a dignidade da diferença
06 de Setembro de 2009

 

Mais uma notável gravação de um clássico que contribuiu para definir o som Blue Note, produzido pelo lendário Alfred Lion com a participação activa de Rudy Van Gelder como engenheiro de som.

Acompanhado, durante o mês de Abril de 1967, por uma excelente secção rítmica formada por Stanley Turrentine, Major Holley, Jr , Bill English e Ray Barretto, Kenny Burrell inventa com a sua guitarra e as suas ideias, uma música falsamente morna, viciante e marcadamente bluesy, temperada por uma ágil batida africana e pelos belíssimos desenhos melódicos do saxofone tenor.

Burrell gravou outros álbuns de elevada qualidade, mas foi Midnight Blue que lhe trouxe a popularidade e lhe deu prestígio entre os amantes do jazz e da música em geral.

 

Chitlins Con Carne

 

publicado por adignidadedadiferenca às 00:52 link do post
15 de Junho de 2008

Speak no evil (1964) - Wayne Shorter

 

Se Wayne Shorter sofreu a influência directa de dois dos mais originais e históricos saxofonistas tenores do jazz, mais precisamente John Coltrane e Sonny Rollins, «Speak no evil» é já, contudo, uma obra de maturidade bem vincada, onde conta com a preciosa produção de Alfred Lion para definir um som próprio. Logo na fase inicial da sua longa carreira, Shorter cria, num disco magnífico, uma música pujante e de uma beleza rara, com a marca superior da individualidade. A secção rítmica é a habitual naquela casa: Com Wayne Shorter tocam Freddie Hubbard, Herbie Hancock, Ron Carter e Elvin Jones. Pouco há a acrescentar sobre este disco, pois como se diz no título, é um clássico da Blue Note. Poucas vezes o saxofonista voltaria a atingir um nível tão exigente e original como aqui, tanto nos Weather Report como na sua produção a solo.

 

Fee-Fi-Fo-Fum

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:22 link do post
06 de Junho de 2008

Out to lunch! - Eric Dolphy (1964, produzido por Alfred Lion)

 

 

Esta é uma obra absolutamente livre e exuberante que, ano após ano, parece mais rejuvenescida, fruto da capacidade criativa e inovadora de um compositor jovem e impressionante que surgiu na cena jazz como um verdadeiro cometa nos anos 60 do século passado.

Praticante  excepcional de três instrumentos (flauta, saxofone alto e clarinete baixo), contou com um conjunto inventivo de jovens músicos que fariam, mais tarde, história no jazz – Freddie Hubbard, Bobby Hutcherson, Tony williams e Richard Davis -, para nos deixar como legado um dos álbuns de jazz mais desafiadores e expressivos gravados com o selo da Blue Note e que se tornou, indiscutivelmente, um dos manifestos mais afirmativos do free jazz.

 

Something sweet, something tender

 

publicado por adignidadedadiferenca às 00:11 link do post
25 de Maio de 2008

 

Blue train - John Coltrane

  

 

 

Com «Blue train» John Coltrane deu os primeiros passos, com a cumplicidade de Lee Morgan, Curtis Fuller, Kenny Drew, Paul Chambers e Philly Joe Jones, rumo a uma música simultâneamente expressiva e enérgica, com  solos soberbos e inesquecíveis «quebrados» intencionalmente pela secção rítmica, que seriam a base para uma das obras mais geniais do século XX. A sua carreira ímpar continuaria com a edição de outros discos fabulosos como, por exemplo, «Giant steps», «My favorite things» (o meu preferido) e «A love supreme». Mas foi aqui que tudo começou.

E agora, como diria José Duarte, vamos a nove minutos de jazz...

 

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publicado por adignidadedadiferenca às 22:11 link do post
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