à lista dos melhores do ano já não traz qualquer novidade; no mundo contemporâneo torna-se impossível nomear os melhores. O que talvez possamos conseguir é revelar um pequeno nicho de obras que nos marcaram durante o ano que agora finda, as quais gostaríamos de partilhar com quem nos visita e dá o prazer da sua companhia. Da ficção à poesia, do ensaio à filosofia, passando pela crítica literária ou pela divulgação científica, este ano trouxe-nos a edição de muitos e bons livros para ler: os clássicos do século vinte de Knut Hamsun e Nabokov, a idade de oiro da novela russa, a poesia de Emily Dickinson, Cervantes, Kierkegaard, o último e delicioso livre de Peter Carey, que nos devolveu o espírito de Tocqueville, o muito belo romance de Hélia Correia (único destaque português) ou, para terminar, a nobreza do ensaio e da crítica literária transmitida pelos melhores artesãos nessa área: George Steiner e James Wood. Passamos por tempos difíceis e conflituosos, mas, ainda assim, haverá sempre bons motivos para ler.

 

 

Peter Carey, Parrot e Olivier na América

  

 

Knut Hamsun, Pan

 

 

Søren Kierkegaard, Temor e Tremor

 

 

Norman Manea, O Regresso do Hooligan

 

 

Vladimir Nabokov, Desespero

 

 

Saltykov-Shchedrin, A Família Golovliov

 

 

Simon Singh, Big Bang

 

 

George Steiner, The New Yorker

 

 

James Wood, A Mecânica da Ficção

 

 

Dostoievski, Andréev e Tolstoi, Contos Russos

04 de Dezembro de 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:48 link do post
18 de Março de 2009

 

Martin Amis, depois das suas excelentes memórias, já publicadas pela Teorema – Experiência, 2002 -, volta a surpreender os seus leitores com Koba o Terrível. Trata-se de uma obra extremamente política, embora com uma visão muito pessoal. Amis procura aqui entender uma das lacunas centrais do pensamento do século XX: a indulgência demonstrada pelos intelectuais ocidentais perante o fenómeno do comunismo real. Entre o início e o fim do livro, muito pessoais, o autor dá-nos uma centena de páginas que são provavelmente as melhores jamais escritas sobre Stalin: Koba o Terrível, Iosif o Temível.

 

O pai de Martin, Kingsley Amis, embora mais tarde se tenha tornado tendencialmente reaccionário, foi um «lacaio do Comintern», entre 1941 e 1950. Um dos seus melhores amigos, Robert Conquest, sem dúvida um dos maiores especialistas em questões da União Soviética, foi o autor de The Great Terror (1968), um dos primeiros textos realmente demolidores sobre a U.R.S.S. A notável memória de Martin Amis não deixa de explorar essas ligações.

Stalin dizia que a morte de uma pessoa era trágica, mas a morte de um milhão não passava de mera «estatística». Koba o Terrível, ao longo de cuja escrita o autor teve que enfrentar uma morte familiar, é a refutação cabal desse aforismo de Stalin. 

 

Texto incluído na capa do livro Koba o Terrível, traduzido por Telma Costa e editado pela Teorema, em 2003.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 22:48 link do post
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