a dignidade da diferença
24 de Junho de 2015

 

lágrimas e suspiras.jpg

 

Lágrimas e Suspiros (1973), um dos filmes centrais do cinema moderno, é uma das obras mais complexas do sueco Ingmar Bergman, bem como um dos seus êxitos mais inesperados. François Truffaut citava-o como sumo exemplo do filme que, embora apresentasse todas as características do filme maldito, alcançou um êxito mundial. Na sua génese está a lenta agonia de Agnes, uma mulher moribunda, torturada por um cancro, que, ajudada pelas suas irmãs, Karin e Maria, convive num ambiente mesquinho de ciúme, manipulação e egoísmo. Ou seja, tudo aquilo que o público geralmente recusa ver. O crítico e cineasta francês – como acaba de certificar a recente reedição do clássico Os Filmes da Minha Vida - entendia que, no caso de Lágrimas e Suspiros, «a perfeição formal do filme, e sobretudo a utilização da cor vermelha no cenário da casa, constituíram o elemento exaltante, ouso até dizer o elemento de prazer, graças ao qual o público sentiu imediatamente que estava perante uma obra-prima, decidindo vê-la com uma cumplicidade artística e uma admiração que equilibraram e compensaram o efeito traumático das lágrimas e dos suspiros da agonia de Harriet Andersson». A observação de Truffaut sobre este filme que possui uma capacidade rara para filmar o interior da alma parece-me ainda hoje uma óptima explicação para quem procura no cinema algo mais do que puro entretenimento.

17 de Junho de 2015

 

fury.jpg

 

Fury (1936), alinhado, juntamente com You Only Live Once e You and Me, na trilogia social de Fritz Lang, produzida nos thirties, descreve a história do linchamento de Joe, injustamente acusado de um rapto. Conseguindo sobreviver ao incêndio da prisão onde se encontrava detido, Joe, obstinado pela sede de vingança, esconde de todos que escapou com vida, organizando em segredo um método para acusar de tentativa de linchamento, e à consequente condenação, os cidadãos responsáveis pelo sucedido. Poder-se-á afirmar que se trata, em suma, do testemunho da democracia no conflito da lei com a força colectiva. Samuel Fuller, experiente cineasta nesta matéria, não gostava muito do filme de Lang. Comparando-o com outro filme (notável) sobre vítimas de linchamento popular - Ox-Bow Incident (1941), de William Wellman, que narra a história do enforcamento de três homens inocentes -, considerava que Fury perdia para o filme de Wellman por não mostrar relações honestas e humanas. Fuller não compreendia que um grupo de pessoas que julgaram ter morto um culpado pudessem chorar, justificar-se e ter medo quando se apercebem que a vítima está viva. Em Ox-Bow Incident, pelo contrário, as relações são bem mais verdadeiras (os carrascos bebem e esquecem os inocentes enforcados). A película de Wellman seria o exemplo de um filme adulto, Fury o filme hollywoodiano por excelência. O segundo canal da RTP exibiu a fita no último sábado, oferecendo uma boa oportunidade de reavaliação. Estarei por conseguinte em condições de afirmar que não consigo concordar com Samuel Fuller e advogo ainda hoje que Fury será um dos mais poderosos e vertiginosos trabalhos sobre o modo como pacíficos e disciplinados cidadãos se transfiguram numa odiosa multidão, detentora de uma obstinada sede de justiça. Esta ideia sai reforçada por essa admirável mise-en-scène que vai deixando sinais bem ilustrativos de uma profunda insanidade, atestada na vertigem dos destinos individuais e colectivos, onde se perde a lucidez e se desafiam os valores morais. Também terá escapado a Fuller que Fury será uma das obras mais sombrias e atormentadas de Lang, pois não existe nada que distinga a vingança cruel de Joe da irracionalidade e da fúria justiceira dos seus linchadores. Apesar de terem sobrevivido à tempestade, Joe e a sua mulher Katherine são, no final da história, pessoas completamente diferentes. Perderam a capacidade de acreditar nos outros. Nesse delírio e nesse destino devastadores, foi-se destruindo a sua fé na justiça das sociedades humanas. Fury, um filme hollywoodiano?

