a dignidade da diferença
28 de Setembro de 2011

 

Elias Canetti, prémio Nobel da literatura, romancista e ensaísta, nascido em 1905, numa pequena cidade portuária da Bulgária (Ruse) - autor cuja importância foi comparada à de alguns dos maiores escritores do século XX como, por exemplo, o genial Robert Musil (autor desse espantoso e incompleto O Homem Sem Qualidades), Hermann Broch, ou Karl Kraus -, escreveu um único romance intitulado Auto-de-Fé, objecto literário singularíssimo, assente no original percurso linguístico do seu autor, que, a crer no que sobre ele se escreveu, reflecte uma visão avassaladora do mundo, centrando-se nesse verdadeiro auto-de-fé como é a destruição de livros, e narrando a trágica história do protagonista, o filólogo Peter Kien, mais a sua imparável descida ao inferno. Desconhecíamos até à data a sua obra, mas ficámos com imensa vontade de ler esta obra, sobretudo pelo que revela a contracapa do livro:

 

 

Auto-de-fé narra a história do professor Peter Kien, erudito especializado em sinologia, proprietário da maior biblioteca privada da cidade. É no seu apartamento, rodeado de livros, que Kien se refugia, evitando todo e qualquer contacto físico e social. Misantropo, solidário, excêntrico, Kien é um ser «composto de livros», interpretando o mundo através da sua vasta biblioteca, que transporta zelosamente consigo, armazenada no interior da sua cabeça. O ponto de viragem da sua vida é o casamento com Teresa, a sua ignorante e ávida governanta. Expulso da sua própria casa, Kien é obrigado a percorrer o mundo exterior, travando conhecimento com inúmeros dos seus personagens, que o acompanharão neste seu longo exílio. Figuras sombrias, medíocres, grotescas e memoráveis, como o anão Fischerle e a prostituta, sua mulher, ou o porteiro Pfaff. Pela mão destes, Kien, julgando controlar a situação, descerá pouco a pouco ao inferno, apressando o passo para um final sublime e trágico: um verdadeiro auto-de-fé.

publicado por adignidadedadiferenca às 23:27 link do post
25 de Setembro de 2011

 

 

Como consequência natural da reunião ao vivo concretizada em 2010 no Noise Pop Festival (de S. Francisco), Thao Nguyen e Mirah gravaram esta obra belíssima, simplesmente intitulada Thao & Mirah, co-produzida por Merrill Garbus, autora, nos tUnE-yArDs, do notabilíssimo e primitivo Whokill. Thao & Mirah surpreende pela convivência algo inesperada duma folk minimal, enxuta e alternativa, com a aspereza, a pulsação rítmica e o silêncio dos Young Marble Giants, a secura artesanal da novíssima e excelente Laura Marling, ou, aqui e ali, uma piscadela de olho à pop molecular dos Stereolab - não por acaso, digníssimos descendentes das admiráveis miniaturas sonoras dos Young Marble Giants. Dito de outra forma: uma magnífica tela musical superiormente organizada em tons outonais, fruto de uma pessoalíssima e singular matéria musical em forma de rascunho, constituída por desenhos melódicos oblíquos e criativos, textos telegráficos, pequenas arritmias no uso dos materiais sonoros ou cativantes sussurros vocais, do género small is beautiful e sem deixar de fora uma militante opção pela independência musical. Música rara e emotiva como poderão confirmar na excelente actuação que tiveram no Kexp Studio e que aqui mostramos.

 

 

 

 

18 de Setembro de 2011

 

 

Depois de ter recusado a proposta de Goebbels para dirigir o cinema do III Reich, Fritz Lang realizou em França, antes da partida para a América, este singular, pouco visto e notável Liliom (de 1934). Sob uma aparência ligeira, simpática e festiva, o filme esconde uma profundidade e complexidade que só os espectadores mais atentos terão capacidade para decifrar. Mestre da concisão narrativa – como se veria nos seus filmes americanos – Fritz Lang questiona, como acertadamente referiu Bénard da Costa, a incompatibilidade entre um Deus generoso e um Deus justiceiro. Liliom, constantemente acossado pela punição policial, não tem descanso para lá da morte, permanece a eterna visão do Inferno. No além, continua a ser perseguido pela justiça e a suprema ordem moral utiliza os mesmos procedimentos e burocracia administrativa. Uma ordem moral subvertida, a quem interessa sobretudo os sacrifícios e muito pouco a generosidade – basta, para chegarmos a esta ideia, compreender a cena dos pratos da balança. Inicialmente feérico, impressionista, homenageando o cinema francês e seu grande mestre Renoir, o filme, assim que cresce de intensidade a relação entre Liliom – provavelmente, o papel da vida de Charles Boyer - e Julie, vai-se densificando, escurece, sobe de tensão, provoca pequenas rupturas na relação entre os personagens, até culminar na fundamental oposição entre o lugar onde Liliom se diverte e o espaço policial: falsamente moralista – veja-se a sequência que revela a diferença do tratamento dado a um visitante rico e a um vagabundo - proibitivo e punitivo. Liliom, com uma magnífica fotografia a preto e branco, é, como vimos, uma admirável denúncia da repressão que se manifesta sob a cobertura de uma ideia total de justiça. Vimo-lo ontem à noite numa sala da Cinemateca Portuguesa.

