a dignidade da diferença
16 de Março de 2017

 

daney (1).jpg

 

Empenhar-me-ei sempre em tentar contrariar essa perigosa e julgo que evidente tendência para o gosto dominante do público se infantilizar. A acomodação maioritária do público à sua zona de conforto, a resignação ao consumo banal de fórmulas pré-fabricadas, uma certa preguiça mental absorvida por uma uniformização do pensamento, o escapismo como critério exclusivo de escolha, justificarão, por exemplo, o sucesso de inanidades da estirpe da família Carreira ou de ficção (em todos os sentidos) onde predominam os lugares-comuns, a indigência literária e as personagens rasas, “cromos” sem qualquer espessura dramática ou densidade psicológica. Se essa opção por algum facilitismo, simplismo e sentimentalismo deve ser combatida, também me parece, contudo, que a responsabilidade pelo crescente afastamento entre crítica e público deve ser partilhada. Com efeito, uma certa arrogância intelectual, algum pedantismo e pretensiosismo que vêm contaminando uma parte significativa da crítica “especializada” - que exibe sem pudor a sua admiração por certas provocações gratuitas (como aquela célebre do Tarkovski que cito de cor “faço planos longuíssimos para afastar os idiotas”) e trata um pouco o público como débil mental - são perfeitamente desnecessários. Um bom exemplo para ilustrar essa aparente necessidade de dificultar o acesso a tais luminárias é exibido na crítica publicada no Ípsilon à recente edição de um livro que reúne uma série de textos de Serge Daney, traduzidos para português. Num texto elaborado em tons francamente elogiosos – conferidos pelas quatro estrelas atribuídas à obra – sobressai esta descrição do (re) conhecido crítico dos Cahiers do Cinéma (que terá os seus méritos): “os textos deste período (representados no capítulo mais longo do livro) assumem uma densidade e complexidade tais que se tornam quase impenetráveis. Curiosamente, sendo um autor que a Academia demorou a acolher (…) aproximam-se de uma certa prosa académica, tanto na forma (rebuscada, quase complicativa) como no conteúdo (a oposição entre “visual” e “imagem” encontrará eco na obra de Marie-José Mondzain). Por vezes parecia estar a tentar dar expressão ao inefável ou a algo difícil de definir (não de uma forma apaixonada, como os críticos da geração anterior, antes analítica, de médico legista).” O tipo de crítica que vem significativamente invadindo as páginas do Ípsilon, tão inteligente que praticamente ninguém a compreende. Uma espécie de falso elitismo.

publicado por adignidadedadiferenca às 23:32 link do post
20 de Fevereiro de 2017

 

komissar.jpg

 

A Comissária, filme realizado em 1967 por Aleksandr Askoldov, um autor praticamente desconhecido, foi proibido na União Soviética pelas autoridades durante mais de vinte anos, revelando-se apenas em 1988, ano em que percorreu o circuito mundial de festivais de cinema e conquistou o Prémio Especial do Júri no Festival de Berlim. Situado cronologicamente durante o período da guerra civil (1918-1922), após a revolução bolchevique, a obra de Askoldov descreve a história de uma mulher, comissária do exército, fervorosamente patriótica e partidária, que, para continuar a combater, pretendia abortar o seu feto (e Askoldov explora sem concessões a crueldade dessa escolha). Tendo, contudo, deixado descuidadamente decorrer o tempo útil para o poder fazer, acabou por dar à luz um filho indesejado. Esses derradeiros dias da gravidez são vividos conjuntamente com uma família judaica que suporta a crueza e as agruras do dia-a-dia. Sustentado por uma magnífica mise-en-scène, na qual evolui com destreza um verdadeiro tratado sobre relações humanas – entre vizinhos, amigos, cônjuges, crianças, pais e filhos – o cineasta consegue convencer-nos da autenticidade da mudança que ocorre no espírito da comissária, provocada pela convivência com a dor e a visão onírica do casal de judeus, a sua desarmante simplicidade e o cuidado com os filhos, vencendo o conflito interior entre o desejo de combater ao lado dos seus camaradas e a condição maternal, demonstrando uma crescente afeição pelo rebento. O retrato dessa extrema experiência de vida, dos dramas familiares, bem como as inusitadas alusões ao holocausto ou ao regime totalitário de Estaline – ilustradas, por exemplo, numa soberba, inquietante e tensa sequência protagonizada pelas crianças, filhos do casal de judeus – sobressai num filme matizado pela magnífica fotografia a preto-e-branco, pela elaborada composição dos planos (elegantes, violentos, tranquilos ou doloridos, em tudo similares à existência que vão exibindo) e pelas profundidade, solidez e expressividade dos actores, características que contribuem necessariamente para a excelência de um filme único (em todos os sentidos) que recomendo vivamente.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:43 link do post
25 de Janeiro de 2017