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:23 link do post
07 de Junho de 2015

 

voltaire.jpg

 

«Não é preciso uma grande arte, uma eloquência muito rebuscada, para demonstrar que os cristãos se devem tolerar mutuamente. Vou mais longe: digo-vos que é preciso encarar todos os homens como nossos irmãos. O quê! Meu irmão, o turco? Meu irmão, o chinês? O judeu? O siamês? Sim, sem hesitação; não somos todos nós filhos do mesmo pai, e criaturas do mesmo Deus? Mas esses povos desprezam-nos; consideram-nos idólatras! Pois bem! Dir-lhes-ei que estão muitíssimo enganados. Tenho a impressão de que seria capaz de espantar a orgulhosa teimosa de um imã ou de um monge budista, se eu lhes falasse mais ou menos neste tom: “Este pequeno globo, que não é mais do que um ponto, rola no espaço, assim como todos os outros globos; nós andamos perdidos nessa imensidade. O homem, medindo à volta de cinco pés, pesa seguramente pouco na criação. Um desses seres minúsculos, algures na Arábia ou na Cafraria, diz a algum dos seus vizinhos: Prestem-me atenção, porque o Deus de todos os mundos me iluminou; vivem sobre esta terra, novecentos milhões de formiguinhas como nós, mas o meu formigueiro é o único de que Deus gosta; por todos os outros ele só sente nojo, por toda a eternidade; só o meu formigueiro será feliz, e todos os restantes conhecerão para sempre o infortúnio”. Eles interromper-me-iam e perguntar-me-iam quem foi o louco que afirma uma asneira dessas. Eu seria obrigado a responder-lhes: “Fostes vós próprios.”

Voltaire, Tratado Sobre a Tolerância – Por Ocasião da Morte de Jean Calais 

01 de Junho de 2015

 

camané.jpg

 

Para Camané, como o próprio afirmou há dias à Blitz, o fado (ou a canção) é uma coisa séria. Daqui se retira que o seu espaço musical não é, positivamente, povoado de cantiguinhas. Conduzindo a máxima depuração sonora à máxima expressividade, o rigor interpretativo de Camané assimilou progressivamente a composição teatral de José Mário Branco - um dos maiores estetas da música portuguesa contemporânea – entrelaçando textos e melodias, numa escrita simultaneamente fina e austera, ampliando a riqueza e o significado das palavras de alguns dos maiores poetas e escritores de língua portuguesa. Não obstante a dificuldade em destacar temas num disco que prima pela sua unidade e pelo princípio de que «todo o cuidado é pouco», sobressai, ainda assim, o quase-murmúrio de Triste Sorte, o notável e delicioso swing de Ai Miriam, a gravidade de Chega-se a Este Ponto, a sedução de Quatro Facas ou a tocante solidão de Aqui Está-se Sossegado. A voz de Camané, como muito bem ilustra o documentário que acompanha o disco, vem «de dentro» e renova-se a cada instante, serena, vibrante. Não abdicando da acuidade melódica da viola de Carlos Manuel Proença, do fraseado e do inacreditável som da guitarra portuguesa de José Manuel Neto, ou da presença tão discreta quanto essencial de Carlos Bica - sublime trio de instrumentistas que o acompanha meticulosamente -, Camané atingiu, no seu mais recente álbum de originais, Infinito Presente, o cume da sua arte da contenção, configurando-se como brilhante contraponto aos excessivos malabarismos vocais que por aí habitam.

