a dignidade da diferença
04 de Novembro de 2008

 

Suzanne Vega «Blood makes noise»

 

Não há que ter receio das palavras. Este foi o momento em que Suzanne Vega virou de pantanas a (óptima) carreira de folk-singer e, com a ajuda da ferrugem falsamente retro de Tom Waits, que suporta as magníficas letras de inspiração literária, apoiadas num apuradíssimo instinto pop abraçado ao que de melhor nos deixou Philip Glass, com visitas frequentes à secura de Lou Reed e ao realismo dos Velvet Underground - casado no regime de comunhão de bens com o estilo vibrante de Bob Dylan -, criou um corpo musical completamente novo e genial, portentosa e requintadamente desenhado pela mente claustrofóbica e colorida de Mitchell Froom (seu marido na altura e co-responsável, entre uma série de obras notáveis, pelos fabulosos «Mighty like a rose» de Elvis Costello e «Mercury» dos American Music Club.

Suzanne Vega voltou a ser enorme, mas assim nunca mais a vimos. Uma canção extraordinária que fez parte do sublime «99.9 Fº» de 1992.

 

 

 

I'd like to help you doctor

Yes I really really would

But the din in my head

It's too much and it's no good

I'm standing in a windy tunnel

Shouting through the roar

And I like to give the information

You're asking for

But blood makes noise

It's a ringing in my ear

Blood makes noise

And I can't really hear you

In the thickening of fear

I think that you might want to know

The details and the facts

But there's something in my blood

Denies the memory of the acts

So just forget it Doc.

 

I think it's really

Cool that you're concerned

But we'll have to try again

After the silence has returned

Cause blood makes moise

It's a ringing in my ear

Blood makes noise

And I can't really hear you

In the thickening of fear

Blood makes noise...

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:25 link do post
Por uma vez não venho comentá-lo. Venho perguntar-lhe se recebeu o meu email de há uns dias.
Transdisciplinar a 7 de Novembro de 2008 às 15:59
Já vi o seu e-mail. só lhe respondi agora porque tenho tido uma vida atarefada e um pouco complicada. As minhas desculpas pelo atraso e um abraço.
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