 

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14 de Setembro de 2011

 

 

É verdade que o período de grande fulgor criativo de Woody Allen já nos parece muito distante. Como acontece com quase todos os grandes cineastas – e este, sendo grande, não é, ainda assim, autor cujos filmes levássemos para uma ilha deserta – o percurso criativo de Allen, quando se aproxima do seu ponto final, mergulha irremediavelmente na mediania e no conformismo estético. Dele já não esperamos as chispas de génio do camaleão-Zelig, o romantismo irónico de Annie Hall ou de Manhattan, a profundidade emocional do magnificamente crepuscular Another Woman, a nostalgia deliciosa de A Rosa Púrpura do Cairo, o humor negro de Crimes e Escapadelas, ou, entre outros filmes admiráveis, o literário e mordaz Balas Sobre a Broadway. Os últimos trabalhos caíram na monotonia criativa e, tirando a acuidade crítica do notável Match Point, entre a apatia e a indigência, nenhum dos mais recentes filmes do realizador nova-iorquino escapou verdadeiramente aos seus lugares comuns. E foi assim até chegar o novíssimo Midnight in Paris, a mais recente comédia romântica de Woody Allen. Sem provocar uma ruptura temática ou mexer com a gramática cinematográfica, Midnight in Paris volta a colocar o seu autor num parâmetro estético bem acima da média. É um filme mágico, impressionista, uma belíssima e colorida fantasia visual, uma demonstração muito conseguida da capacidade de Woody Allen reinventar a sua fórmula narrativa. Uma história repartida por épocas diferentes, um delicioso regresso ao passado desfeito pelo vasto reportório do seu autor, capaz de, resumidamente, apimentar e pincelar em singulares polaroids os mais inesperados tipos de relações humanas, que compõe engenhosamente um filme com nervo, sentido estético, e simultaneamente cómico, trágico e apaixonado.

publicado por adignidadedadiferenca às 23:28 link do post
11 de Setembro de 2011

 

 

A primeira série servia-se dos grandes acontecimentos históricos como muleta para o desenvolvimento ficcional. Sabemos da existência da terceira parte, mas confessamos que nunca lhe passámos os olhos por cima. Mas o quotidiano vivido pelo núcleo fundamental de personagens na Munique dos anos 60, narrado em Heimat II, dificilmente esqueceremos. A raiz popular, o destino individual dos protagonistas, os seus amores, a amizade e a música que os une, as suas esperanças e decepções, as ilusões, a separação dos caminhos inicialmente comuns, todos estes factores compõem a matriz, a estrutura ficcional, desta série fabulosa. Parece uma telenovela? Talvez. Mas a estilização e a pertinência dos planos, trabalhados por quem rejeita que a sua importância seja medida ao minuto, o sentido estético, a ambição artística, a profundidade temática – que só raríssimas das melhores séries norte-americanas conseguem alcançar -, a inteligência e o cuidado formal revelados no uso dos materiais fílmicos, escapam notavelmente ao conformismo estético e à banalidade narrativa comuns às telenovelas.

 

 

Recordamo-nos que Heimat II passou na RTP2, no início dos anos 90 (Heimat I também fora exibida no canal público), mas, agora, quem teria coragem para incluir esta série na sua programação? A terceira parte, pelo menos, porque nunca foi apresentada. Infelizmente, os canais privados estupidificam quem os procura com a mediocridade generalizada dos seus programas, onde vence a humilhação pessoal e a divulgação da vida íntima das pessoas. Resta o segundo canal da televisão pública (ou, talvez, a RTP Memória…), mas este tornou-se numa autêntica manta de retalhos. Não há uma divulgação cultural minimamente reflectida. Não assistimos a uma organização temática sobre cinema, documentários, teatro, ópera, ballet, música clássica ou popular, política ou literatura. Assim, como facilmente se percebe, dificilmente voltaremos a ter na sua programação uma série como Heimat.