 

 

24 de Maio de 2015

 

atul.jpg

 

«As possibilidades científicas modernas alteraram profundamente o curso da vida humana. As pessoas vivem mais e melhor do que em qualquer outro período da História. Mas os avanços científicos transformaram os processos de envelhecer e morrer em experiências médicas, questões a serem geridas por profissionais de saúde. E nós, no meio médico, demos assustadoramente provas de não estarmos preparados para isso. Esta realidade tem estado, em grande parte, escondida, uma vez que as fases finais da vida são cada vez menos familiares para as pessoas. (…) A morte, como é óbvio, não é um fracasso. A morte é normal. A morte pode ser o inimigo, mas é também a ordem natural das coisas. (…) Não é preciso passar muito tempo com pessoas idosas ou doentes em fase terminal para ter a noção da quantidade de vezes que a Medicina não consegue socorrer as pessoas que supostamente deveria ajudar. Os derradeiros dias da nossa vida são ocupados com tratamentos que nos baralham o cérebro e sugam o nosso corpo até ao tutano, em busca de uma ínfima hipótese de obter um resultado benéfico. São passados em instituições – casas de repouso e unidades de Cuidados Intensivos -, onde rotinas rígidas e impessoais nos afastam de todas as coisas que são importantes para nós na vida. A nossa relutância em analisar honestamente a experiência do envelhecimento e morte agravou o mal que infligimos às pessoas e negou-lhes os confortos básicos de que mais necessitam. (…) Há quem ficará assustado com a ideia de um médico escrever sobre a inevitabilidade do declínio e morte. Para muitas pessoas, este tipo de conversa, por mais cuidado que se tenha a enquadrá-la, evoca o espectro de uma sociedade a preparar-se para sacrificar os seus doentes e velhos. Mas, e se (…) já estiverem a ser sacrificados, já forem vítimas da nossa recusa em aceitar a inexorabilidade do ciclo da vida?»

Atul Gawande, Introdução a Being Mortal.

17 de Maio de 2015

 

LOGICOMIX.JPG

 

A pretexto do combate que filósofos e matemáticos travaram, durante a primeira metade do século XX, em busca do fundamento lógico de toda a matemática, Logicomix , cujos conceito e história são da autoria de Apostolos Doxiadis e Christos H. Papadimitriou, ficciona fielmente a vida e o cruzamento de Bertrand Russell com uma série de intelectuais e pensadores que debateram semelhantes questões filosóficas, numa intrincada, fascinante, dinâmica e admirável estrutura narrativa - composta por diversos níveis de construção que, como referiu Jorge Buescu, entrelaçam subtilmente entre si e as ideias que procuram transmitir -, expondo, de forma rigorosa, desenvolta e surpreendentemente acessível no seu conteúdo, os elementos básicos de grandes formulações teóricas da matemática e da filosofia moderna, tais como os algoritmos, os axiomas, o cálculo de predicados, os fundamentos da matemática, a lógica, o paradoxo de Russell, a teoria da incompletude ou a teoria dos conjuntos, entre outras, configurando um exemplo superior de um género específico de banda desenhada: a novela gráfica, concebida, neste caso, como uma inesgotável fonte de conhecimento.

 

publicado por adignidadedadiferenca às 21:08 link do post
10 de Maio de 2015

joao cabral de melo neto~1.jpg

 

Folheada, a folha de um livro retoma

o lânguido e vegetal da folha folha,

e um livro se folheia ou se desfolha

como sob o vento a árvore que o doa;

folheada, a folha de um livro repete

fricativas e labiais de ventos antigos,

e nada finge vento em folha de árvore

melhor do que vento em folha de livro.

Todavia a folha, na árvore do livro,

mais do que imita o vento, profere-o:

a palavra nela urge a voz, que é vento,

ou ventania varrendo o podre a zero.

 

Silencioso: quer fechado ou aberto,

inclusive o que grita dentro; anônimo:

só expõe o lombo, posto na estante,

que apaga em pardo todos os lombos;

modesto: só se abre se alguém o abre,

e tanto o oposto do quadro na parede,

aberto a vida toda, quanto da música,

viva apenas enquanto voam suas redes.