 

little men.jpg

 

Com a notícia da morte do avô de Jake os seus pais resolvem mudar-se para um apartamento em Brooklyn que receberam da herança, sendo aí recebidos pelos futuros vizinhos, Tony e sua mãe (que explora a loja arrendada pelo falecido). A história rapidamente evolui para uma situação de conflito crescente entre os pais de Jake e a mãe de Tony, o qual proveio dos problemas financeiros que afectam o mundo dos adultos e vai condicionar a progressiva cumplicidade entre os miúdos, até colocar um ponto final nessa bela relação de amizade. Adoptando um registo contido e realista em que sobressai uma intencional ausência de estilo, a câmara tem uma presenta discreta e minimalista. Esta atitude do cineasta não significa, contudo, qualquer desinteresse pela matéria de que se ocupa, pois o olhar que prevalece sobre os gestos mais banais do quotidiano e esses momentos em que se diz definitivamente adeus à inocência, provavelmente assimilado na escrita de um Raymond Carver ou na visão de Moonfleet (genial filme de Fritz Lang), é, não obstante a subtileza e a economia narrativa, bem sentido e penetrante. Sucessor do magnífico Love is Strange, Little Men é uma belíssima e agridoce composição sobre o ciclo de uma amizade, cuja sensibilidade para encenar as angústias do crescimento soa como sublime música de câmara.

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:06 link do post
12 de Dezembro de 2016

 

hell or high water.png

 

Hell Or High Water (Custe o que Custar), de David Mackenzie, vale pela destreza de uma história bem contada, acerca de dois irmãos que se tornam assaltantes de bancos para salvar um rancho da família hipotecado e de um xerife (interpretado por Jeff Bridges) à beira da reforma que os persegue, sustentada pela solidez e inspiração de um argumento engenhoso (escrito pelo promissor Taylor Sheridan), e serve de pretexto para uma visão desencantada do mundo, em que sobressai a agilidade e a secura de uma câmara que se apega com naturalidade a personagens de carne e osso, bem como à paisagem deserta que os envolve, movimentando-se com desembaraço num clima de progressiva tensão, compondo um determinado tipo de cinema que recebe a herança marcante de Sam Peckinpah, reinventando um método capaz de dosear de forma equilibrada mas apaixonada, sangue, drama, violência e acção, com banda sonora a condizer. Eis uma das boas surpresas do ano.

 

 

28 de Novembro de 2016

 

police.png

 

«De certo modo a passagem de Maurice Pialat pelo cinema francês pode comparar-se à da sua personagem pela festa (e pelo resto) de Aos Nossos Amores. Também ele veio trazer a desordem e a perturbação à “festa” pós-Nouvelle Vague, provocando, inclusive, com a sua imprevisibilidade, reacções violentas, de que a conquista da Palma de Ouro por Ao Sol de Satanás foi uma das mais mediatizadas. O seu cinema surge como algo de “único” ao lado da produção que lhe é contemporânea, seja ela comercial ou de vanguarda. Realista, sem o ser, inovador dentro da continuidade, os seus filmes são encenados quase sempre de uma maneira que se pode entender como uma forma particular de psico-drama, lançando momentos de perturbação numa cena construída de forma clássica para provocar uma reacção espontânea dos intérpretes, conseguindo que esta se faça de acordo com a psicologia das personagens. (…) Ao explorar este tipo de provocação aos seus colaboradores, Pialat projecta na cena, de forma assumida ou inconsciente, questões de ordem pessoal, da sua relação com o mundo e com os outros. A cena torna-se, assim, uma espécie de psico-drama de características autobiográficas. Pialat talvez tenha sido um dos raros cineastas, à semelhança de um Woody Allen ou de um John Cassavetes nos EUA, cujo cinema é indissociável (…) da sua vida. A comparação talvez se justifique mais em relação a Cassavetes, pela forma como ambos exploram uma “improvisação” ferozmente controlada, na forma como ambos dirigem os actores e num estilo de montagem que reforça a sensação de “desequilíbrio” e improviso».

