a dignidade da diferença
21 de Maio de 2017

 

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Axel Honneth, respeitado filósofo e sociólogo alemão contemporâneo, considerou, no seu recente Die Idee des Sozialismus (A Ideia de Socialismo, na tradução portuguesa publicada pela Edições 70), que se verifica actualmente «uma dissociação entre a indignação e qualquer orientação para o futuro, entre qualquer protesto e todas as visões de algo melhor». Com efeito, como observa o autor, «não havia tantas pessoas indignadas em simultâneo com as consequências sociais e políticas de uma economia de mercado capitalista desregulada globalmente». Segundo Honneth, essa constatação não afasta, contudo, outra: a de que essa revolta propagada parece necessitar de um sentido de orientação que a possa guiar, de uma percepção histórica para encontrar na crítica patenteada uma finalidade, um objectivo, sem os quais a crítica permanece no seu autismo. Na realidade, como ainda refere, «é como se faltasse capacidade ao desconforto generalizado de pensar para além daquilo que existe e para imaginar uma situação social mais além do capitalismo». E até hoje nunca se deu pela aludida desvinculação pois esta constitui, nas suas palavras, «uma novidade na história das sociedades modernas».

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20 de Maio de 2017

 

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Hoje, a situação mudou radicalmente. O socialismo, quando é, sequer, mencionado no contexto das teorias sociais, parece indiscutivelmente algo do passado, não se acredita que ele possa voltar alguma vez a despertar o entusiasmo das massas, nem se considera que seja adequado para apresentar alternativas inovadoras ao capitalismo actual. De um dia para outro – Max Weber esfregaria os olhos, admirado – os papéis dos dois grandes adversários do século XIX inverteram-se: o futuro parece pertencer à religião, enquanto força ética, enquanto o socialismo, pelo contrário, é visto como uma criação intelectual do passado. A convicção de que esta inversão aconteceu demasiado depressa, não podendo, portanto, constituir toda a verdade, é um dos dois motivos que me levaram a escrever este livro: quero tentar provar (…) que ainda existe uma faísca viva no socialismo, se houver determinação suficiente para libertar a sua ideia fundamental de uma estrutura de pensamento enraizada na primeira fase da industrialização, e se esta ideia for transplantada para uma teoria social, num novo enquadramento.

Alex Honneth, Die Idee des Sozialismus (A Ideia de Socialismo)

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06 de Maio de 2017

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Do género "filmes sobre filmes", "Sunset Boulevard", realizado em 1950 por Billy Wilder, é um dos mais perturbantes e cruéis filmes sobre o anunciado "come back" de antigas estrelas de cinema de Hollywood. Raramente uma obra de ficção conseguiu criar de forma tão obsessiva e poderosa o efeito do real - curioso o contraponto com a exuberante celebração do artificial de "One From the Heart", filme a que aludi há pouco -, coisa que o cinema, arte figurativa por excelência, provavelmente melhor conseguirá fazer. Talvez a razão de fundo esteja na escolha dos actores, sobretudo nos casos de Gloria Swanson e Erich Von Stroheim, bem como no modo como Wilder explora magistralmente uma mescla entre o que eles foram na vida real e o que representam no filme. Um filme ainda hoje soberbo.

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06 de Maio de 2017

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Decorado sumptuosamente nos cenários luminosos de Las Vegas, "One From the Heart", exuberante celebração do artificial, da autoria de Francis Ford Coppola e com música de Tom Waits - história agridoce de um homem e uma mulher ocasionalmente desavindos, cada qual com o seu sonho concretizado noutra mulher e noutro homem - representou, em 1982, a renovação do esgotado cinema musical, evoluindo estruturalmente entre planos em constante metamorfose, num singular registo de opereta e pantomina, nele emergindo alguns belíssimos momentos de toda a história do cinema musical, como, entre outros, o número de dança colectiva nas ruas ou a belíssima canção de Nastassja Kinski, "Little Boy Blue"..