Mas apesar disso e apesar de paciente

(deixa-se ler onde queiram), severo:

exige que lhe extraiam, o interroguem;

e jamais exala: fechado, mesmo aberto.

João Cabral de Melo Neto, A Educação Pela Pedra

 

03 de Maio de 2015

phoenix 2.jpg

 

Nelly é uma sobrevivente desfigurada dos campos de extermínio nazis. No pós-guerra, após se sujeitar a uma operação de reconstituição facial que a tornou irreconhecível, regressa a Berlim para encontrar o marido, que, crê-se, a terá traído denunciando-a aos nazis. Quando o localiza, este, não a reconhecendo, propõe-lhe que finja quem realmente é para conseguir a sua herança, procurando tirar proveito daquela que, embora não o saiba, é a própria mulher. Resgatando o legado do cinema clássico americano sob a variação do tema da mulher que se transforma no seu duplo (a presença central de Vertigo, de Hitchcock, mas não só), Christian Petzold, num estilo cada vez mais contido, subtil e depurado, constrói um portentoso e amargo edifício estético que abala qualquer crença no mito da reabilitação súbita da Alemanha do período pós-segunda guerra mundial - regeneração que lhe permitiu renascer das cinzas e tornar-se o principal motor da Europa -, configurando um conjunto de personagens que representa uma prolongada anestesia, um vazio moral e um esquecimento mecanicamente acolhidos. Pleno de contenção, comoção e intensidade, Phoenix, há que dizê-lo sem receio, é uma obra-prima do cinema contemporâneo.

 

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 20:43 link do post
25 de Abril de 2015

balzac.png

 

«Publicado em 1835, O Pai Goriot é um dos mais célebres romances de Balzac. Trata-se sem dúvida da expressão literária mais conseguida da estrutura das desigualdades na sociedade do século XIX, e também do papel central detido pela herança e pelo património. A trama de O Pai Goriot é límpida. Antigo operário numa fábrica de massas alimentícias, Goriot fez fortuna no negócio das massas e dos cereais durante o período revolucionário e napoleónico. Viúvo, sacrificou tudo para casar as filhas (…) com a melhor sociedade parisiense dos anos 1810-1820. Ficou apenas com o essencial para assegurar um tecto e alimentação numa pensão sórdida, onde vem a conhecer Eugène de Rastignac, um jovem nobre falido ali chegado da sua província para estudar Direito em Paris. Cheio de ambição, atormentado pela pobreza (…) tenta, graça a uma prima afastada, penetrar nos grandes salões abastados onde os aristocratas, a alta burguesia e a alta finança da Restauração convivem. (…) Depressa perderá as ilusões dando conta do cinismo de uma sociedade totalmente corrompida pelo dinheiro. Descobre com horror de que forma Goriot foi abandonado pelas filhas, que tinham vergonha do pai e que o deixaram de visitar desde que receberam a sua fortuna, de tal forma estavam preocupadas com os seus sucessos no mundo. O velhote acaba por morrer na mais sórdida miséria e solidão. Rastignac será o único a comparecer no seu enterro. (…) Subjugado pela visão das riquezas de Paris que se lhe oferecem ao longe (…) decide lançar-se à conquista da capital: (…) A sua educação sentimental e social está terminada, doravante também ele será implacável.»

Thomas Piketty, O Capital no século XXI.

12 de Abril de 2015

 

Sem abdicar da matriz folk e maioritariamente acústica, eis um belo exemplo da mais recente (e óptima) Laura Marling eléctrica. Do novíssimo Short Movie... Depois do anterior e extraordinário Once I Was An Eagle, Marling lança um disco diferente, prosseguindo uma carreira muito consistente na qual o seu talento precoce permanece (praticamente) imaculado...