publicado por adignidadedadiferenca às 20:07 link do post
08 de Setembro de 2011

 

 

«Gostaria de alargar a consciência das pessoas quanto ao tremendo período de tempo que temos pela frente – para o nosso planeta e para a própria vida. A maior parte das pessoas instruídas tem consciência de que somos o resultado de quase quatro biliões de anos da selecção de Darwin, mas muitos têm tendência a pensar que somos de algum modo o culminar da evolução. O nosso Sol, porém, ainda não chegou a metade do seu período de vida. Não serão os humanos que verão a morte do Sol, daqui a seis biliões de anos. As criaturas que existirão nessa altura serão tão diferentes de nós como nós somos das bactérias ou das amibas.»

Martin Rees, astrónomo e professor de Cosmologia e Astrofísica (Cambridge).

publicado por adignidadedadiferenca às 19:59 link do post
08 de Setembro de 2011

 

 

«Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque constituem uma forma de tentarmos descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser defendidas com boas razões e outras com razões menos boas. No entanto, não sabemos na maioria das vezes quais são as melhores conclusões. Precisamos, por isso, de apresentar argumentos para sustentar diferentes conclusões e, depois, avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e activistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para produzir carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, é injustificado e imoral. Será que têm razão? Não podemos decidir consultando os nossos preconceitos. Estão envolvidas muitas questões. Por exemplo, temos obrigações morais para com outras espécies ou o sofrimento humano é o único realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos vivem até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou será irrelevante, tendo em conta que alguns não vegetarianos também vivem até idades muito avançadas? (É melhor perguntarmos se há uma percentagem mais elevada de vegetarianos que vivem até idades avançadas.) Terão as pessoas mais saudáveis tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser apreciadas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias. Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão baseada em boas razões, os argumentos são a forma pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados suficientes para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido de que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada.»

Anthony Weston, A Arte de Argumentar, Tradução de Desidério Murcho.

publicado por adignidadedadiferenca às 19:41 link do post
05 de Setembro de 2011

 Litlle Things (2005), Hanne Hukkelberg

 

 

 

Hanne Hukkelberg é um dos casos mais criativos e fascinantes da música popular contemporânea. Oriunda do norte da Europa, mais exactamente da Noruega, Hukkelberg reporta para a sua música – como testemunham os assombrosos Little Things (2005), Rykestrasse 68 (2007) e Blood From a Stone (2009) – o ar que ali se respira, as paisagens gélidas e o clima muito peculiar daquela região. Mas só isso explica muito pouco; alimentando-se de um precioso e elástico canibalismo sonoro, a singer-songwriter nórdica digere prolongadamente todos os componentes orgânicos e transforma-os prodigiosamente num corpo musical novo, genuíno, único e irrepetível. Rebuçados de jazz nocturno sinuoso com aroma de mentol embrulhados em partituras para crianças, pequenos devaneios instrumentais líquidos preparados em celofane, uma voz infantil docemente pecaminosa, esboços rítmicos e harmónicos ficcionados no laboratório, desenhos melódicos em câmara lenta divulgados sílaba a sílaba, ou subtis micro rupturas dissonantes na escultura sonora; todos estes elementos contribuem decisivamente para a formação desse portentoso e riquíssimo opus iluminado, intitulado Little Things (que outro título poderia ser mais apropriado?), que serviu para apresentar a sua autora ao mundo. E se àqueles microrganismos acrescentarmos as avarias das coordenadas no cruzamento de dados, as lesões profundas nas articulações do classicismo pop ou uma visão tridimensional da substância musical, ficamos com uma ideia precisa da matéria que compõe este disco extraordinário, raro e belíssimo, mantido milagrosamente em segredo até hoje, e que só está ao alcance dos ouvidos que sabem escutar o silêncio destas pequenas coisas que escapam ao mediano, ruidoso e limitado mainstream musical.