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01 de Maio de 2017

 

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O que impede o mais recente álbum dos Dirty Projectors – regresso da banda nova-iorquina após os notáveis “Bitte Orca” e “Swing Lo Magellan” – de cair no pântano do banalizado e algo esgotado território das “torch songs” é a curiosidade e o elevado grau de insatisfação dos seus autores. Com efeito, essas curiosidade e insatisfação confere-lhes uma ampla capacidade para traduzir a linguagem nova que desponta num corpo autónomo, alimentado por fragmentos sonoros extraídos de uma enciclopédia musical, constituídos por melodias, textos, arranjos e instrumentação, daquele género muito particular que “primeiro estranha-se e depois entranha-se”: estruturalmente esquelético e dissonante, habitado, átomo a átomo, por pequenas assombrações e confissões, perspectivas oblíquas e melodias contagiosas. Tudo isso e uma singular aptidão de recriação estética que, sem desviar o olhar do presente ou do passado até, permite antever o futuro a quem os escuta…

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 17:27 link do post
29 de Abril de 2017

«Em 1897, o Congresso sionista de Basileia, dominado pela figura de Theodor Hertzl, auspiciara um retorno dos judeus da diáspora à Palestina. Este projecto foi adoptado, entre outros, por um activo e influente propagandista, o doutor Chaim Weizman, que moveu os cordelinhos junto do governo inglês (…) para obter um reconhecimento e um compromisso. (…) os fluxos migratórios durante longos tempos permaneceram bastante exíguos. (…) O sionismo que se vinha afirmando na Palestina era um movimento quase exclusivamente de origem europeia (pelo menos nestas primeiras fases) e “laico”. O factor restritamente religioso era importante, mas não decisivo; muito mais significativo era o elemento étnico, da identidade nacional judaica, ligada à terra dos antepassados. Além disso, muitos emigrantes traziam ideias socialistas e projectos de experimentação política e económica, como os kibutz, cooperativas agrícolas não muito diferentes das soviéticas. Os judeus começaram logo a disputar aos árabes a água e a terra, os dois bens primários da Palestina (…) que até hoje continuam no centro das preocupações políticas. A ocupação das terras verificou-se tanto através da aquisição junto de complacentes proprietários rurais árabes como através da expropriação violenta (…) os judeus conseguiram rapidamente organizar-se. (…) O problema da convivência de dois povos (…) na mesma terra tornou-se logo um factor decisivo.

 

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Quando a Grã-Bretanha manifestou o propósito de abandonar em 1948 o mandato sobre a Palestina, pôs-se imediatamente o problema de qual seria o futuro político da região. Os sionistas viram surgir no horizonte a ocasião propícia para criarem finalmente o Estado judaico; os palestinos em contrapartida estavam preocupados e convictos de que se estava a tramar qualquer coisa contra eles. Da questão foi encarregada a ONU, que formou uma comissão, a UNSCOP, para sugerir um projecto de solução. (…) Os judeus favoreceram os trabalhos da comissão, enquanto os árabes os boicotaram – e provavelmente é certo, como já tem sido sugerido, que se tratou de um gravíssimo erro político. (…) Foram meses de grande agitação, se não mesmo de guerra aberta. Logo a partir de Novembro de 1947, o Hagana e as organizações paramilitares judaicas, aplicando um plano estratégico há muito planificado, tinham desencadeado uma série de ataques contra os palestinos. Em Abril de 1948, o Irgun e o Lehl atacaram a aldeia palestina de Devir Massiva (…) e os palestinos responderam com uma represália em Jerusalém (…) Por isso não é de espantar que a UNSCOP, tomando consciência da impossibilidade de fazer conviver os dois povos, recomendasse uma partilha da Palestina (…) proposta aprovada pela Assembleia Geral da ONU. Assim, quando em Maio de 1948 a Grã-Bretanha retirou as suas tropas e pôs fim ao mandato, os sionistas proclamaram a toda a pressa o Estado de Israel, que foi reconhecido em poucas horas tanto pelos Estados Unidos como pela União Soviética, o que lhe assegurava a absoluta legitimidade no plano internacional.»

Massimo Campanini, in Storia del Medio Oriente.

21 de Abril de 2017

 

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Timothy Barton Ash, historiador e professor na Universidade de Oxford, escreveu «Free Speech – Ten Principles for a Connected World», um ensaio sobre a necessidade e a ideia de um discurso livre. Nele se aborda uma série de factos, com exemplos – proibição da propaganda gay na Rússia, da negação do holocausto na Alemanha, do genocídio arménio na Turquia, entre outros -, que ilustram o desejo repressivo que existe um pouco por todo o lado. Numa obra que pretende dar resposta à pergunta «Quão livre deverá ser a expressão?», na qual sobressai a importância de explicar porque não deve haver lugar a restrições à liberdade de expressão, o propósito primordial é criar um conjunto de normas globais elementares para guiar um mundo globalizado e ligado pela internet. Para se saber lidar com quem discordamos, para uma liberdade de expressão sem restrições, incluindo naturalmente as opiniões discordantes mesmo se e quando nos sentimos ofendidos. Um livro a favor da tolerância, com uma relevante capacidade analítica - histórica e política -, que procura desenvolver condições para que, como refere o autor, «estejamos de acordo sobre a forma como discordamos». Ash ensina os seus leitores a conviver com a diferença.

