a dignidade da diferença
25 de Maio de 2008

E por falar em Bruckner como esquecer esse filme-ópera por excelência, onde a sua sétima sinfonia assume um papel preponderante na construção dramática da história e na moldura da narrativa? Falo, obviamente de Senso, obra-prima absoluta do romantismo (e não só), da autoria de Luchino Visconti.

 

Se todo o filme é prodigioso e inesquecível - Alida Valli nunca foi tão sublime como aqui -, é, contudo, a partir da cena em que o tenente Mahler (Farley Granger) se oferece para acompanhar  a condessa Serpieri (Alida Valli) pelas ruas de Veneza e se começa a ouvir a música de Bruckner, que eu me apaixono verdadeiramente por esta obra .

 

E, para finalizar, deixo-vos um pouco deste cinema em absoluto estado de graça.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 01:57 link do post
De vez em quando percorro (selectivamente) os posts das listagens do SAPO. Procuro guiar-me pelos títulos (p. e. vejo sempre os sem título) e, no seu caso foi mesmo o título que me levou a ir ver o post. Com efeito, Visconti e Senso eram referências suficientes para despertar a minha curiosidade. De modo que vi esse post e, depois, fui ver o seu perfil (que, tal como o meu, é abundante em referências) e recuei também para os seus outros posts que ainda estáo disponíveis. Os nossos posts são muito diferentes. Mas há bastantes pontos de contacto nos perfis.
Já vou muito longo para um comentário. Queria sobretudo dizer-lhe que apreciei a sua escolha (é uma raidade no meio da tralha qu é a maioria da blogosfera) e estimulá-lo a continuar a publicar.
Cordiais saudações.
Transdisciplinar a 25 de Maio de 2008 às 04:28
De vez em quando percorro (selectivamente) os posts das listagens do SAPO. E foi assim que fui parar ao seu post . Visconti e Senso eram referências suficientes para merecer uma visita. Gostei, de modo que fui ver o seu perfil. Além de termos em comum darmos muitas referências nos perfis, também várias delas coincidem. Por isso fui ver outros posts seus. Aí não há muita coincidência. Talvez seja uma questão de idade ou de diferença de formação e actividade.
Mas não queria deixar de lhe dizer que apreciei o seu post e estimulá-lo a continuar a contribuir para que a blogosfera não seja só um monte de tralha sem qualquer interesse.
Cordiais saudações.
Transdisciplinar a 25 de Maio de 2008 às 05:05
Obrigado pelo incentivo. É natural haver quem tenha afinidades culturais e escreva sobre coisas diferentes. No fundo, acaba por ser bom, pois é uma forma de se complementarem. Como refere Stephen Jay Gould no seu livro «Full house» é a diversidade a verdadeira manifestação da excelência. Também senti curiosidade em ver o seu blog. Do que li gostei, mas sente-se bastante a existência de um fio condutor que necessita de uma reflexão mais aprofundada. Deixo a promessa de lá voltar novamente. Um abraço
Aquela cena em que a Valli entrega o dinheiro ao amante é de arrepiar. E já doida no fim "franz franz!"...

Tive oportunidade de ver aqui no cinema em Viana, já nem me lembro como arranjei trasnporte para ir à cidade de noite..
Manuel a 25 de Maio de 2008 às 21:29
É engraçado que , por vezes, temos a noção de que estes filmes só passam aqui na capital, quando a realidade é bem diferente. E, no teu caso, começas-me a dar baile...
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