 

Cast Anchor 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:50 link do post
04 de Setembro de 2011

 

 

Eis uma pequena pérola, entre tantos outros belíssimos exemplos, do magnífico Nada a Temer, de Julian Barnes, autêntico e surpreendente manual de sobrevivência, a propósito do qual já aqui elogiámos merecidamente a ironia, a inteligência, a elegância e o modo descomplexado como nos ajuda a reflectir sobre a morte, através da meditação filosófica, religiosa ou literária:

Flaubert perguntou «É esplêndido ou é estúpido levar a vida a sério?» E disse que devíamos ter «a religião do desespero», ser «iguais ao nosso destino, isto é, impassíveis como ele». Ele sabia o que pensava sobre a morte: «O eu sobrevive? Dizer que sim parece-me um mero reflexo da nossa presunção e do nosso orgulho, um protesto contra a ordem eterna! A morte não deve ter mais segredos para nos revelar senão a vida.» Mas, mesmo não confiando nas religiões, sentia uma ternura pelo impulso espiritual e desconfiava do ateísmo militante. «Cada dogma em particular repugna-me», escreveu. «Mas considero que o sentimento que os engendrou é a expressão de humanidade mais natural e poética. Não gosto dos filósofos que o rejeitaram como disparate e intrujice. O que eu encontro nele é necessidade e instinto. Por isso respeito o homem negro que beija o fetiche e o católico que ajoelha ante o Sagrado Coração.»

publicado por adignidadedadiferenca às 14:17 link do post
02 de Setembro de 2011

 

As últimas semanas serviram para recolocar a polémica da cobrança de impostos na ordem do dia. A tributação sobre as grandes fortunas ou o regresso do antigo Imposto Sucessório, a incidir sobre as heranças e as doações, serviram para neste país as diferentes partes na contenda se digladiarem e se ofenderam mais uma vez. Regressou a velha máxima «os ricos que paguem a crise», os mais abastados quase nos convenceram que nunca foram ricos mas apenas trabalhadores, e que a sua preocupação (altruísta) sempre foi apenas a de criar emprego e essa coisa da riqueza veio por acréscimo e até é, no fundo, uma grande chatice. Mas tornamos a insistir na mesma tecla: o que não ficaria mal seria ricos, menos ricos, pobres ou remediados evitarem esta tendência vergonhosa para a ofensa, o insulto e o desprezo mútuos numa clara demonstração de como não aprenderam a viver em sociedade e não percebem a importância que ambos têm numa comunidade. Precisa-se de mais seriedade. Também não nos parece absolutamente necessária a criação de um imposto que incida sobre as maiores fortunas para tornar o nosso sistema fiscal mais justo e equilibrado, parece-nos suficiente que se equacione e reajuste os impostos já existentes, sobretudo na disparidade existente entre as taxas aplicadas aos rendimentos sobre o trabalho e aos rendimentos de capitais, e que se medite sobre as diferentes concepções de incrementos patrimoniais; reconhecemos, no entanto, que este não é um problema exclusivo deste governo, dada a sua dimensão universal, a qual resulta da própria natureza do sistema capitalista. A tributação sobre as heranças não deixa de ser um problema igualmente complexo.

 

 

O facto de discordarmos do arco de razões apresentado pelo CDS – que escusava, porém, de recorrer às velhas frases de efeito fácil: já não há pachorra, por exemplo, para a pequena pérola «a morte não pode ser um facto tributário» – não nos impede de reconhecer que o mesmo assenta numa ideia muito própria de família que o partido procura defender, entendendo, por força desse raciocínio, que os bens herdados não devem ser tributados por essa transmissão, dado que aqueles permanecem na mesma esfera jurídica (a da família) e já foram sujeitos a tributação anteriormente. Defendemos ainda assim, apesar da consistência daqueles argumentos, que será algo injusto alguém receber gratuitamente determinado património sem que daí resulte qualquer contribuição tributária adicional correspondente àquele acréscimo. Mais preocupante, apesar de algumas medidas acertadas e da natural e saudável atenção dada à despesa pública, a qual tem obviamente que estancar, julgamos ser a ausência de respostas para o agravamento das condições de vida dos desempregados – os dispensados dos organismos do Estado e os despedidos das empresas particulares. Facilitam-se os despedimentos para dar emprego aos jovens e dispensam-se os funcionários públicos para reduzir o défice. O governo só conta metade da história e a situação precária em que ficam estes novos desmobilizados não parece incomodá-lo, dado que revela uma angustiante inércia e não procura, aparentemente, uma solução. Contra o que nos diz a História sobre o acréscimo das desigualdades sociais resultantes do neo-liberalismo, a ingenuidade do nosso primeiro-ministro acredita cegamente nas suas virtudes doutrinárias para combater a crise e julga que o resto se faz com a humilhante caridadezinha (à qual seria preferível mil vezes o princípio da universalidade dos serviços do Estado). Por outro lado, a generosidade do Estado social excessivamente paternalista levou-nos a um beco (quase) sem saída, designadamente por causa do crescendo incontrolável do défice público. Não haverá forma de encontrar um ponto de equilíbrio?

publicado por adignidadedadiferenca às 19:39 link do post
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