26 de Março de 2017

 

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«Embora nenhum conceito importante esteja para além do seu debate, a discussão acerca do populismo diz respeito não apenas ao que este é, mas até se este sequer existe. É, verdadeiramente, um conceito contestado quanto à sua essência. (…) Parte da confusão deriva do facto de o populismo ser um rótulo raras vezes usado pelas próprias pessoas ou organizações. Ao invés, é aplicado por terceiros, a maioria das vezes com uma conotação negativa. (…) Como o populismo não pode reivindicar um texto fundador ou um caso paradigmático, os académicos e os jornalistas usam o termo para referir fenómenos muito diferentes. (…) A abordagem do populismo enquanto “acção popular” trata-o como significando um modo de vida democrático construído graças ao envolvimento popular na política (…) a abordagem da acção popular considera o populismo essencialmente como uma força positiva para a mobilização das pessoas (comuns) e para o desenvolvimento de um modelo comunitário de democracia. Contempla uma interpretação (…) mais ampla e mais restrita dos agentes populistas do que a maioria das outras abordagens, incluindo quase todos os movimentos de massas progressivos».

Cas Mudde e Cristóbal Rovira Kaltwasser, in Populism – A Very Short Introduction

24 de Fevereiro de 2017

 

Autor Flamengo Desconhecido Vista da Rua Nova dos

Autor Flamengo Desconhecido, Vista da Rua Nova dos Mercadores

 

Segundo as organizadoras – da exposição “A Cidade Global. Lisboa no Renascimento”, no Museu Nacional de Arte Antiga – são cinco as razões que justificam conceptualizar a Lisboa quinhentista como uma cidade global: o facto de ter estado no centro da circulação de produtos comerciais; ter concentrado em si uma população misturada, de indígenas (entenda-se, lisboetas ou portugueses), outros europeus e de povos de todo o globo; ter tido uma “consciência global”; ter sido reconhecida por outras cidades como detentora dessa capacidade; e, por último, a de ter estado na vanguarda de novas formas de conhecimento, de tecnologia e de comunicação. Muito haveria a dizer acerca desta perspectiva de Lisboa, de Portugal, do seu império e dos gloriosos tempos manuelinos. Longe de ser original, ela forma uma espécie de lengalenga que se instalou, sob a forma de impensado, em teses, livros e exposições. Corresponde, em geral, a uma versão eufemística do glorioso passado português, agora recoberto de um vocabulário importado das ciências sociais, onde a noção de rede, a viagem dos objectos, a escala global e as relações entre conhecimento, informação e poder são alvo de conceptualizações superficiais. Mais: trata-se de uma perspectiva que tende a constituir-se numa espécie de cartilha neo-luso-tropicalista, que não deixa de se actualizar, incluindo uma referência aos aspectos económicos e comerciais, nem tão-pouco deixa de aludir a populações mistas, as quais sugerem uma espécie de carácter híbrido new age. Vinho novo em odres velhos (…) também agora, a propósito de Lisboa, como cidade global, volta a estar presente a cartilha luso-tropical. (…) Existem outras interpretações e outra historiografia – mais analítica, mais crítica, menos patrioteira e avessa à utilização celebrativa da história – que talvez pudesse interrogar Lisboa numa perspectiva global. Estabelecendo comparações, percebendo diferenças e desigualdades, procurando captar os diferentes modos de discriminação étnica ou racial que a cidade gerou, fruto de diferentes medos e preconceitos, historicamente situados. (…) Uma historiografia, com certeza mais pautada pelas lógicas de controlo dos poderes da coroa, do município, das diferentes confrarias e irmandades que se vão organizando e que se articulam com a Igreja renovada por Trento.

