a dignidade da diferença
23 de Julho de 2014

 

 

Notícia de hoje do jornal i: «Dívida portuguesa continua a distanciar-se da média da Europa. Em 2013, a dívida pública portuguesa correspondia a 127% do PIB. Em 2014, a dívida atinge os 132% do PIB». Chegou porventura a altura de reconhecer o fracasso desta política de austeridade. Por mais radiografias e electrocardiogramas que façam, os nossos governantes não conseguem encontrar uma solução nem um ponto de equilíbrio que permita ao Estado ser menos gastador e, simultaneamente, o crescimento económico. Infelizmente, como vimos pelos exemplos passados, a dívida pública tem crescido sempre, haja ou não austeridade. Não obstante se tratar de um inquestionável lugar-comum, não será cada vez mais urgente renegociar/reestruturar responsavelmente a dívida pública com os credores? Mas isto apenas para começar. Porque depois falta resolver alguns dos problemas mais inquietantes que atingem a sociedade contemporânea. Como aumentar, por exemplo, o emprego num sector laboral que, por força da evolução tecnológica, prescinde sucessivamente de um número crescente de trabalhadores? Ou como tornar a economia competitiva, sem empobrecer os cidadãos, quando esta tem de concorrer num mundo globalizado no qual a mão-de-obra maioritária é contratada em condições muito próximas do limiar da escravidão? Já sem falar noutras questões, sobretudo as culturais e educacionais. Os seus resultados serão menos imediatos, mas continuam a ter uma importância vital para lutar contra o subdesenvolvimento num futuro mais longínquo. É que o abismo é já ali…

publicado por adignidadedadiferenca às 16:32 link do post
20 de Julho de 2014

 

 

Estreia esta semana The Immigrant - retrato de uma imigrante polaca que desembarca na Nova Iorque dos anos 20 do século XX, consumida por uma realidade bem longe do sonho americano que nos quiseram impingir -, o último e extraordinário filme do mais fascinante cineasta norte-americano da actualidade, James Gray. O filme revela as características já conhecidas do universo do autor - as personagens perturbadas, atormentadas e desesperadas, a exploração de um conceito muito peculiar de família - devidamente enquadradas por uma visão poética e emocional que, neste filme, atinge o cume do dramatismo, da culpa e da redenção. Uma visão comovente, mais contida, porventura, cujos protagonistas caminham, progressiva e paradoxalmente, à beira da explosão. Porém, não é apenas o filme que quero destacar. James Gray, na entrevista concedida ao semanário Expresso - conduzida por Francisco Ferreira -, deixou aos seus leitores ampla matéria para reflexão. Como esta ideia, por exemplo: «Eu sempre digo isto: temos que dar ao espectador o que ele precisa, não o que ele quer, porque dar-lhe o que ele quer é ser demagógico e assinar a maior das cobardias.» Um aviso que bem podia atingir, entre outros, os ideólogos da nossa televisão pública.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 21:58 link do post
18 de Julho de 2014

 

 

«A grandeza de Camus consiste em ter unido uma ética inflexível a uma inexaurível capacidade de felicidade, de viver a fundo a vida, como um baile popular ou um dia de sol à beira-mar, até na sua tragicidade enfrentada sem rebuço, recusando qualquer moral que reprima a alegria e o desejo. Camus tem um sagrado, religioso respeito pela existência, o qual o impede de qualquer transcendência, metafísica ou política, que pretenda sacrificá-la a fins superiores. Nenhum fim justifica meios delituosos, que pervertam os fins mais nobres, como acontece nas rebeliões – O Homem Revoltado – sempre traídas pelas revoluções; nenhum amor pelas vítimas – sempre defendidas por Camus contra os carrascos – as autoriza (nem autoriza os seus defensores) a tornarem-se por sua vez carrascos. Camus viveu a fundo o niilismo e o absurdo combatendo-os sem qualquer ilusão de alcançar uma verdade e encontrando um inexorável sentido e valor no viver; mesmo se Deus não existisse, nem por isso tudo seria permitido.»

Claudio Magris, in Alfabeti – Saggi di Letteratura

publicado por adignidadedadiferenca às 11:22 link do post
10 de Julho de 2014

 

 