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:33 link do post
29 de Março de 2015

os poetas 2.jpg

 

Rara e magnífica associação de música e poesia, Entre Nós e as Palavras, obra gravada em 1995 pelos músicos que constituem o grupo Os Poetas (alguns deles vieram dos Madredeus originais), trouxe para a luz do dia a soberania das vozes e das palavras de verdadeiros poetas: António Franco Alexandre, Al Berto, Mário Cesariny, Herberto Helder e Luísa Neto Jorge. Se provavelmente escapará a poucos que cada um dos poemas já possui naturalmente a sua dinâmica, o seu próprio ritmo, andamento, espaço ou respiração, o grupo encontra neste exercício de articulação com uma música de câmara minimalista, de bela e delicada textura, com as suas pausas e vibrações, os seus compassos, andamentos ou repetições, pretexto para aprofundar o significado das palavras, ampliar a sua dimensão, conferir uma ajustada teatralidade e intensidade, bem como partilhar com o seu semelhante as alucinações e fragilidades, o novelo de fúria e inquietação, a magia e a solidão dos poetas. Um disco único e magnífico, onde sobressai simultaneamente uma diversidade e uma unidade estilística, enriquecendo, por um lado, o vocabulário dos seus autores e evitando, por outro, que este se disperse desnecessariamente.

 

 

22 de Março de 2015

bes 2.jpg

 

Como foi amplamente noticiado na devida altura, Paulo de Morais, Vice-Presidente da Associação de Integridade e Transparência, foi convidado pela Comissão de Inquérito ao Banco Espírito Santo a apresentar as provas documentais sobre aquilo que tem afirmado a respeito dos empréstimos do BES em Angola, designadamente acerca da identificação dos beneficiários dos empréstimos de milhões do BES em Angola. Paulo Morais, contudo, como revelou o semanário Expresso, limitou-se a remeter à Assembleia da República uma lista com quinze nomes, acompanhada, a título de prova, por recortes do jornal angolano Folha 8 e pelos seus próprios comentários e convicções, divulgados em artigos de opinião e programas de televisão. Criticado pelos deputados pela «leviandade de achar que a sua opinião podia ser documentação», Paulo de Morais ripostou, aconselhando-os a contactar as pessoas que compõem a lista, avisando, porém, que «eles não falam porque está lá a família do presidente angolano e se calhar não querem afrontar as pessoas que integram essa lista…». Bem vistas as coisas, nada que surpreenda, tratando-se do autor de «Da Corrupção à Crise Que Fazer?», livro onde misturava desnecessariamente «um estilo excessivamente incendiário e acusatório, sem substância, típico de conversas corriqueiras de café, numa linguagem intencionalmente polémica, o género de dieta que alimenta diariamente jornais como o Correio da Manhã - recorrendo por diversas vezes a insinuações mais ou menos vagas e genéricas, tirando daí algumas conclusões ao sabor da opinião pública, as quais na sua maioria não se afastam de meros lugares comuns ou chavões gastos, repetidos e vazios na sua essência – com algumas denúncias certeiras e eficazes de situações concretas, apontando amiúde o dedo às pessoas certas». O necessário combate à falência moral de um naco considerável dos agentes económicos e políticos deste país exige mais dos seus líderes...

publicado por adignidadedadiferenca às 20:07 link do post
Junho 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29
30
subscrever feeds
Posts mais comentados
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
Pelo tema, enquadra-se nela sem grande esforço...
Fausto n e da tetralogia. Mas dolce. Q trata do du...
Parece-me uma boa escolha. O som é bom e a qualida...
Boa noite,Este pack está agora à venda no site da ...
Já está. Não doeu nada... :-)
A BEM DA NAÇÃO !!!http://peticaopublica.com/pview....
Obrigado, vou espreitar :)
Obrigado, vou espreitar :)
Fuller, Nicholas Ray (um texto magnífico sobre um ...
A quais catálogos te referes?
Sem dúvida (quanto ao Fuller). Os textos do Antóni...
Genial cinesta o Fuller. Tenho de ler os textos do...
blogs SAPO