a dignidade da diferença
28 de Janeiro de 2017

 

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Se António Costa, prometendo um acordo de concertação social que não podia cumprir, ficou bastante mal na fotografia, o que dizer de Pedro Passos Coelho? Adoptando uma estratégia – perfeitamente legítima, note-se – segundo a qual este governo PS apenas pode contar com os seus “parceiros” de bancada parlamentar para viabilizar qualquer medida da sua autoria, o antigo primeiro-ministro, decidindo circunstancialmente rejeitar uma proposta de redução da TSU que o seu partido já defendeu anteriormente (e também como contrapartida do aumento do SMN), cola a si uma indesejável imagem de político azedo e ressabiado que lhe trará brevemente muito mais prejuízos que benefícios.

publicado por adignidadedadiferenca às 13:23 link do post
25 de Janeiro de 2017

 

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Com a notícia da morte do avô de Jake os seus pais resolvem mudar-se para um apartamento em Brooklyn que receberam da herança, sendo aí recebidos pelos futuros vizinhos, Tony e sua mãe (que explora a loja arrendada pelo falecido). A história rapidamente evolui para uma situação de conflito crescente entre os pais de Jake e a mãe de Tony, o qual proveio dos problemas financeiros que afectam o mundo dos adultos e vai condicionar a progressiva cumplicidade entre os miúdos, até colocar um ponto final nessa bela relação de amizade. Adoptando um registo contido e realista em que sobressai uma intencional ausência de estilo, a câmara tem uma presenta discreta e minimalista. Esta atitude do cineasta não significa, contudo, qualquer desinteresse pela matéria de que se ocupa, pois o olhar que prevalece sobre os gestos mais banais do quotidiano e esses momentos em que se diz definitivamente adeus à inocência, provavelmente assimilado na escrita de um Raymond Carver ou na visão de Moonfleet (genial filme de Fritz Lang), é, não obstante a subtileza e a economia narrativa, bem sentido e penetrante. Sucessor do magnífico Love is Strange, Little Men é uma belíssima e agridoce composição sobre o ciclo de uma amizade, cuja sensibilidade para encenar as angústias do crescimento soa como sublime música de câmara.

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:06 link do post
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