A estreia de Suzanne Vega, com o álbum homónimo de 1985, consiste numa combinação peculiar da estrutura elementar de uma folk nua e minimalista com a geometria, a clareza e a precisão microscópica das suas short stories, nas quais sobressai uma análise simultaneamente detalhada e concentrada da realidade. Solitude Standing e Days of Open Hand trazem a dinâmica e a energia pop para o corpo das canções. Em 1992, com o portentoso 99.9 F°- um dos raros álbuns verdadeiramente essenciais da música popular contemporânea -, Suzanne Vega, auxiliada pela produção cirúrgica de Mitchell Froom, enriquece a paleta sonora e amplia os seus horizontes musicais, coabitando no seu interior, entre outros, o universo estético de Leonard Cohen, Lou Reed, Laurie Anderson e Tom Waits. A matéria das canções estende-se e adquire uma maior nitidez e expressividade. Nine Objects of Desire evolui nesse sentido e dedica a mesma atenção ao vocabulário da canção. Songs in Red and Gray (de 2001) equilibra de forma notável a aparente contradição entre a crueza dos textos e melodias sedutoras. Em 2007, porém, a autora norte-americana dá um primeiro passo em falso com o pouco inspirado Beauty and Crime. Por sua vez, o recente e vibrante Tales From the Realm of the Queen of Pentacles recupera a vontade de experimentar textos e decompor intrincadas texturas melódicas e harmónicas, eliminando os infundados receios de esgotamento criativo determinados pelo álbum anterior. Esse último trabalho e uma actuação cheia de garra na noite fria do EDP Cool Jazz, em Oeiras - cuja tensão eléctrica encaixou naturalmente nas óptimas e concisas canções da autora norte-americana - vieram provar que ainda não escoou o seu prazo de validade.

06 de Julho de 2014

 

 

Ao citar títulos ficcionados, referências imaginárias, in-fólios e autores que nunca existiram, Borges não faz mais do que reagrupar elementos da realidade na forma de outros mundos possíveis. Ao passar, por meio do jogo de palavras e do eco, de uma língua a outra, faz girar o caleidoscópio, projecta luz sobre uma outra secção do muro. Como Emerson, que infatigavelmente cita, Borges sabe que a visão de um universo simbólico, exaustivamente entretecido, é uma alegria certa (…) Para Borges, como para os transcendentalistas, não há coisa viva ou som que não contenha uma cifra de todos os outros. Este sistema de sonhos (…) engendrou algumas das narrativas breves mais inspiradas e assombrosamente originais da literatura ocidental. «Pierre Menard», «A Biblioteca de Babel», «As Ruínas Circulares», «O Aleph», «Tlön, Uqbar, Orbis Tertius», «A Busca de Averróis» são outras tantas obras-primas lacónicas. A sua perfeição concisa, como a de um bom poema, constrói um mundo que é ao mesmo tempo fechado, com o leitor inevitavelmente dentro dele, e todavia aberto à ressonância mais ampla. Certas parábolas, não mais compridas do que uma página (…) são, ao lado das de Kafka, realizações únicas dessa forma manifestamente frágil. Se nada mais tivesse produzido além das «Ficções», Borges contar-se-ia entre os poucos sonhadores novos desde a época de Poe e Baudelaire. Tornou mais profunda – e tal é a marca de um artista verdadeiramente grande – a paisagem das nossas memórias. No entanto, apesar da sua universalidade formal e das dimensões vertiginosas do seu leque de alusões, o edifício da arte de Borges tem falhas severas. Só uma vez, no conto chamado «Emma Zunz», Borges criou uma mulher verosímil. Ao longo da sua restante obra, as mulheres são vagos objectos da fantasia ou das recordações dos homens. Mesmo entre homens, as linhas de força da imaginação de Borges são restritivamente simplificadas. A equação fundamental é a do duelo.

George Steiner, Tigres no Espelho, ensaio publicado em The New Yorker.

30 de Junho de 2014

 

 

Num mundo dependente do vil dinheiro, onde, como diria Anselm Jappe, «estamos dispostos a tudo sacrificar para apaziguar as suas cóleras», três vigaristas compulsivos - que fascinam tanto pela sua inteligência como pelo seu glamour - não olham a meios, nem os laços familiares limitam o seu comportamento agressivo, tornando o jogo viciado e demasiado perigoso. Uma realização empenhada de Stephen Frears, apoiada num óptimo argumento e nos assinaláveis desempenhos de um notável trio de ases - formado por John Cusack, Annette Bening e Anjelica Huston (perturbante no papel de ave predadora) -, constrói, sob o olhar penetrante e obsessivo da câmara de filmar, uma adequada atmosfera de film noir, onde, na ausência de códigos morais, sobressai um progressivo clima de cinismo, confronto e tensão, cujo realismo brutal destrói qualquer possibilidade de sobrevivência. Vinte e quatro anos após a sua estreia, The Grifters continua a ser um filme sedutor, terrível e magnífico.

 

 

23 de Junho de 2014

 

 

«The late 60’s in Brazil produced an explosion of creativity that is still reverberating throughout the world… and Os Mutantes (The Mutants) were the most outrageous band of that period. Their creative cannibalism produced psychedelic gems unlike anything else, and they sound as relevant today as anything happening anywhere. They were exactly what their name implies – a mutant genetic recombination of elements of John Cage, The Beatles, and bossa nova. A creature that was too strange and beautiful to live for very long, but too strong to ever fade away. It lives again. Be prepared.»