Manuel Cintra Ferreira, in Psico-drama familiar: o cinema de Pialat 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:01 link do post
31 de Outubro de 2016

 

persona 2.jpg

 

Elisabet Vogler (interpretada por Liv Ullmann), uma actriz de sucesso, fica subitamente muda durante uma representação da peça Electra. Por sua vez, uma jovem enfermeira, Alma (papel atribuído a Bibi Andersson), é contratada para cuidar da actriz. Lentamente, desenvolve-se um enigmático processo de influência recíproca que leva as protagonistas a trocar de manifestações, numa relação de confronto: Enquanto Elisabet recupera Alma - que adorava conversar e lida com o silêncio da actriz conversando com esta - emudece. Uma estrutura formal progressivamente auto-reflexiva e auto-observadora, configura um conjunto de variações sobre a duplificação e faz avançar uma aparente história de possessão, do acto quase doentio entre duas mulheres que acabam por se unificar. Ocupando um lugar central na história do cinema do século XX, Persona, provavelmente a obra-prima de Ingmar Bergman, dispensa todas as meticulosas dissertações que pretendem esclarecer o sentido de cada plano ou imagem, numa contínua e excessiva explicação psicanalítica das relações entre os protagonistas e destes com o próprio autor.

 

persona 1.jpg

 Quando Liv Ullmann/Bibi Andersson são uma só...

 

Com efeito, o fascínio de um filme que combina naturalmente fantasia e realidade advém do poder sugestivo das suas imagens, difícil de traduzir em palavras. Esta história de duas mulheres, dos seus sonhos e enigmas, bem como das suas diferentes possibilidades, é tão mais aliciante porque, como já muitos afirmaram, nunca como aqui Bergman conseguiu reunir um tal grau de simplicidade e complexidade, conseguindo com esta experiência atingir a máxima expressividade dizendo tanto com tão pouco. Na verdade, mais enriquecedor para o espectador que as habituais discussões que giram em redor do filme, é experimentar o confronto único com Persona, seguir a sua estrutura interna e, aceitando o convite para participar na sua construção, oscilar sobre a identidade de quem fala (quem é o sujeito?), por obra e graça do talento admirável do cineasta sueco, de onde sobressai sempre a primazia absoluta do rosto humano. Concluida a trilogia sobre o silêncio de Deus, o cinema de Bergman reinventa-se de novo em 1966.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:16 link do post
25 de Setembro de 2016

 

julieta.jpeg

 

 História de uma mulher que perde a sua filha, Julieta marca o regresso de Pedro Almodóvar, com uma adaptação de contos de Alice Munro, ao género que melhor dominou: o melodrama. Se o novo filme do cineasta espanhol não disfarça, nalguns momentos, uma indesejável sensação de déjà vu, também testemunha uma capacidade – que se julgava perdida em Almodóvar – para enfrentar novos territórios estéticos e vivenciais, num gesto artístico de uma firmeza apta a estremecer algumas das nossas velhas convicções. Modelo de contenção e serenidade, ajustadas com o decorrer do tempo, esse velho (e sábio) escultor - como diria Marguerite Yourcenar -, o novo e belo filme de Pedro Almodóvar, lugar frequentado por personagens que vão aprendendo a sobreviver, é seguramente o seu melhor desde Volver.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:56 link do post
19 de Setembro de 2016

 

bigger than life.jpg

 

