a dignidade da diferença
14 de Maio de 2008

Porque se chama asssim o meu blog

 

A dignidade da diferença, como evitar o choque das civilizações (editado pela Gradiva em Maio de 2006) - Jonathan Sacks

 

 

 

 

A propósito de uma polémica surgida aqui deixei a promessa de aconselhar o livro onde fui (literalmente) roubar o título para o meu blog.

 

Trata-se de um livro soberbo, cuja matéria de que trata muitos irão considerar demasiado utópica e, por isso, irrealizável, mas que me marcou pessoalmente e, embora não sinta necessidade de acreditar na existência de Deus para dar um sentido à minha vida, ainda hoje, me deixou marcas profundas.

 

Escrito pelo filósofo e teólogo Jonathan Sacks - que é também Rabino-Chefe das Congregações Hebraicas Unidas do Commonwealth, é o exemplo mais esperançoso que encontrei até hoje para a possibilidade de uma vida comum entre diferentes civilizações, principalmente pela resposta que o autor pretende dar ao perigo real para a humanidade que consiste em autênticos actos de terror, motivados, principalmente, pela religião.

 

E para fazer a síntese, nada melhor que utilizar as palavras do autor que surgem na contracapa da edição portuguesa:

 

 

 

 

«O maior antídoto para a violência é o diálogo: deixar falar os nossos medos, escutar os medos dos outros e, nessa partilha de vulnerabilidades, descobrir a génese da esperança.

Será que sabemos ouvir a voz de Deus numa voz, sensibilidade e cultura que não as nossas? Será que sabemos ver a presença de Deus no rosto de um estrangeiro?

A diferença não limita: alarga a esfera das possibilidades humanas... Só quando nos dermos conta do perigo que é desejar que todos sejam iguais - a mesma fé, por um lado, e o mesmo McWorld, por outro - poderemos evitar o choque das civilizações resultante de um sentimento de ameaça e medo. Aprenderemos a viver com a diversidade quando compreendermos que a dignidade da diferença é uma dádiva de Deus que enaltece o mundo.»

 

Dispensando a presença de Deus, acredito que possamos aprender a viver com a diversidade se compreendermos que a dignidade da diferença pode ser uma dádiva dos homens.

 

Mais um guia a seguir para o tempo que ainda me resta viver.

Boa noite!

Encontrei este endereço no maldito site Olhares.com
A curiosidade trouxe-me ao seu blogue. Sou atéia desde o berço, mas tenho uma paixão pela Histórias Das Religiões. Conheço bem, sobretudo, as abraâmicas, mas, também, das ditas primitivas.

Abraço,

Violeta teixeira
Violeta Teixeira a 21 de Março de 2009 às 01:52
Também sou ateu, mas isso não me impede de sentir imensa curiosidade pela religiões e procurar compreender o seu âmago. Abraço.
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