David Byrne

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:24 link do post
19 de Junho de 2014

 

 

Em 1967, quando a Bossa Nova já dava alguns sinais de desgaste e cristalização, a música brasileira voltou a sintonizar-se com a modernidade e a ocupar o centro das atenções, ganhando nova importância à escala mundial. Com o Tropicalismo, um dos mais míticos movimentos culturais no campo das artes - sobretudo na música e no cinema -, aconteceu uma nova e vibrante revolução estética cujo plano de actividades girava em torno da ideia «act local, think global». Tropicália, o mais recente documentário de Marcelo Machado, aborda os acontecimentos mais marcantes daquele movimento, conduzindo-nos aos sons e às imagens da época, numa montagem feliz de depoimentos dos seus protagonistas intercalados com imagens de arquivo praticamente inéditas. O autor apresenta-nos o interior de uma imparável encenação artística, na qual evolui toda a dinâmica do movimento e, sem esquecer o talento e o papel fundamental de Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão ou Tom Zé, sobressai o génio criativo de Caetano Veloso, dos Mutantes e de Rogério Duprat, criadores e encenadores de um glorioso canibalismo musical, onde, vítimas do seu apetite devorador, cabiam todas as músicas do mundo, magnificamente equilibradas num trapézio de sons subversivos, guitarras eléctricas, acordes dissonantes e orquestrações vanguardistas.

 

11 de Junho de 2014

 

 

No plano das relações dos poderes públicos entre si, princípio fundamental da Democracia e do Estado de Direito é o da divisão de poderes. Como defendia Montesquieu, nos primórdios da teorização da separação de poderes, para se defender a liberdade contra o abuso do poder era necessário encontrar um travão que tornasse este abuso impossível. Concluiu o autor de L’Esprit de Lois que a única forma de limitar o poder é pelo poder. Para que tal acontecesse, era preciso partilhar e atribuir diversas funções a diferentes titulares que as exercessem equilibrada e simultaneamente. A ideia base consistia em organizar o Estado em três vectores, nos quais se distinguiam três poderes: o legislativo, o executivo e o judicial. Ao Poder Judicial competia exercer um certo controlo sobre os Poderes Legislativo e Executivo, impossibilitando-os, tanto quanto possível, de lesar os direitos fundamentais dos cidadãos. Esta ideia evoluiu com a transição do Estado Liberal para o Estado Social de Direito, não se caracterizando actualmente aquele princípio por uma separação (rígida) de poderes, pois foi-se verificando progressivamente uma divisão de poderes. Ou seja, cada função pode ser distribuída por vários órgãos do poder político, não competindo a nenhum deles em exclusivo uma determinada função. Quanto ao seu núcleo essencial, seguindo a doutrina da Comissão Constitucional, este princípio assenta em duas linhas gerais: «por um lado, a função legislativa é atribuída, em princípio, ao Parlamento, a função executiva ao Governo, a função judicial aos Tribunais; por outro lado, os órgãos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário controlam-se e limitam-se mutuamente de modo a atenuar o poder do Estado e proteger a liberdade dos cidadãos. A Constituição da República Portuguesa estabelece o princípio da separação e da interdependência dos órgãos de soberania e o da divisão das suas competências». Fazer o que o nosso primeiro-ministro fez, depois do Tribunal Constitucional ter chumbado várias das medidas orçamentais, confundindo claramente os poderes que lhe foram atribuídos, para além de descabido, traduz-se num comportamento que viola claramente este princípio estrutural e constitutivo do Estado Constitucional, fundamental ainda hoje para sustentar o Estado de Direito e a Democracia. E sobre esta conduta polémica, infelizmente, o nosso Presidente disse nada…

04 de Junho de 2014

 

 

«Já sabemos que não vivemos num mundo sem sentido. As leis da física fazem sentido: o mundo é explicável. Existem níveis de emergência mais elevados e níveis mais elevados de explicação. Temos acesso a profundas abstracções na matemática, na moral e na estética. São possíveis ideias de um alcance tremendo. Mas há ainda muito no mundo que não faz sentido e não fará até sermos nós a fazê-lo. A morte não faz sentido. A estagnação não faz sentido. Uma bolha de sentido no seio de uma insensatez infindável não faz sentido. Se o mundo faz efectivamente sentido, em última análise, dependerá do modo como as pessoas – os nossos semelhantes – escolherem pensar e agir. Muitas pessoas têm aversão ao infinito sob várias formas. Mas há coisas que não podemos escolher. Há só uma maneira de pensar que é capaz de propiciar o progresso, ou a sobrevivência, a longo prazo, e esse caminho é a busca de boas explicações através da criatividade e da crítica. Não há, portanto, uma terceira via entre finito e infinito. O que nos separa no horizonte é sempre o infinito. Tudo o que podemos escolher é se é um infinito de ignorância ou de conhecimento, de certo ou errado, de morte e de vida.»

