a dignidade da diferença
13 de Maio de 2009

 

 

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?

Será essa, se alguém a escrever,

A verdadeira história da humanidade.

 

O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;

O que não há somos nós, e a verdade está aí.

 

Sou quem falhei ser.

Somos todos quem nos supusemos.

A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.

 

Que é daquela nossa verdade – o sonho à janela da infância?

Que é daquela nossa certeza – o propósito à mesa de depois?

 

Medito, a cabeça curvada contra as mãos sobrepostas

Sôbre o parapeito alto da janela de sacada,

Sentado de lado numa cadeira, depois de jantar.

 

Que é da minha realidade, que só tenho a vida?

Que é de mim, que sou só quem existo?

 

Quantos Césares fui!

 

Na alma, e com alguma verdade;

Na imaginação, e com alguma justiça;

Na inteligência, e com alguma razão –

Meu Deus! meu Deus! meu Deus!

Quantos Césares fui!

Quantos Césares fui!

Quantos Césares fui!

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:54 link do post
(este 'gajo'... ai, este 'gajo'...)
sem-se-ver a 13 de Maio de 2009 às 23:14
Mais do que o Camões, este "gajo" é que fez a verdadeira radiografia da "alma" portuguesa.
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