a dignidade da diferença
20 de Julho de 2008

Já vai com umas horas de atraso, mas o Leonard Cohen também merece o devido destaque pela sua (raríssima) presença num palco nacional.

Não sou grande admirador dos últimos discos deste extraordinário escritor de canções (se é verdade que a escrita continua superlativa, Cohen, no entanto, baixou consideravelmente a qualidade do suporte musical)  - I'm your man terá sido o seu último grande trabalho -, mas para quem ainda o aprecia, espero que tenha ido ao Passeio Marítimo de Algés. Por duas razões, pelo menos: Porque provavelmente será o seu último concerto em Portugal (aos 73 anos) e porque a sua sublime contribuição passada para a história da música popular o merece. E, vale sempre a pena recordá-lo, «Famous blue raincoat» será uma das 4 ou 5 mais extraordinárias canções de todos os tempos.

Como parece que o músico canadiano não pretendia tocar uma única canção da obra-prima absoluta «Songs of love and hate» - e se isso na realidade aconteceu, será que os fãs lhe perdoaram? - deixo aqui Joan of Arc (Famous blue raincoat já entrou no blog há uns meses, por isso não vou repetir).

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:40 link do post
está a ver? eis um que não precisaria eu de 'estar com os copos' para ir ver... fiquei tristíssima por não poder deslocar-me a lisboa... mas final do mês tornou tal tarefa impossível!
sem-se-ver a 21 de Julho de 2008 às 10:38
Com copos ou sem copos, o importante é ir... Por acaso, a escolhar entre os dois, virava-me mais para o Lou Reed, mas como fiquei indeciso resolvi o problema não indo ver nenhum. Isto de se gastar dinheiro em livros, dvds, cds, concertos, etc, etc, obriga-nos a fazer muitas restrições.
Penso que Critica em geral, considera que "The Future" de 1992, foi um dos melhores albuns de Leonard Cohen. Visite o meu blog, por favor, cujo o ultimo artigo é sobre ele, também.
antiego a 21 de Julho de 2008 às 11:57
Acredito que sim. Mas o «Ten new songs» e o último álbum tb tiveram algumas críticas positivas e nem por isso deixam de ser obras presas a uma folk anémica e razoavelmente indigente. O «The future» vive sobretudo graças aos textos superlativos, mas afunda-se, por vezes, num fundo musical de casino que deita tudo a perder. Mas esta é, obviamente, a opinião livre de um apaixonado por música e não a de um entendido que faz da crítica a sua profissão. Sobre a crítica musical generalizada, procuro ler com uma certa regularidade, mas já me sinto completamente desprendido e suficientemente «esclarecido» para dela reter o que, por leitura e intuição, me interessa. No final, acabo por me encostar apenas aos textos onde pressinto afinidades.
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