David Deutsch, The Beginning of Infinity – Explanations that Transform the World

27 de Maio de 2014

 

 

Enquanto a Europa se vai definhando com a ausência de soluções para a crise, cresce de forma imponente a influência da China no plano económico e geopolítico a nível mundial. Aquilo que parecia, aos nossos olhos, uma presença relevante mas distante manifesta-se subitamente como uma verdadeira potência, contribuindo decisivamente para a transformação do mundo contemporâneo. As modificações no consumo e as múltiplas convulsões económicas, a concorrência no mercado de trabalho, o desequilíbrio ambiental ou a variação do preço dos combustíveis, foram moldados, em certa e cada vez maior medida, pelo peso da industrialização na China, o mais poderoso entre os países emergentes. O premiado jornalista James Kynge acredita que essa ascenção partiu de dentro. Explica e descreve como nasceu e foi crescendo historicamente, na nação mais populosa do mundo, um apetite voraz, inesperado e descontrolado pelo poder, mas chama também a atenção para as suas fraquezas e contradições internas. E não se esquece, por fim, de sublinhar a importância da possível e provavelmente irresolúvel incompatibilidade entre um mundo ocidental estruturalmente estabilizado e um país que, nos seus credos e pela sua natureza intrínseca, contrasta sobejamente com aquele. É o que sobressai do trabalho de investigação que publicou em 2006, o magnífico, fascinante e instrutivo China Shakes the World – The Rise of a Hungry Nation, editado comercialmente no nosso país pela Bizâncio, com o título A China Abala o Mundo – Ascensão de uma Nação Ávida.

publicado por adignidadedadiferenca às 19:48 link do post
20 de Maio de 2014

 

 

Dan Ballard (interpretado por John Payne) goza de prestígio, consideração e estima junto da população da pequena cidade que o recebeu e onde vive. Eis quando quatro forasteiros, liderados por um suposto agente de autoridade (um notável desempenho de Dan Duryea) chegam à cidade que se prepara para celebrar o casamento de Ballard com a filha do homem mais rico da cidade, acusam Ballard de roubo e homicídio e trazem consigo o respectivo mandado de captura. No decorrer da acção, Ballard tenta desesperadamente provar a sua inocência enquanto os habitantes lhe viram as costas e organizam uma milícia popular para ajudar os forasteiros na sua captura. Estamos, em suma, perante a história de um homem acusado de homicídio, por um grupo de falsos agentes da autoridade, que perde imediatamente a confiança dos seus amigos mais chegados. Realizado no ano (1954) em que foi extinta a tristemente célebre Comissão das Actividades Anti-Americanas, Silver Lode explora com habilidade e eficácia o espaço físico de uma cidade, criando situações de grande tensão num ambiente de suspeição e violência, onde prevalece a inconstância da opinião pública, os seus preconceitos e a sua intolerância. No entanto, como só acontece com os grandes cineastas, esse clima de suspeita e tensão dramática deve-se mais ao estilo do seu autor, o cineasta Allan Dwan (um dos pioneiros do cinema em geral e do cinema norte-americano em particular), do que ao argumento, e é o primeiro que verdadeiramente importa. Por exemplo, só a forma como o autor filma em profundidade de campo, destacando uma multiplicidade de situações onde as personagens se observam mutuamente, consegue transmitir a ideia que o filme nos deixa de um protagonista acossado e sujeito a uma vigilância e perseguição permanentes. Ultrapassada há muito a fase da aprendizagem, o estilo de Dwan, que se encontra por esta altura na plena posse do respectivo talento, evoluiu para uma rigorosa depuração, cortando tudo aquilo que não interessa à narrativa, rejeitando quaisquer exibicionismos ou maneirismos. Aos complicados e excessivos movimentos de câmara prefere os planos fixos ou a utilização de travellings quando se destinam a acompanhar as personagens em movimento.  Em suma, é essa encenação, suportada por esse modo simples, inventivo e elegante de enquadrar, associado à arquitectura dos planos, à iluminação, à concisão dos diálogos ou à densidade e complexidade das personagens, que configura a diversidade da acção, ampliada pelo crescente conflito físico e de ideias. Um filme magnífico e perturbante, cujo herói, desesperado depois de atravessar a cidade em vão numa corrida de quatro quarteirões, apenas conseguiu livrar da condenação a que estava votado com a ajuda de informação manipulada que só mais tarde se soube ser verdadeira. É assim tão evidente que os fins nunca justificam os meios?

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:36 link do post
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