Na admirável filmografia de Nicholas Ray estão presentes, na sua essência, uma sensação de perda e de dor magoada dos seus heróis, as personagens emocionalmente desmedidas, o conflito de gerações e as suas relações demasiado humanas, obsessivas e tormentosas. Mas não só, pois a sua obra transmite amiúde uma dimensão trágica, cruel ou confessional, assombrosamente ampliada pelo delírio pungente do cinemascope, corolário estética de uma visão artística fulgurante e personalizada, concretizada numa exploração profunda da vida enquanto experiência humana íntima e irrepetível. Em síntese, o tipo de cineasta cuja obra, atravessando múltiplos géneros, só ganha em ser avaliada no seu conjunto, mesmo os seus filmes mais desequilibrados ou imperfeitos. O modelo (neste caso) tão justamente venerado pelos defensores da política de autores. Numa carreira ilustrada por uma série assinalável de momentos significativos – tais como In a Lonely Place, On Dangerous Ground, The Lusty Men, Johnny Guitar, Rebel Without a Cause, Bitter Victory ou Party GirlBigger Than Life (Atrás do Espelho, com James Mason no papel principal) é um dos mais inesquecíveis e celebrados. Filme soberbo sobre a transição da ansiedade à opressão, Bigger Than Life, na sua lucidez e plena expressividade, tem muitas razões para ser louvado. Uma das menos recordadas, como bem assinalou François Truffaut no seu Les Films de Ma Vie, consiste no modo como Ray «desmontou as relações de um intelectual com a sua esposa».

 

bigger the life 2.png

 

Passo-lhe definitivamente a palavra: «as relações de um intelectual com a sua esposa, mais simples do que ele, surgem desmontadas com uma lucidez e uma franqueza quase aterradoras. Sim, pela primeira vez, é-nos mostrado o intelectual em casa, na sua casa, na sua intimidade, seguro pela superioridade do seu vocabulário, tendo a seu favor a dialéctica, face a uma esposa que sente as coisas, mas renuncia a dizê-las por não possuir a mesma linguagem. Como muitas mulheres, é fundamentalmente intuitiva e comandada pelo seu amor e sensibilidade. Cinquenta variações deste tema fazem de Atrás do Espelho, independentemente do seu carácter excepcional, um excelente retrato do casamento.» 

 

 

08 de Agosto de 2016

 

Ascensão.png

 

Urso de Ouro, em 1977, no Festival de Berlim, Ascensão, da cineasta Larisa Shepitko - casada com Elem Klimov, uma das mais distintas figuras do cinema soviético, viria a falecer com 41 anos num acidente de viação - foi talvez o mais expressivo e assombroso filme sobre a invasão de leste pelos nazis, durante a Segunda Guerra Mundial, que tive oportunidade de ver. Da mesma autora foi ainda possível conhecer outros trabalhos, tais como Asas e Tu e Eu, no Grande Ciclo de Cinema Russo – Do Mudo À Perestroika. Quanto a Ascensão, longos e admiráveis planos-sequência, a par de um conjunto imenso de grandes planos com a capacidade única de revelar a alma dos protagonistas através do seu rosto, bem como o notável aproveitamento dramático da paisagem e do clima impiedoso, testemunham uma desesperada luta pela sobrevivência de um grupo de soviéticos capturado pelos nazis, na qual, entre os mais diversos e justificados comportamentos, sobressaem os daqueles que estão de acordo com a sua consciência. Culpa, traição, angústia, coragem e procura de uma verdade interior, manifestam-se ao longo do clima de tensão cunhado pelo formidável e sólido desempenho dos actores e pela prodigiosa direcção artística da cineasta Larisa Shepitko. Filme terrível e que implode numa violência surda quase insuportável? Sem sombra de dúvida. Mas tão magnífico e com uma impressionante força dramática.