Diogo Ramada Curto, Historiador, in A Revista E, 18 de Fevereiro

publicado por adignidadedadiferenca às 18:14 link do post
20 de Fevereiro de 2017

 

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A Comissária, filme realizado em 1967 por Aleksandr Askoldov, um autor praticamente desconhecido, foi proibido na União Soviética pelas autoridades durante mais de vinte anos, revelando-se apenas em 1988, ano em que percorreu o circuito mundial de festivais de cinema e conquistou o Prémio Especial do Júri no Festival de Berlim. Situado cronologicamente durante o período da guerra civil (1918-1922), após a revolução bolchevique, a obra de Askoldov descreve a história de uma mulher, comissária do exército, fervorosamente patriótica e partidária, que, para continuar a combater, pretendia abortar o seu feto (e Askoldov explora sem concessões a crueldade dessa escolha). Tendo, contudo, deixado descuidadamente decorrer o tempo útil para o poder fazer, acabou por dar à luz um filho indesejado. Esses derradeiros dias da gravidez são vividos conjuntamente com uma família judaica que suporta a crueza e as agruras do dia-a-dia. Sustentado por uma magnífica mise-en-scène, na qual evolui com destreza um verdadeiro tratado sobre relações humanas – entre vizinhos, amigos, cônjuges, crianças, pais e filhos – o cineasta consegue convencer-nos da autenticidade da mudança que ocorre no espírito da comissária, provocada pela convivência com a dor e a visão onírica do casal de judeus, a sua desarmante simplicidade e o cuidado com os filhos, vencendo o conflito interior entre o desejo de combater ao lado dos seus camaradas e a condição maternal, demonstrando uma crescente afeição pelo rebento. O retrato dessa extrema experiência de vida, dos dramas familiares, bem como as inusitadas alusões ao holocausto ou ao regime totalitário de Estaline – ilustradas, por exemplo, numa soberba, inquietante e tensa sequência protagonizada pelas crianças, filhos do casal de judeus – sobressai num filme matizado pela magnífica fotografia a preto-e-branco, pela elaborada composição dos planos (elegantes, violentos, tranquilos ou doloridos, em tudo similares à existência que vão exibindo) e pelas profundidade, solidez e expressividade dos actores, características que contribuem necessariamente para a excelência de um filme único (em todos os sentidos) que recomendo vivamente.

 

 

publicado por adignidadedadiferenca às 23:43 link do post
09 de Fevereiro de 2017

 

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A história significa as acções e as criações dos nossos antepassados, que nos trouxeram até ao ponto a partir do qual nós prosseguimos inexoravelmente. Desde tempos imemoráveis que os homens conhecem a sua história através de mitos e lendas; desde a invenção da escrita, pelo registo das suas experiências e actuações, que tinha como fim furtá-las ao esquecimento. A história como ciência é diferente. Nesse caso, queremos saber o que realmente aconteceu. Por isso nos atemos às realidades ainda presentes, às chamadas fontes, aos documentos, aos relatos de testemunhas, às edificações e às prestações técnicas, às criações literárias e artísticas. Todas elas são perceptíveis, mas contanto que se compreenda o sentido que nelas se exprime. A ciência chega até ao ponto em que nós entendemos correctamente aquilo que nos é realmente transmitido e em que podemos comprovar que são correctas as declarações de testemunhas. Para ser puro, o conteúdo da ciência separa-se do teor dos mitos e do teor das histórias sagradas. Os testemunhos das histórias sagradas não atestam factos, são antes declarações do género: «nós acreditamos que…». Aquilo que os crentes nos dão prova é algo que nós, mesmo que então tivéssemos estado presentes, não poderíamos, sem a crença, atestar como facto. Tal como todas as ciências, também a ciência história se debate com limites. A enorme ampliação do nosso saber, penetrando no passado e em domínios antes desconhecidos, gerou a expectativa de se poderem ultrapassar os limites. Ou seja, chegaremos até ao início da história. Mas a ciência ensina-nos a modéstia perante o segredo. Não é possível prever, na verdade, a abertura dos espaços de tempo em que ainda não penetrámos e que somente se denunciam por poucos indícios. Mas cada início, mesmo o começo de algo novo no âmbito da história, coloca-nos perante um mistério, no qual a origem permanece fechada ao saber.

Karl Jaspers, in «Pequena Escola do Pensamento Filosófico»

28 de Janeiro de 2017

 

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Se António Costa, prometendo um acordo de concertação social que não podia cumprir, ficou bastante mal na fotografia, o que dizer de Pedro Passos Coelho? Adoptando uma estratégia – perfeitamente legítima, note-se – segundo a qual este governo PS apenas pode contar com os seus “parceiros” de bancada parlamentar para viabilizar qualquer medida da sua autoria, o antigo primeiro-ministro, decidindo circunstancialmente rejeitar uma proposta de redução da TSU que o seu partido já defendeu anteriormente (e também como contrapartida do aumento do SMN), cola a si uma indesejável imagem de político azedo e ressabiado que lhe trará brevemente muito mais prejuízos que benefícios.

publicado por adignidadedadiferenca às 13:23 link do post
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