a dignidade da diferença
31 de Julho de 2016

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«A filosofia é de todos os que ousam pensar por si próprios. Por isso, quem entra na filosofia corre o risco de se tornar um dissidente. Dissidente na sua própria terra, dissidente do poder instituído, da opinião comumente aceite, dos êxitos mundanos, do mundo dos negócios, do prestígio social. Dissidente da vida vulgar, do senso comum, da moda, das banalidades e das brutalidades da vida quotidiana. Dissidente do pensamento único, de tudo o que é aceite passivamente, da norma, do politicamente correcto, do instituído, do consensual, do tradicional. Dissidente do poder e do snobismo das criaturas de sucesso que procuram as luzes da ribalta para expor as suas vaidades. Dissidente da passividade dos media, do comodismo fácil das opiniões aceites, da normalidade superficial dos dias, das vozes cómodas, pacificas e conformistas. (…) Na filosofia, o passeio tranquilo dá lugar a uma imersão no abismo da argumentação. Temos de reconstruir o pensamento à medida que este emerge no sentido de cada palavra. Temos de tomar decisões, Temos de reconhecer. Podar e arrancar.»

Mendes Henriques e Nazaré Barros in Olá, Consciência! Uma viagem pela filosofia

publicado por adignidadedadiferenca às 19:09 link do post
14 de Julho de 2016

 

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Se ao longo da sua carreia se revelaram absolutamente incapazes de gravar um mau disco, a verdade é que o motor criativo dos Tindersticks parecia há muito ter arrefecido. Tratou-se, percebêmo-lo agora, de pura ilusão, pois a natureza profunda da sua pop orquestral, aprimorada pela experiência acumulada durante praticamente três décadas e umas sentidas pinceladas de soul, acaba de regressar não só intacta como inesperadamente renovada pelo vigor rítmico de Tony Allen e a subtileza de alguns (des) arranjos jazzísticos de Julian Siegel, no magnífico The Waiting Room. Em 2016, a música dos Tindersticks - cinemática, sombria q.b., discreta, estranha e melancólica -, na qual o padrão rítmico assume um papel no mínimo tão importante como aquele que é proporcionado pelos encadeamentos melódicos e harmónicos, ganha um novo fôlego criativo numa gravação que aponta em múltiplas e admiráveis direcções. Para conferir nos diversos concertos da banda liderada por Stuart Staples que irão ocorrer no nosso país este ano.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 19:29 link do post
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