a dignidade da diferença
26 de Dezembro de 2016

 

Entre o que de mais relevante passou pelas salas de cinema portuguesas, o destaque vai para os inconformistas e desafiantes Apichatpong Weerasethakul e Paul Verhoeven (com o inquietante e moralmente ambíguo Elle), os promissores e desconcertantes László Nemes (autor de um soberbo filme sobre os campos de extermínio nazis) e Corneliu Porumboiu, o sublime classicismo de Ira Sachs, o belo regresso de Pedro Almodóvar ao melodrama ou a descoberta dos prodigiosos Boris Barnet (o mudo A Casa na Praça Trúbnaia) e Larissa Shepitko (com Asas e, sobretudo, Ascensão) na recente e marcante exibição do Ciclo de Cinema Russo no Cinema Nimas. O último e magnífico filme de Hou Hsiao-Hsien, A Assassina, fica de fora por já ter feito parte das escolhas de 2015. Uma última palavra para Well Or High Water (Custe o Que Custar!), cujo autor, David Mackenzie, foi capaz de trabalhar e renovar a herança de Sam Peckinpah e para Os Oito Odiados, um Quentin Tarantino peculiar, que só não integra a lista porque apenas reservei lugar para dez escolhas, que também poderiam incluir os óptimos A Academia das Musas, de José Luis Guerín, e Eu, Daniel Blake, de Ken Loach...

 

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Experimenter, de Michael Almereyda

 

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Julieta, de Pedro Almodóvar

 

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A Casa na Praça Trúbnaia, de Boris Barnet

 

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Hell Or High Water, de David Mackenzie

 

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O Filho de Saul, de László Nemes

 

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Tesouro, de Corneliu Porumboiu

 

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O Amor é Uma Coisa Estranha, de Ira Sachs

 

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Ascensão, de Larissa Shepitko

 

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Ela, de Paul Verhoeven

 

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Cemitério do Esplendor, de Apichatpong Weerasethakul

publicado por adignidadedadiferenca às 19:56 link do post
22 de Dezembro de 2015

 

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Paul Thomas Anderson, Vício Intrínseco

 

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Peter Bogdanovich, Ela é Mesmo... o Máximo!

 

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Hou Hsiao-Hsien, A Assassina

 

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Hayao Myiazaki, As Asas do Vento

 

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Nanni Moretti, Minha Mãe

 

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Christian Petzold, Phoenix

 

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Alice Rohrwacher, O País das Maravilhas

 

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Retrospectiva de Roberto Rossellini

 

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Retrospectiva de Jacques Tati

 

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Frederick Wiseman, National Gallery

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:43 link do post
08 de Dezembro de 2014

LIVROS

 

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Agarra o Dia, Saul Bellow

 

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Poemas Escolhidos das Irmãs Brontë, Charlotte, Emily e Anne Brontë

 

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Toda a Mafalda, Quino

 

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As Avenidas Periféricas, Patrick Modiano

 

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A Retirada dos Dez Mil, Xenofonte (traduzido por Aquilino Ribeiro)

 

FILMES

 

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The Grand Budapest Hotel, Wes Anderson

 

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Fanny e Alexandre, Ingmar Bergman

 

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Os Maias - Cenas da Vida Romântica, João Botelho

 

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A Imigrante, James Gray

 

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Ida, Pawel Pawlikowski

 

DISCOS

 

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St Petersburg, Cecilia Bartoli

 

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Sun Zoom Spark: 1970 to 1972 (4 CD), Captain Beefheart

 

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The Bootleg Series Vol. 11 The Basement Tapes Complete (6 CD), Bod Dylan and The Band

 

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Charlie Haden - Jim Hall

 

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Amélia Com Versos de Amália, Amélia Muge 

publicado por adignidadedadiferenca às 17:01 link do post
31 de Dezembro de 2012

 

Mantém-se o princípio que orientou a apresentação da lista dos meus livros preferidos, lidos durante o ano de 2012. E, dada a escassez de obras realmente interessantes, volto a conjugar filmes estreados nas salas de cinema com filmes editados no mercado de DVD, seguindo uma ordem alfabética. Não quero deixar de destacar, porém, o grande salto em frente que Miguel Gomes deu com o belíssimo Tabu, a notável edição a cargo da Midas Filmes da obra mais emblemática do húngaro Béla Tarr, ou a recordação do documentário de Marcel Ophuls Tristeza e Compaixão, admirável retrato de uma cidade francesa sob ocupação durante a Segunda Guerra Mundial. Por último, vale a pena recordar os prodigiosos filmes de Hitchcock e de Dreyer, cujos brilho, complexidade e intensidade demonstram ainda hoje que dificilmente serão meras peças de museu.

 

Moonrise Kingdom, Wes Anderson

 

Apollonide - Memórias de um Bordel, Bertrand Bonello

 

Cosmopolis, David Cronenberg

 

A Paixão de Joana D'Arc, Carl Th. Dreyer (DVD)

 

Tabu, Miguel Gomes

 

A Gruta dos Sonhos Perdidos, Werner Herzog

 

Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes, Alfred Hitchcock

 

O Gebo e a Sombra, Manoel de Oliveira

 

Tristeza e Compaixão, Marcel Ophuls (DVD)

 

5 Filmes de Glauber Rocha (DVD)

 

O Cavalo de Turim, Béla Tarr

 

Volume I, 4 Filmes de Béla Tarr (DVD)

 

31 de Dezembro de 2010

 

E depois dos livros, os filmes. Este ano não tive oportunidade de ver muitos, face às circunstâncias da vida, isto é, por força dos estudos, os quais me limitaram o tempo disponível para me dedicar a outras coisas. Ainda assim, vi uns quantos que deixaram as suas marcas. Fazem, por essa razão, parte desta pequena lista. E como os que vi nas salas de cinema foram em número reduzido, junto mais uma mão cheia de filmes editados em DVD. Eis, então, a minha lista.

 

 

Luís Buñuel, O Anjo Exterminador (DVD)

  

 

Sylvain Chomet, O Mágico

  

 

John Ford, O Homem Tranquilo (DVD)

 

 

Michael Haneke, O Laço Branco

 

 

Ernst Lubitsch, Uma Mulher Para Dois (DVD)

 

 

Brillante Mendoza, Lola

 

 

Roman Polanski, O Escritor Fantasma

 

 

Martin Scorsese, Shutter Island

 

 

Lee Unkrich, Toy Story 3

 

 

Raoul Walsh, Núpcias Trágicas (DVD)

 

publicado por adignidadedadiferenca às 19:12 link do post
04 de Dezembro de 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:48 link do post
20 de Junho de 2010

 

Eis finalmente disponível, em edição portuguesa, o genial Johnny Guitar (1954) de Nicholas Ray. O filme de todos os excessos e de todas as paixões, que fala como poucos sobre o desespero e a solidão, é, também, um grande filme político. A liberdade, o direito à propriedade privada, as posições de domínio e a nossa acentuada tendência para o autoritarismo e o egoísmo são, indiscutivelmente, temas centrais desta obra magnífica.

 

Cores carregadas, diálogos aparentemente banais – mas quem os ouviu não esquece –, o par Guitar/Vienna e interpretações (quase sempre) inesquecíveis, são os alicerces deste extraordinário filme barroco e crepuscular, filme de recordações e de hiatos de tempo, de elipses, de ódios exacerbados e de recalcamentos, e, sobretudo, filme de (e sobre o) silêncio.

Um clássico a não perder, obviamente.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 14:18 link do post
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