a dignidade da diferença
29 de Janeiro de 2009

 

Se ainda restava alguma dúvida sobre o local para onde se deveria ter dirigido, no verão passado, quem se manteve indeciso até á última hora entre assistir ao concerto de Lou Reed ou ao regresso de Leonard Cohen, para mim tudo ficou definitivamente esclarecido. Bastou-me assistir ao filme-concerto de Julian Schnabel (em DVD) sobre a magnífica performance do músico norte-americano, que recupera, de forma extraordinária, as preciosas e trágicas canções do álbum Berlin.

Se me apetece falar muito do verdadeiro estado de graça em que se encontra Lou Reed, e que se mantém depois de assinar o genial The Raven, confesso que, na realidade, o mais surpreendente foi testemunhar a miraculosa transformação que o lendário songwriter de New York operou no cada vez mais dispensável Antony.

Não sei se existe alguma explicação racional para o acontecimento, o certo é que, na companhia de Lou Reed, Antony voltou a ser notável quando interpretou a belíssima Candy Says dos Velvet Underground.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 22:59 link do post
Não concordo. O que acontece é que o Antony é um excelente intérprete - goste-se ou não do seu trabalho individual. A ideia que pelo contacto com o Lou (um génio aclamado) ele se torna "excelente" não me pega. Acho que há uma certa mitologia nessa ideia. Pronto: primeira polémica eh eh.
Manuel a 30 de Janeiro de 2009 às 00:09
lol! ó Rui, tu não mudaste "o perfeitamente dispensável" para "o cada vez mais dispensável"? É que assim o meu comentário tinha de ser outro...

(já não estou certo é se mudaste...)
Manuel a 30 de Janeiro de 2009 às 01:30
Mudei. Lembrei-me que o concerto de Lou Reed é de 2006 e, depois disso, o Antony já fez muitos estragos. Mas a tua opinião continua válida. Não há polémica alguma. Não sou daqueles que adormece com a razão toda do mundo. Em relação ao Antony, talvez não seja o contacto com Lou Reed que o motive, mas o facto de a sua voz se encaixar perfeitamente nas canções do Lou...
P.S. Esta mudança do texto é benigna, comparando com o desaparecimento dos teus, depois de os ter comentado. lol!!!
Ando com saudades de polemicazinhas!

Ou então ficamos nisto:

"Não é bonito nem recomendável que a discórdia e a desarmonia possam ocorrer na caixa de comentários de um post do C.A.L.A..

Pontes, procuremos pontes e laços de fraternidade!"

(João Lisboa)

Naaaa. Falando a sério...Eu depois até me arrependi de comentar porque percebi perfeitamente o gozo que te deu recorreres à terminologia religiosa no texto eh eh.
Manuel a 30 de Janeiro de 2009 às 18:32
«Pontes, procuremos pontes e laços de fraternidade!»

Pela parte que me toca, seremos sempre irmãos! De mãos dadas e com cheiro a rosmaninho... Amén.
Saquei a Jacqueline du Pré por sugestão tua. Foi o melhor que fiz nos últimos tempos.
Manuel a 30 de Janeiro de 2009 às 18:41
Fizeste bem. É muito bom. Não vem a propósito, mas não foste tu que publicaste um ou uns post(s) sobre o Béla Tarr? Acabei de comprar o "A man from London" em DVD na Fnac. Se te interessar, diz. Vai para a lista de espera.
Yep! Fui eu. Eu interesso-me por tudo lol. Depois fazemos uma troca se quiseres.
Manuel a 31 de Janeiro de 2009 às 04:51
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