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:28 link do post
24 de Abril de 2016

 

gran torino.png

 

«No cinema, afirmou-se como estrela em Hollywood nos anos 70, construindo uma personagem grosso modo definida como a de um ícone de presença forte, lacónico em palavras e que, tanto na paisagem do western como na paisagem urbana das histórias policiai, se caracterizou por se colocar sempre não no interior do sistema, não ao seu lado, mas contra ele. Ou, pelo menos, numa posição de desafio sempre que o sentido de justiça lho exigia. Mesmo se logo no início desses anos 70, perseguiu projectos que, como actor, estendessem o seu campo de acção e destruíssem o estereótipo (…) e ainda que fosse quase sempre isso mesmo que tentou nos seus filmes no duplo papel de actor e realizador, o rasto da sua personagem cinematográfica manteve-se durante largo tempo mais poderoso do que os próprios projectos e a própria natureza do trabalho que neles desenvolveu. Se houve, e houve, quem fosse reconhecendo a assinatura de um estilo nos seus filmes como realizador, a consistência da sua abordagem, ainda nessa década, também é certo que lhe foram exigidas provas sobre provas nesse capítulo. (…) Sendo algo de profundamente enraizado na prática cinematográfica de Eastwood, a tradição do cinema clássico nunca é um modelo nos seus filmes. Ele não é o último dos clássicos muito embora a designação seja mais do que apregoada, tentadora. É alguém directamente vindo do cinema clássico, formado no cinema clássico, alguém cujo cinema tem e guarda o lastro do cinema clássico, mas que tem um olhar moderno. Como no princípio, continua a falar do cinema como um meio de contar histórias e é para contar histórias, diz ele ainda, que continua a filmar.»

Maria João Madeira, in Clint Eastwood, Um Homem Com Passado

 

16 de Março de 2016

 

andrei rubliov.jpg

 

Conclui-se hoje a retrospectiva integral da obra do cineasta Andrei Tarkovski, a cargo da Leopardo e da Medeia Filmes. A obra do fundamental autor russo ilustra bem a persistência de um cineasta na elaboração e desenvolvimento de um trabalho que procura uma compreensão para o sofrimento e a solidão do ser humano, mergulhando amiúde na questão do artista contra a autoridade, mas sobretudo nos problemas da crença e da falta dela, na espiritualidade e no sagrado – daí a censura progressiva do(s) regime(s) soviético(s), dificultando a exibição dos seus filmes. Os planos longos, a estilização da cor, os invulgares efeitos da luz, o simbolismo ou a intencional imobilidade narrativa configuram-se como características formais únicas e adequadas às obsessões e reflexões temáticas de um autor que nos resgata do peso excessivo do actual e dominador cinema exclusivamente de entretenimento, onde filmes tão memoráveis como Andrei Rubliov, Stalker ou Nostalgia se distinguem da irritante futilidade daquele. Também por esta razão, Tarkovski é indispensável. De tão funda inquietação nasce uma obra mais poética que narrativa, prodígio estético de um autor que sentia o cinema como uma oração.

 

Stalker

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:22 link do post
31 de Dezembro de 2015

 

racismo.jpg

Francisco Bethencourt, «Racismos, Das Cruzadas ao Século XX»

 

calvino.jpg

Italo Calvino, «Porquê Ler os Clássicos?»

 

john darwin1.jpg

John Darwin, «Ascensão e Queda dos Impérios Globais 1400-2000»

 

atul.jpg

Atul Gawande, «Ser Mortal»

 

Oblomov.jpg

Ivan Gontcharov, «Oblomov»

 

javier.jpg

Javier Marías, «Assim Começa o Mal»

 

rolin.png

Olivier Rolin, «O Meteorologista»

 

carl schmitt.jpg

Carl Schmitt, «O Conceito do Político»

 

truffaut.png

François Truffaut, «Os Filmes da Minha Vida»

 

voltaire.jpg

Voltaire, «Tratado Sobre a Tolerância»

 

publicado por adignidadedadiferenca às 10:10 link do post
Março 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28
29
30
31
subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
É falso que o fenómeno tenha ocorrido no preciso m...
Acho que você é quem deveria pensar pela sua cabeç...
Experimente ler "Fátima, Milagre ou Construção?, u...
Não consigo vislumbrar uma ligação directa entre a...
Parece-me que existe uma grande crise de valores e...
Não me parece que a crise de valores ou os valores...
Muito bem! Embora nos dias de hoje e na sociedade ...
Certo; tudo bem que existissem questões políticas ...
Já tive o livro, de facto. Contudo, foi mais ou me...
CaroEstou a procura do livro fatima nunca mais mas...
Não deixa de ser um belo aforismo...
O que é a vida, senão um turbilhão de pensamentos ...
blogs SAPO