a dignidade da diferença
25 de Fevereiro de 2008

Dirty - Sonic Youth (1992)

 

 

Com a mesma atitude dos Velvet Underground e dos Television, e muitos anos depois da anunciada morte do rock, chega um portentoso e viciante delírio sónico que concede mais uns anos de vida à velha carcaça. Sobressai a aparente contradição entre primitivismo e sedução melódica, cuja equação é sabiamente resolvida por uma inimaginável potência sonora convertida, onde menos se espera, a um surpreendente e arrebatador lirismo. Depois dos marcantes «evol» e «sister», os Sonic Youth aventuram-se definitivamente (no seu disco, aparentemente, mais «mainstream») por um maior arrojo formal, superiormente conduzido por quatro músicos convertidos a uma visão predominantemente arquitectónica (confirmar em «shoot»), lapidando um diamante em bruto mas de brilho intenso, que se insinua por entre acelerações e saltos no abismo («purr» será o deslumbramento maior), visões espectrais do paraíso ou do inferno, e pelo contacto directo com o ritmo cardíaco de um condenado à cadeira eléctrica. Um álbum majestoso que, por onde passa, não deixa pedra sobre pedra.

 

                  purr

 

 

                  shoot

publicado por adignidadedadiferenca às 23:51 link do post
Grande Rui. Eu bem quero comentar... mas nem sei como. Isto é erudito demais para mim... fonix...
JOEIRO a 26 de Fevereiro de 2008 às 00:53
Ok. Vou pensar publicar um post sobre os pardalitos do choupal
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